sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cueca HoPT pode; Calcinha Hope não pode

Fifa pediu suspensão de código do consumidor, diz ministro

Do UOL Notícias

A Fifa pediu ao governo brasileiro que, durante o período de realização da Copa do Mundo no país, em 2014, suspendesse o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e o Estatuto do Torcedor. A ideia da entidade que organiza o Mundial de futebol era ter liberdade absoluta para decidir o preço dos ingressos, não disponibilizar meias entradas para idosos e estudantes e não ter que eventualmente indenizar consumidores por eventos cancelados ou adiados.

A informação é do ministro do Esporte, Orlando Silva, que particpou na tarde desta sexta do programa televisivo Arena SporTV , que disse, com todas as letras, "a Fifa solicitou que suspendêssemos o Estatuto do Idoso, o Estatuto do Torcedor e o Código de Defesa do Consumidor". O pedido aconteceu dentro do contexto de debate para a formatação do projeto da Lei Geral da Copa.

O projeto da norma, que tramita na Câmara dos Deputados, atendeu a parte dos pedidos da Fifa no que diz respeito à meia entrada para estudantes e direitos do consumidor, mas não suspendeu nenhum diploma legal brasileiro, embora, segundo o ministro, o Brasil venha mantendo uma relação salutar com a Fifa, sempre em busca do entendimento. "Temos confiança de que o diálogo vai encontrar uma saída. Não é questão de soberania, é discussão de direitos sociais", afirmou Silva. O diálogo do Brasil com a Fifa é melhor do que muitos imaginam", completou.

Orlando Silva revelou que o ponto que mais conflito está gerando é a questão da meia entrada para idosos e estudantes. O direito aos primeiros é garantido pelo Estatuto do Idoso, lei federal, enquanto o segundo é resultado de legislações estaduais. "Há uma decisão do governo brasileiro de não suspender o Estatuto do Idoso. Deverá haver um acordo com a Fifa. A divergência existe, mas não é tão grave. Podemos chegar a um acordo sem suspender o Estatuto do Idoso", disse a autoridade brasileira, acrescentando que a questão dos ingressos para estudantes deve ser tratada em "câmaras estaduais". Aqui

Comento:
É o fim da picada

Com tantas meninas estupradas por aí, a ministra Iriny decidiu que o problema da mulher é Gisele Bündchen.

Do Blog Augusto Nunes

Em 31 de outubro de 2007, uma menina com 15 anos, 1m50 de altura e 38 quilos foi presa por tentativa de furto numa casa de Abaetetuba, cidade paraense a quase 100 quilômetros de Belém. Durante o interrogatório, declarou a idade à delegada de plantão Flávia Verônica Monteiro Teixeira.

Por achar o detalhe irrelevante, a doutora determinou que fosse trancafiada na única cela do lugar, ocupada por homens. Já naquela noite, e pelas 25 seguintes, o bando de machos se serviu da única fêmea disponível.

Depois de 10 dias de cativeiro, a garota foi levada à sala da juíza Clarice de Andrade. Também informada de que a prisioneira tinha 15 anos, a segunda doutora da história resolveu devolvê-la à cela. A descoberta do monumento ao absurdo não reduziu a força do corporativismo criminoso: por decisão do Tribunal de Justiça do Pará, ficou estabelecido que o comportamento da juíza Clarice não merecia qualquer reparo. Meses mais tarde, a magistrada foi punida com a aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma inutilidade inventada pelo governo Lula, não deu um pio sobre o caso.

O pesadelo ocorrido em 2007  foi reprisado há três semanas na colônia penal agrícola Heleno Fragoso, que abriga 320 condenados em Santa Isabel do Pará, a 70 quilômetros de Belém. Desta vez, de novo com a conivência de funcionários da instituição, uma brasileira de 14 anos ficou quatro dias em poder de cinco presos. “Eu e outras duas meninas que ficaram lá também”, informou a garota em 19 de setembro. “Lá dentro eles obrigaram a gente a usar droga e a beber. Eles esqueceram a porta aberta, porque lá eles deixam a porta trancada. Foi quando consegui fugir”.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma inutilidade mantida por Dilma Rousseff, não deu um pio sobre o caso.

Não se sabe qual é a posição que meninas violentadas em cadeias ocupam no ranking de prioridades da ministra Iriny Lopes.  O que o país acaba de descobrir é que a lista é encabeçada pelas peças  publicitárias da Hope Lingeries protagonizadas por Gisele Bündchen. Lançada no dia 20, a campanha mostra qual é a melhor maneira de transmitir más notícias ao marido. No vídeo abaixo, por exemplo,  Gisele primeiro conta que bateu o carro usando trajes pouco sedutores. Esse é o método errado. Em seguida, ela repete a notícia semivestida com uma lingerie da Hope. É muito mais sensual. E é esse o jeito certo. “Você é brasileira, use seu charme”, ouve-se dizer uma voz masculina. Confira:

No terceiro dia da campanha, movida por “diversas manifestações de indignação contra a peça”, Iriny contra-atacou. Num ofício enviado ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Públicitária, o Conar, pediu que o comercial fosse suspenso. Noutro papelório, fez questão de comunicar ao diretor da Hope, Sylvio Korytowski, seu “repúdio” ao desempenho da top model.  “A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, declama Iriny. “Também reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal”. Aqui

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ministra faz ‘cruzada’ em site para retirar Gisele do ar

Do Blog Josias de Souza

Ganhou contornos de cruzada o esforço de Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para Mulheres, para tirar do ar campanha estrelada por Gisele Bündchen.

Nesta quinta (29), foram pendurados no site oficial da pasta dois artigos contendo duros ataques às peças publicitárias da fábrica de lingeries Hope.

Um deles é assinado por Carmen Hein de Campos, coordenadora nacional do Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher).

Carmen tacha de “sexista” a propaganda da Hope. A certa altura, anota:

“Uma mulher infantilizada e dependente (representada por Gisele Bündchen) é ‘ensinada’ que, para tratar com marido sobre o fato de ter batido o carro, ou excedido o cartão de crédito, a melhor forma é ficar de calcinha e sutiã.”

Para a autora, a agência publictária responsável pela campanha “talvez não esteja informada que as mulheres representam hoje mais de 30% das chefias de famílias.”

Afirma que “retirar do ar a propaganda é uma demonstração de respeito às mulheres e reconhecimento que mais não suportamos ser tratadas como objetos ou estereotipadas em comerciais.”

Em reforço ao seu raciocínio, Carmen empurra Dilma Rousseff para dentro da argumentação:

“As mulheres brasileiras elegeram a primeira presidenta do país, que fez história ao abrir, pela primeira vez, uma reunião das Nações Unidas discursando sobre a igualdade de gênero e questões sérias vivenciadas pelos povos no mundo.”

O segundo artigo veiculado no site da pasta dirigida por Iriny é assinado por Lícia Peres, identificada como “socióloga”.

Anota que anota que a campanha “protagonizada pela modelo internacional Gisele Bündchen […] reforça a visão estereotipada de que a mulher brasileira tem no corpo seu único atributo a merecer valor.”

Para ela, a campanha da Hope “é altamente discriminatória.” Por quê? “Infantiliza a figura feminina, reforça estereótipos que o cotidiano das mulheres desmente…”

“…Está totalmente na contramão da história e da contemporaneidade.”

Antes de veicular os dois artigos, a pasta de Iriny havia divulgado uma nota oficial. No texto, informara-se sobre a expedição de dois ofícios da ministra.

Num, Iriny requereu ao Conar (Conselho Brasilero de Auto-Regulamentação Publicitária) a retirada da campanha da Hope do ar. Abriu-se um processo. nesta quinta (29).

Noutro, a ministra manifestou seu “repúdio” a Sylvio Korytowski, diretor da Hope. Por ora, Gisele continua no ar.

Veja a peça

Deputado tucano pergunta a Sérgio Guerra, presidente do partido: “Quanto nós pagamos para falar mal da gente?”

Por Julia Duailibi, no Estadão Online via Reinaldo Azevedo. Volto depois.

Em reunião dos deputados do PSDB na terça-feira, 27, à noite, o deputado Jutahy Junior (BA) criticou a pesquisa encomendada pela presidência do partido para moldar o discurso eleitoral dos tucanos nos próximos anos. Aliado do ex-governador José Serra, Jutahy pediu a palavra antes que o resultado do levantamento fosse apresentado pelo cientista político Antonio Lavareda aos parlamentares da bancada.

“Não entendo como uma pesquisa paga pelo partido gerou tantas notícias negativas contra nós antes mesmo de ser divulgada para a bancada”, reclamou o deputado, que enumerou os veículos em que saíram as notícias ruins para o partido. Entre os exemplos citados, estão as informações, constatadas na pesquisa, de que o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi considerado pelos entrevistados mais corrupto que o de Luiz Inácio Lula da Silva e que a presidente Dilma Rousseff ganharia de Serra no primeiro turno, se a eleição fosse hoje.

“Pesquisa é fato para consumo interno, não para comunicação. Quanto mais negativa”, afirmou. “Um resultado em que Serra aparece com 25% é um resultado excelente. Mas foi transmitido de forma negativa”, disse Jutahy ao Estado. Ele ainda ironizou: “Felizmente tiveram bom senso de não colocar outro nome na pesquisa, a não ser o do Serra”.

O deputado ainda questionou o custo do levantamento ao presidente do partido, Sérgio Guerra, que não informou o valor do levantamento. “Quanto pagamos para falar mal da gente?”, indagou.

Voltei
Não sei quanto é, mas costuma ser caro. E pensar que o PT consegue fazer o mesmo — ou seja, esculhambar o PSDB — sem precisar gastar um tostão…

Vem ai a "Lei Florentina da Penha" e a "Bolsa Abestado"

O palhaço deputado Tiririca "vai" criar dois projetos de Lei na Câmara dos deputados: A "Lei Florentina da Penha" e a "Bolsa Abestado".
No Bolsa Abestado TODOS os brasileiros entra automaticamente.

PSDB a procura de um caminho

Por Rodolfo Lago, no Portal Congresso em Foco

Do limão, uma limonada. É o que o PSDB pretende fazer com os dados da pesquisa que encomendou ao instituto do consultor de marketing político Antônio Lavareda. À primeira vista, os dados da pesquisa não são nada bons para o PSDB. Eles mostram uma imensa popularidade da presidenta Dilma Rousseff e, especialmente, do ex-presidente Lula. Mostram também que, hoje, os tucanos não teriam a menor chance numa disputa com qualquer um dos dois. Mas a pesquisa mostra também em que pontos o PSDB e a oposição erram, e o que é preciso fazer para que o partido se mostre competitivo nas eleições municipais do ano que vem e na eleição presidencial de 2014.

É essa a leitura que está sendo feita pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Hoje (29), ele estará em Goiânia apresentando a pesquisa aos oitos governadores do partido. Desde que os dados foram apresentados a ele por Lavareda, é o que Sérgio Guerra vem fazendo em encontros internos do PSDB. Os números da pesquisa são apresentados aos interlocutores de Guerra e, sobre eles, a cúpula do partido discute o que deve fazer.

“A pesquisa indica uma estrada a percorrer. Mas indica também que é preciso, na saída, remover um obstáculo”, diz um dos tucanos que já viu e discutiu os dados da pesquisa. O problema para o PSDB é que esse obstáculo foi o nome escolhido em duas das últimas três eleições presidenciais para representar o partido na disputa: José Serra. A leitura feita pela pesquisa é que as chances do PSDB residem em resgatar suas bandeiras originais, de defesa da social-democracia como partido de centro-esquerda, mas renovando essas bandeiras diante de um país que mudou. Essa renovação, avalia-se, não pode se dar com a insistência de uma cara identificada ao que não funcionou nos últimos anos.

Daí, a necessidade de deixar claro desde já que a próxima opção eleitoral do PSDB não será de novo Serra. Nem nenhum outro político de origem paulista (casos de Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso – que é carioca de nascimento, mas construiu sua carreira em São Paulo). A pesquisa identifica ainda que não há hoje um discurso alternativo identificado com o PSDB na sociedade. Por isso, Sérgio Guerra já declarou que sua intenção é antecipar o lançamento da próxima candidatura do PSDB à Presidência, definindo-a logo depois das eleições municipais do ano que vem. Como, por enquanto, a única alternativa posta é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o quadro apresentado pela pesquisa o favorece. A intenção é abrir o caminho, até depois das eleições, para diminuir a influência atual de Serra e do grupo paulista e criar as condições para construir a candidatura de Aécio em 2014. É por essa razão que as maiores reações à divulgação de dados da pesquisa vieram justamente de políticos ligados ao grupo de Serra, como o ex-deputado Jutahy Magalhães (BA).

Hoje, não daria para ganhar
A pesquisa de Lavareda mostra que o PSDB teve, nas três últimas eleições presidenciais, uma votação sempre ascendente. É um sinal de que ela, provavelmente, poderia crescer mais em 2014. Mas também revela que, mantido o mesmo ritmo de crescimento, o candidato tucano não seria capaz de vencer seu adversário do grupo governista. Ou seja: o PSDB precisa encontrar meios de crescer em outros nichos do eleitorado que hoje não fecham com o governo. Os que foram eleitores de Marina Silva, candidata do PV em 2010, por exemplo.

O que espanta fundadores do PSDB é que os dados mostram que, hoje, o partido aparece para boa parte dos eleitores como uma alternativa conservadora, de direita, por conta das opções que fez desde que chegou ao poder com Fernando Henrique Cardoso. Quando surgiu, o PSDB era uma reação ao fato de que o PMDB, no poder com o então presidente José Sarney, dava uma guinada para a direita. Os que deixaram o partido para fundar o PSDB apresentavam-se como defensores da social-democracia, de centro-esquerda. Ocorre que o PSDB, ao chegar ao poder, aliou-se ao PFL (hoje DEM) e também deu uma guinada à direita.

O que o partido pretende buscar é resgatar suas bandeiras originais renovando-as, diante do fato de que o país e o mundo mudaram muito da fundação do PSDB em 1988 para cá. A pesquisa mostra que as duas palavras que estão na sigla do partido, social e democracia, têm forte apelo junto à sociedade. O problema é que o eleitor nem lembra muito que elas estão na sigla do PSDB. Há, avalia a cúpula tucana, um grande problema de comunicação no partido. Nas campanhas de Alckmin e de Serra, o PSDB ao mesmo tempo escondeu o que fizera de bom no governo Fernando Henrique e não foi capaz de construir um discurso alternativo ao que fez o governo Lula.
O problema de comunicação começa na própria estrutura. Enquanto a campanha de Dilma tinha, por exemplo, 50 pessoas trabalhando diretamente na comunicação junto às redes sociais da internet, a campanha de Serra teve apenas 15. E temas que eram importantes na campanha, como os programas sociais, estavam identificados apenas com o governo Lula. Não se conseguia passar a mensagem de que o Bolsa-Escola e o Vale-gás, por exemplo, que hoje estão na composição do Bolsa-Família, já existiam no governo Fernando Henrique. Muito em função da própria estratégia adotada. Como na época as pesquisas mostravam que uma eventual associação com o governo Fernando Henrique, na comparação com Lula, tirava votos, Serra tratou de esconder o ex-presidente tucano e valorizar apenas o que ele mesmo fez. Mas mesmo nisso, Serra falhou. Se 70% dos ouvidos por Lavareda na pesquisa não têm dúvida de que foi Fernando Henrique quem fez o Plano Real, 40% acham que foi Lula quem criou o medicamento genérico.

Dados positivos
Há, porém, dados positivos para o PSDB mostrados pela pesquisa. E a estratégia a ser adotada pretende reforçá-los. O partido já teve mais de 900 prefeitos, e hoje tem pouco menos de 800. Mas elegeu oito governadores (São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Paraíba, Roraima, Pará e Alagoas). Os governadores têm forte influência nas eleições municipais, e os dados mostram que o PSDB hoje é forte no Centro-Oeste e no Sudeste. A meta do partido é eleger no ano que vem mil prefeitos.

Outro dado considerado positivo é a informação de que Serra, no ano passado, venceu as eleições em 40 dos 80 municípios que têm mais de 200 mil eleitores. Desses, 30 têm prefeitos do partido. A ideia é reforçar tais posições, passando a ideia de que o PSDB é o partido das grandes cidades.
Há também uma percepção de parte do eleitorado de que o PSDB tem quadro mais competentes do que o PT. Dezoito por cento dos entrevistados disseram que os tucanos são mais competentes que os petistas, contra 15% que disseram que o PT tem quadros mais capazes que o PSDB. O dado faz com que a cúpula do partido considere que pode ser eficaz continuar batendo na tecla de que o PT aparelhou o Estado.

Os ouvidos consideram que o governo de Fernando Henrique Cardoso foi mais corrupto do que o de Lula. Mas 21% já consideram que o PT é o partido mais corrupto. Na leitura que faz a cúpula do PSDB, o PT ainda se beneficia de uma impressão que consolidou ao longo do tempo de que era um partido diferenciado no que diz respeito à moralidade pública. Mas já começa a perder um pouco tal característica. Pode perder mais se isso for bem explorado, muito embora o tema da corrupção não apareça como algo de muito apelo junto ao eleitorado. A pesquisa foi feita no auge das denúncias contra os Ministérios dos Transportes e do Turismo. Mesmo assim, a corrupção aparece apenas como o quarto item na preocupação dos eleitores, perdendo para saúde, educação e violência urbana.

Renovação
Uma avaliação que emerge da leitura da pesquisa é de que hoje não se enxerga de forma clara o que o PSDB poderia oferecer de alternativa ao PT caso o substituísse no governo. Por isso, há hoje a intenção de Sérgio Guerra de antecipar a entrada do partido na disputa sucessória, definindo o seu candidato à Presidência logo depois das eleições municipais do ano que vem. Ele acredita que, definido o nome, o partido começaria a demarcar um território de diferenciação do atual governo. Fica cada vez mais claro que o nome para isso é Aécio Neves.

Há, porém, hoje uma insatisfação com uma certa apatia de Aécio como senador. A cúpula tucana avalia que Aécio não está aproveitando as oportunidades do Parlamento como poderia. Até agora, por exemplo, ele mal se posicionou no debate posto nas ruas sobre a corrupção pública. Aécio precisa aparecer mais, e isso será cobrado dele. Aqui

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Protótipo de vacina contra a aids apresenta eficácia de 95%

No Estadão.com

Uma equipe de pesquisadores espanhóis criou um protótipo de vacina contra o HIV "muito mais potente" que os desenvolvidos até agora ao redor do mundo e que conseguiu uma resposta imune para 90% das pessoas sadias que foram expostas ao vírus.
Próximo objetivo da pesquisa é saber se o composto, além de prevenir, pode tratar a doença - Luis Galdamez/Reuters
Luis Galdamez/Reuters
Próximo objetivo da pesquisa é saber se o composto, além de prevenir, pode tratar a doença
A descoberta foi apresentada nesta quarta-feira, 28, em entrevista coletiva pelos responsáveis pela pesquisa, Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC); Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, e Juan Carlos López Bernaldo de Quirós, do Hospital Gregorio Marañón de Madri.

Após manifestarem uma grande eficácia em ratos e macacos, os testes começaram a ser aplicados em seres humanos há cerca de um ano. Nesta primeira fase, a vacina foi aplicada em 30 pessoas sadias, escolhidas entre 370 voluntários.

Durante o teste, seis pessoas receberam placebo e 24 a vacina. Estas últimas apresentaram "poucos" e "leves" efeitos secundários (cefaleias, dor na zona da injeção e mal-estar geral). Por isso, é possível afirmar que "a vacina é segura para continuar com o desenvolvimento clínico do produto", ressaltou Quirós.

Em 95% dos pacientes, a vacina gerou defesa (normalmente atinge 25%) e, enquanto outras vacinas estimulam células ou anticorpos, este novo protótipo "conseguiu estimular ambos", destacou Felipe García. Para completar, em 85% dos pacientes as defesas geradas se mantiveram durante pelo menos um ano, "que neste campo significa bastante tempo", acrescentou.

Na próxima etapa, os pesquisadores realizarão um novo teste clínico, desta vez com voluntários infectados pelo HIV. O objetivo é saber se o composto, além de prevenir, pode servir para tratar a doença.

"Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV para ver se serve para curar. Geralmente, os tratamentos antirretrovirais (combinação de três remédios) devem ser tomados rigorosamente, algo insustentável em lugares tão afetados pela Aids como a África", apontou García.

O protótipo da vacina, batizado como MVA-B, recebe o nome do vírus Vaccinia Modificado Ankara (MVA, na sigla em inglês), um vírus atenuado que serve como modelo na pesquisa de múltiplas vacinas. Aqui

Kassab defende Constituinte em 2014 e diz que PSD é 'de centro'

Na Folha Online

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, defendeu nesta quarta-feira (28) uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva em 2014 e afirmou que o seu novo partido, o PSD, é "de centro".

"A questão de centro é ideológica. Está desvinculada da relação do apoio ou não ao governo federal. Em relação ao governo federal, a nossa posição será de independência. Independência para que os parlamentares que se somaram a esse partido e tenham já sua posição, alguns a favor, outros contra, continuem tendo essa liberdade. Não teria sentido, seria uma incoerência, para um partido que quer inovar, que quer ser diferente, impor ao parlamentar uma mudança de conduta", disse ele em entrevista ao "Bom Dia Brasil", da TV Globo.

O processo de criação da nova sigla ocorreu sob fortes suspeitas de fraude na coleta dessas assinaturas, entre elas uso da máquina da prefeitura e fraude na coleta de assinaturas --algumas de pessoas mortas.

Kassab afirmou que as denúncias não têm fundamento. "Em todos os Estados, o partido foi aprovado pelos TREs [Tribunais Regionais Eleitorais] por unanimidade. Fica claro, e vamos olhar para frente, que eram denúncias sem fundamento. Em alguns casos, armação de adversários, lamentáveis."

CONSTITUINTE
O prefeito promete apresentar ainda hoje um manifesto defendendo a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva em 2014 para tratar da atualização da Constituição Federal.

"Ela seria paralela ao funcionamento do Congresso para que as reformas efetivamente aconteçam", disse ele.

Kassab disse que já pediu à senadora Kátia Abreu que apresente um projeto no Senado para que "tenhamos uma campanha de mobilização". Aqui

PSD oferece consultoria jurídica de plantão para agilizar filiação ao partido

Camila Campanerut, no UOL Notícias

Na primeira reunião de trabalho, o recém-criado PSD se articulou para facilitar a filiação de políticos já eleitos por outras legendas. A orientação foi dada pelo advogado da sigla, Admar Gonzaga, responsável pela defesa do PSD no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para obter o registro nacional.

“A partir de hoje, vocês já podem se desfiliar [de outros partidos]. Dois dias depois, já pode se filiar [ao PSD]”, resumiu o advogado. “Se o partido se recusar a receber [o pedido de desfiliação], pode-se comunicar ao juiz eleitoral para que ele tenha ciência”, explicou aos presentes. O advogado vai prestar consultoria jurídica aos interessados.

Com sede nacional em Brasília e com o apoio de uma fundação para dar base aos trabalhos, o PSD conseguiu correr contra o tempo e obteve na noite desta terça-feira (27) a liberação de seu registro nacional –a 10 dias do prazo final dado pela legislação eleitoral para concorrer nas eleições municipais do ano que vem, que acaba no próximo dia 7. O processo de formalização da legenda começou em 23 de agosto.

Para quem quer se filiar, mas não participar do próximo pleito, há ainda 30 dias para se integrar à nova legenda, segundo afirmou o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos. Ele negou interesse em participar das eleições de 2012.

“Tenho uma missão complexa de viajar pelos 27 Estados e até março encerra o ciclo de seminários em todo o país para compor o programa do partido”, justifica.

Hoje o partido conta com de 49 deputados, dois senadores, dois governadores e três vice-governadores e já é a terceira maior bancada do Congresso, atrás apenas de PMDB e PT. O líder do PSD na Câmara será Guilherme Campos (ex-DEM-SP). No Senado, será Kátia Abreu (ex-DEM-TO). Nos bastidores, a expectativa é que o número de senadores da sigla dobre e que, na Câmara, chegue a 55.

Justiça Eleitoral aprova criação do PSD, novo partido de Kassab

Na Folha

Por 6 votos a 1, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou nesta terça-feira a criação do PSD, partido idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O julgamento do pedido de registro, que começou na semana passada, foi concluído hoje. Com a decisão, o partido poderá disputar as eleições municipais do ano que vem.

O julgamento foi retomado após pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro. O tribunal viveu um impasse na semana passada, pois uma resolução do TSE exigia que o partido incluísse em seu pedido de registro as listas de apoio da população certificadas pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), mas o PSD apresentou essas listas certificadas apenas pelos cartórios eleitorais. Aqui

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fifa ameaça tirar a copa de 2014 do Brasil

Estadão.com

A crise entre a Fifa e o governo federal é crítica. Nunca a Copa do Mundo no Brasil esteve tão ameaçada como agora. Não se trata de notícia plantada para favorecer um lado ou outro. No centro da questão está o tal projeto da Lei Geral da Copa que a presidente Dilma Rousseff enviou ao Congresso Nacional. Como já se sabe, a Fifa tem sérias divergências com alguns tópicos do projeto.

Dilma quer uma conversa franca com a Fifa, conforme revelou o ESTADO nesta terça-feira, para aparar as arestas da Lei Geral da Copa. Altos executivos da entidade que dirige o futebol mundial deram graças a Deus ao tomarem conhecimento da iniciativa da presidente. E aguardam até a primeira semana de outubro para se reunirem com Rousseff.

Se não houver entendimento entre a Fifa e o governo do Brasil nesta reunião, a Copa de 2014 mais uma vez será colocada em risco. No contrato firmado entre a Fifa e o presidente Lula, em 2007, há uma cláusula, a de número 7, que permite à entidade retirar o Mundial do País no caso de a Lei Geral da Copa não contemplar todas as exigências da entidade, como mostrou a coluna Panorama Esportivo, de O Globo, no sábado, dia 24/9. Aqui