quinta-feira, 14 de junho de 2012
CPI aprova convocação da mulher de Carlinhos Cachoeira
Priscilla Mendes, no G1
A CPI do Cachoeira aprovou nesta quinta-feira (15) a convocação da mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça. Cachoeira foi preso em fevereiro, durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, apontado como chefe de uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás.
O jornalista Carlos Bordoni, que afirma ter recebido R$ 40 mil por serviços prestados na campanha eleitoral do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), também foi convocado. Bordoni diz ter recebido da campanha de Perillo pagamento depositado na conta de sua filha por uma empresa apontada pela PF como uma das que abastecia o esquema de Cachoeira.
A comissão aprovou ainda a quebra, desde 1º de janeiro de 2002, dos sigilos fiscal, bancário e telefônico da empresa de confecções Excitant.
A empresa emitiu três cheques, no valor total de R$ 1,4 milhão, usados no pagamento da venda da casa de Perillo, em Goiânia. Cachoeira estava na casa quando foi preso pela Polícia Federal, em fevereiro.
Também foram quebrados os sigilos fiscal, bancário e telefônico de outras quatro empresas: Rental Frota Logística, GM Comércio de Pneus e Peças, Faculdade Padrão e Mestra Administração e Participações.
Além de convocado para depor, o ex-assessor de Perillo Lúcio Fiúza teve os sigilos fiscal, bancário e telefônico quebrados pela CPI. Ele é mencionado em gravações de escutas telefônicas feitas pela PF de conversas entre integrantes do grupo de Cachoeira.
Além de Andressa Mendonça, Bordoni e Lúcio Fiúza, também foram convocados para prestar depoimento Hillner Ananias(ex-segurança do senador Demóstenes Torres); João Furtado de Mendonça Neto (atual secretário de segurança pública de Goiás); Alcino de Souza (policial civil aposentado, apontado pela PF como dono de empresa de fachada usada pelo esquema de Cachoeira); Rubmaier Ferreira de Carvalho (contador de empresa apontada pela PF como participante do grupo de Cachoeira), Ana Cardozo de Lorenzo (beneficiária de depósito da empresa Pantoja, uma das que atuavam no esquema, segundo a PF); Aredes Correia Pires(ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás, apontado pela PF como braço do grupo de Cachoeira na polícia); e Alexandre Milhomem (arquiteto responsável pelo projeto da casa de Marconi Perillo).
Desses, Lúcio Fiúza, Alcino de Souza e Rubmaier Ferreira de Carvalho tiveram os sigilos fiscal, bancário e telefonico quebrados, além de André Teixeira Jorge.
A data para os depoimentos ainda será definida pelo presidente. No total, a comissão aprovou, em votação simbólica, a convocação de dez pessoas citadas nas investigações das operações Monte Carlo e Vegas, da Polícia Federal.
PT blinda Pagot e Cavendish e CPI adia convocações
Laryssa Borges, na Veja Online
Em votação apertada - 16 votos a 13 -, a CPI do Cachoeira decidiu nesta quinta-feira adiar novamente a convocação do empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da construtora Delta, empresa que está no centro das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso Nacional. Por um placar um pouco mais folgado - 17 votos a 13 -, os parlametares evitaram também a convocação do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot. O PT votou em bloco em favor do adiamento das duas convocações.
Cavendish é o autor, em trecho captado pelos grampos da Polícia Federal, da frase: “Se colocar 30 milhões de reais na mão de político, ganha negócio”. Amigo pessoal do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), o empresário deixou o comando da Delta assim que estourou a informação de que a empreiteira atuava em parceria com o esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira para a obter benefícios irregularmente.
O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), foi o primeiro a defender, durante a sessão, que a convocação de Cavendish não fosse votada de imediato. Segundo ele, ainda não foram analisados documentos suficientes para embasar futuramente a oitiva do empresário. “Estamos discutindo as relações da Delta com a organização criminosa e a quem serviu essa empresa”, disse Cunha. “Precisamos fazer que venham à CPI pessoas cujos vínculos sociais, econômicos, políticos e patrimoniais fiquem evidentes”, completou o relator ao defender o sobrestamento da votação sobre o ex-presidente da Delta.
Pagot
O ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, tem dito que está à disposição da CPI para trazer à tona informações sobre a atuação da Delta e sobre suas relações promíscuas com agentes públicos. Apeado do governo da presidente Dilma Rousseff depois de denúncias de irregularidades na autarquia e no Ministério do Transporte, Pagot afirma que verbas públicas foram utilizadas como caixa dois de campanhas políticas. O ex-chefe do Dnit também afirmar ter havido desvio de recursos da obra do Rodoanel, em São Paulo, para a campanha do tucano José Serra à Presidência da República em 2010 e de Geraldo Alckmin ao governo paulista no mesmo ano.
Assim como fez com Fernando Cavendish, o relator Odair Cunha defendeu que a convocação não fosse aprovada agora porque muitos documentos em poder do colegiado ainda não foram analisados. “Precisamos nos deter às informações que esta CPI tem”, disse. “Entendo que, se Pagot quer prestar alguma informação relevante, terá oportunidade segundo a nossa conveniência”. O relator afirmou ainda que, se Pagot tiver denúncias a serem feitas, deve procurar de imediato a Polícia Federal. “Se alguém quiser declarar alguma coisa ou denunciar algum crime e tiver urgência, deve procurar a Polícia Federal”.
Para o senador Pedro Taques (PDT-MT), a decisão de não aprovar a convocação imediata do ex-diretor-geral do Dnit reflete o “medo” que os parlamentares têm das revelações que ele pode fazer. “Não podemos transformar essa CPI em uma enrolação, em uma CPI café com leite”, protestou. “Pagot é um fio desencapado. Ele está desesperado para falar e precisa falar”.
A briga entre PT e PSDB sobre as revelações de potencial destrutivo de Pagot motivou parlamentares dos dois partidos a apresentassem à CPI requerimentos para a oitiva de Serra, hoje candidato tucano à prefeitura de São Paulo, e da presidente Dilma Rousseff.
O pedido de convocação da chefe do Executivo foi duramente criticado na CPI nesta quinta-feira, ainda que o PSDB tenha depois transformado a iniciativa em um requerimento de informações à presidente. Por considerar o pedido inconstitucional, o presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), rejeitou sumariamente o pleito tucano. “Tenho a prerrogativa de rejeitar liminarmente o requerimento por ser um atentado à Constituição Federal”, disse.
Matriz
A CPI do Cachoeira já aprovou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico da matriz da construtora. Os advogados da empresa tentaram, sem sucesso, barrar no Supremo Tribunal Federal (STF) a devassa.
Conforme o delegado Matheus Mela Rodrigues, da Polícia Federal, a Delta teria se beneficiado em contratos por ter dirigentes diretamente ligados a Cachoeira. Em sessão reservada à comissão de inquérito, o policial disse ter informações de que a Delta transferiu 39 milhões de reais para as empresas JR, Brava e Alberto&Pantoja, utilizadas pelo bicheiro para lavagem de dinheiro e evasão de divisas a paraísos fiscais.
A Alberto&Pantoja, por exemplo, foi responsável por transferências à empresa Excitant, cuja dona é a cunhada de Cachoeira. A Excitant é a titular dos três cheques no valor total de 1,4 milhão de reais recebidos pelo governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na venda de uma mansão em Goiânia.
VEJA revelou que o acesso às contas da Delta coloca a CPI no caminho de comprovar que mais de 100 milhões de reais em dinheiro clandestino abasteceu campanhas políticas e pagou propinas a servidores públicos. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão de inteligência do Ministério da Fazenda, registrou em relatório que a Delta aparece relacionada com movimentações atípicas entre 2006 e o ano passado.
Antes do início da sessão desta quinta-feira, a CPI do Cachoeira havia votado 328 requerimentos e aprovado 57 quebras de sigilo, 18 convocações e três convites para autoridades comparecerem ao colegiado.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
STF marca para 1º de agosto início do julgamento do mensalão
Do Portal O Globo
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou nesta quarta-feira a data do início do julgamento do processo do mensalão: 1º de agosto. Para que o cronograma dê certo, o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do caso, precisa terminar seu voto ainda neste mês. A data foi sugerida em sessão administrativa pelo ministro Celso de Mello e aceita por unanimidade por seus colegas. Lewandowski não estava presente. No entanto, por meio de um assessor, ele anunciou que vai liberar o trabalho em meados deste mês.
Segundo o planejamento aprovado, haverá sessões plenárias diárias entre 1º e 14 de agosto, com duração de cinco horas. No primeiro dia, o relator, ministro Joaquim Barbosa, vai ler um resumo do relatório, com cerca de três páginas. Em seguida, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para fazer a sustentação oral. Nos dias seguintes, a defesa de cada um dos 38 réus fará a sustentação oral. Cada advogado terá uma hora para isso.
A partir do dia 15 de agosto, as sessões ocorrerão três vezes por semana para que os ministros votem, a começar por Barbosa. Serão encontros na segunda, quarta e quinta-feira. Não há previsão de quantos dias essa fase vai durar.
- Foi levada em consideração a minha condição de saúde - disse o relator, que sofre de problemas no quadril e tem dificuldade de ficar por muito tempo em uma só posição.
A nova rotina do tribunal implicou na mudança das sessões de turma durante a fase das sustentações orais dos advogados. A Primeira e a Segunda Turma encontram-se, normalmente, nas terças-feiras à tarde. As sessões serão pela manhã. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que se reúne nas terças-feiras à tarde, terá sessões na terça pela manhã. Se necessário, também haverá encontros do conselho na segunda e na quarta-feira pela manhã.
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou nesta quarta-feira a data do início do julgamento do processo do mensalão: 1º de agosto. Para que o cronograma dê certo, o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do caso, precisa terminar seu voto ainda neste mês. A data foi sugerida em sessão administrativa pelo ministro Celso de Mello e aceita por unanimidade por seus colegas. Lewandowski não estava presente. No entanto, por meio de um assessor, ele anunciou que vai liberar o trabalho em meados deste mês.
Segundo o planejamento aprovado, haverá sessões plenárias diárias entre 1º e 14 de agosto, com duração de cinco horas. No primeiro dia, o relator, ministro Joaquim Barbosa, vai ler um resumo do relatório, com cerca de três páginas. Em seguida, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para fazer a sustentação oral. Nos dias seguintes, a defesa de cada um dos 38 réus fará a sustentação oral. Cada advogado terá uma hora para isso.
A partir do dia 15 de agosto, as sessões ocorrerão três vezes por semana para que os ministros votem, a começar por Barbosa. Serão encontros na segunda, quarta e quinta-feira. Não há previsão de quantos dias essa fase vai durar.
- Foi levada em consideração a minha condição de saúde - disse o relator, que sofre de problemas no quadril e tem dificuldade de ficar por muito tempo em uma só posição.
A nova rotina do tribunal implicou na mudança das sessões de turma durante a fase das sustentações orais dos advogados. A Primeira e a Segunda Turma encontram-se, normalmente, nas terças-feiras à tarde. As sessões serão pela manhã. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que se reúne nas terças-feiras à tarde, terá sessões na terça pela manhã. Se necessário, também haverá encontros do conselho na segunda e na quarta-feira pela manhã.
Presidente mais pobre do mundo ainda anda de fusca e doa 90% do salário
Presidente do Uruguai, Pepe Mujica em seu fusca.
Do Site Pragmatismo PolíticoComo prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.
Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.
“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.
Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.
Sem contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, da Espanha, que espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincon del Cerro.
Mujica também oferece residência oficial para abrigar moradores de rua
O presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31) sua residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso faltem vagas em abrigos oficiais do governo.
Ele pediu que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a necessidade da concessão da sede da Presidência. De acordo com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o palácio de Suarez y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.
No último dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social. Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.
O presidente não mora em sua residência oficial, pois escolheu viver em seu sítio, localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu. Nem mesmo seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente progressistas da história do Uruguai.
No inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.
PT confirma intervenção e Humberto Costa será candidato no Recife
Diógenes Campanha, na Folha
O PT confirmou ontem a intervenção na disputa eleitoral pela Prefeitura do Recife e frustrou os planos do atual prefeito, João da Costa (PT), de tentar a reeleição.
Em reunião da sua Executiva Nacional realizada em São Paulo, o partido indicou o senador Humberto Costa (PT-PE) como pré-candidato. Ele obteve 12 dos 17 votos da comissão.
O encontro, que contou com a presença do ex-ministro José Dirceu, começou tumultuado, com João da Costa deixando a reunião logo em seu início.
"Antes de a reunião começar, fui informado de que a decisão seria pela intervenção, pela candidatura de Humberto. Achei desnecessário participar de um debate que tinha uma decisão tomada", afirmou.
João da Costa venceu a primeira consulta interna realizada pelo partido no mês passado, mas o resultado não foi reconhecido pela legenda, que alegou irregularidades.
O partido convocou então uma nova consulta, com o objetivo de usar o intervalo entre os encontros para convencer os dois candidatos --João da Costa e o deputado licenciado Maurício Rands -- a abrir mão da candidatura em favor do senador.
Rands atendeu o pedido da cúpula do PT, mas João da Costa resistia à orientação.
A segunda consulta, então, foi cancelada pela legenda. "Não é uma intervenção burocrática, mas é uma intervenção política", afirmou André Vargas, secretário de Comunicação do PT.
Questionado se apoiaria a campanha de Humberto Costa, o prefeito desconversou e colocou em dúvida o interesse do senador em receber o seu apoio. "Não sei se ele quer meu apoio", disse. "Talvez até vá dar prejuízo na eleição", afirmou, lembrando ataques que sua gestão recebeu nos últimos dias.
Ontem, militantes que apoiam a pré-candidatura à reeleição do prefeito iniciaram uma vigília para aguardar a decisão da Executiva Nacional petista.
"Veja que inusitado, que coletividade, uma decisão sem ter havido votação? Isso é um novo estilo de reunião", disse o deputado Fernando Ferro (PT-PE), um dos apoiadores da pré-campanha de João da Costa.
sábado, 2 de junho de 2012
Pagot diz que Ideli pediu dinheiro para campanha de 2010 em SC
Da revista Isto É
A metralhadora giratória acionada por Pagot também atinge a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ele diz que, em 2010, quando Ideli era candidata ao governo de Santa Catarina, ela pediu uma audiência no DNIT para tratar de três convênios do órgão no Estado, e, ao final do encontro, solicitou que a ajudasse também na arrecadação de recursos. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto. Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.
Reportagem completa aqui
A metralhadora giratória acionada por Pagot também atinge a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ele diz que, em 2010, quando Ideli era candidata ao governo de Santa Catarina, ela pediu uma audiência no DNIT para tratar de três convênios do órgão no Estado, e, ao final do encontro, solicitou que a ajudasse também na arrecadação de recursos. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto. Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.
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Em entrevista à ISTOÉ, o ex-diretor do DNIT, hoje consultor, denuncia caixa 2 na campanha do PSDB e conta que, em 2010, quando estava na direção do órgão, arrecadou junto às empreiteiras para a campanha do PT
Da revista Istó É
Desde o início do ano, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot tem prestado consultoria em projetos de navegação fluvial. Os negócios vão bem, mas a incursão no setor privado ainda não foi suficiente para apagar a mágoa que guarda pela maneira como deixou o governo, no rastro do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. Casado, pai de uma filha, o economista, que é oficial reformado da Marinha, considera-se um técnico competente, de confiança, e diz que nutria pelo governo uma fidelidade quase canina. Mas a demissão, que classifica como “traição mortal”, alimenta agora um sentimento de vingança. E motivou Pagot, nos últimos dois meses, a fazer uma série de depoimentos à ISTOÉ. Em três encontros com a reportagem num hotel em Brasília, todos gravados, Pagot contou detalhes sobre a forma como, no exercício do cargo, foi pressionado pelo governo de José Serra a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot. Nas conversas com ISTOÉ, Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com a Delta com a entrega de obras para a construtora. Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot. Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.
Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” Nas entrevistas à ISTOÉ Pagot forneceu detalhes dos encontros com o tesoureiro do PT, José De Filippi. Ele contou que, em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE. Filippi disse à ISTOÉ que realmente foi apresentado a Pagot no comitê da campanha durante o primeiro turno da eleição. “Mas a conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi, que negou ter recebido boletos de depósitos. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral”, admite Filippi.
Reportagem completa aqui
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Mulher que teve apenas um voto deve assumir cargo de vereadora
Do Portal G1
A manicure Sirlei Brisida não imaginava passar pela experiência de ser a mais nova vereadora de Medianeira, a 50 km de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ela recebeu apenas um voto nas eleições de 2008. Separada e com dois filhos, ela garante que ninguém da família votou nela. "Não sei quem votou em mim, só sei que o voto não foi meu", brinca. "O dia que me avisaram que eu assumiria o cargo eu não vou esquecer tão fácil. Não sabia se corria, se gritava. Foi uma surpresa muito grande, mas fiquei feliz", contou em entrevista ao G1 nesta sexta-feira (1º).
Sirlei é filiada ao PPS e é suplente do vereador Edir Josmar Moreira (PSDB), conhecido na cidade como Nenê. Ele teve o mandato cassado por infidelidade partidária, pois foi eleito pelo PPS e decidiu mudar de partido. Ivonei José Paludo (430 Votos), Abrão de Freitas (357 Votos), Ildo Conrath (341 Votos), Douglas de Almeida (270 Votos), Kleber Gonçalves (180 Votos), Jurema Ferreira França (155 Votos), João Wilmar Hitlesheinn (90 Votos) também mudaram de partido e perderam a chance de assumir.
Brisida filiou-se ao PPS em 2008. A pedido de um vizinho, que na época era presidente do partido, decidiu se candidatar como vereadora do município. “Eu sempre gostei de política. Desde 1996 eu já fazia campanhas, participava de comícios. Gostava de estar envolvida”. Contudo, devido a um problema de saúde, resolveu não fazer campanha, pois achava que não iria se eleger. “Me candidatei, mas nunca procurei saber de nada”. Como vereadora ela vai receber um salário bruto de R$ 3.700 com os benefícios. A renda mensal atual não passa de um salário mínimo.
A notificação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegou à Câmara de Vereadores de Medianeira na segunda-feira (28). De acordo com o presidente da Câmara, vereador Jean Bogoni, a Justiça deu prazo de dez dias para fazer a convocação. “Eu vou convocá-la na terça-feira (05), no máximo”, garantiu o vereador. Depois disso, Brisida tem cinco dias para levar toda a documentação exigida. Se aprovado, deve tomar posse na segunda-feira (11).
Aqui
Jornalista que fez campanha de Perillo em 2010 diz que recebeu de empresa do ‘Cachoeiragate’
Do Josias de Souza, no UOL
O jornalista Luiz Carlos Bordoni, responsável pela campanha radiofônica de Marconi Perillo na eleição de 2010, afirma que parte do pagamento que recebeu pelo serviço veio de uma empresa fantasma do esquema de Carlinhos Cachoeira. Coisa de R$ 45 mil.
Deve-se a revelação ao repórter Fernando Gallo. Em notícia veiculada nesta sexta (1o), ele reproduz declarações de Bordoni. O personagem lhe contou que saíra da campanha com um crédito de R$ 90 mil. O depósito de R$ 45 mil refere-se a metade dessa cifra.
O dinheiro pingou, em 14 de abril de 2011, na conta da filha do jornalista, Bruna Bordoni. Proveio da Alberto & Pantoja Construções, empresa fantasma que, segundo a Polícia Federal, era controlada por prepostos da quadrilha de Cachoeira. A movimentação bancária foi rastreada e consta dos autos da Operação Monte Carlo.
De acordo com Luiz Bordini, os R$ 45 mil foram borrifados na conta de sua filha depois que ele cobrou a dívida de campanha. Detalhista, Bordini contou que seu contato foi feito com Lúcio Gouthier, hoje assessor de Perillo no governo de Goiás. Ouça-se o jornalista:
“O sr. Lúcio Gouthier me ligou perguntando o número da minha conta pra depositar esse dinheiro. Eu disse a ele que estava viajando, e que minha filha, que paga minhas contas e administra as minhas coisas, iria receber. Dei o número da conta dela para ele. De repente, essa conta foi passada para a Pantoja.”
Bordini acrescentou, em timbre peremptório: “O dinheiro foi depositado pela Pantoja na conta da minha filha. Era dívida de campanha do governador Marconi Perillo, dos R$ 90 mil de saldo do trabalho que prestei a ele no programa de rádio na campanha de 2010.”
Ouvida, a assessorial de Perillo negou que o governador tenha se servido da empresa de fancaria de Cachoeira para realizar pagamentos. E Bordoni: “O Lúcio Gouthier é o homem que resolve todas as questões pendentes das campanhas eleitorais. Ele se responsabilizou por isso, ele resolveu e ele pagou. Pediu o número da conta pra depositar e depositou.”
Lúcio, uma espécie de secretário-faz-tudo de Perillo, foi a pessoa que cuidou, segundo o governador, da venda de uma casa de sua propriedade num condomínio de luxo de Goiânia. Negócio de R$ 1,4 milhão. Na versão de Perillo, o imóvel foi comprado por um empresário.
A PF suspeita que Cachoeira é o verdadeiro comprador da casa. Quando foi preso, em 29 de fevereiro, o bicheiro residia no imóvel. A transação foi paga com três cheques nominais a Perillo. Emitiu-os um sobrinho do contraventor.
A venda da casa é um dos fatos que motivaram a convocação de Perillo para depor na CPI do Cachoeira. Ele será ouvido em 12 de junho. A novidade pendurada nas manchetes por Luiz Bordini oferece matéria prima nova para a inquirição.
O jornalista disse que decidiu trazer os fatos à luz depois que o nome da filha dele foi citado na sessão em que o senador Demóstenes Torres foi ouvido no Conselho de Ética do Senado. “Prestei o serviço honestamente. Não vou deixar que ninguém venha avacalhar minha credibilidade por causa de Cachoeira.”
Darci garante o PSD com Tebaldi se Kennedy não sair candidato
Jefferson Saavedra, no Portal AN
A alegada pressão pela desistência de Kennedy Nunes em concorrer a prefeito de Joinville está levando Darci de Matos, também do PSD, a fazer um alerta. “Se Kennedy não concorrer, no outro dia levamos o PSD para apoiar o PSDB, oferecendo o vice de Marco Tebaldi”, diz Darci.
Um dos motivos que levaram Darci a desistir da pré-candidatura foi justamente a amizade com Tebaldi. O aviso, aparentemente, já foi dado ao presidente do PSD/SC, Gelson Merisio. Afinal, Darci diz não temer intervenção. “Alguém acha que o Merisio, companheiro meu e do Kennedy, vai intervir na cidade de dois deputados?” acredita.
Darci aponta também eventual pressão para que o PSB não apoie Kennedy – o que reduziria o tempo de horário eleitoral do PSD – como forma de enfraquecer a candidatura do PSD. Kennedy foi convidado por Luiz Henrique para ser vice de Udo Döhler, o pré-candidato a prefeito do PMDB. Kennedy recusou.
Marco Tebaldi aponta o eventual apoio do PSD como “muito bem-vindo, é lógico”. Mas o pré-candidato do PSDB à Prefeitura de Joinville acredita que Kennedy será candidato pelo PSD.
Kennedy Nunes (PSD) e Marco Tebaldi (PSDB) mantêm pré-candidaturas, dificultando coligação desejada por Luiz Henrique em torno de Udo Döhler (PMDB)
Do portal AN
A um mês das convenções que decidirão os pré-candidatos em Joinville, oito nomes estão na corrida. As principais candidaturas são do atual prefeito Carlito Merss (PT), do ex-prefeito Marco Tebaldi (PSDB), do deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) e do empresário Udo Döhler (PMDB). Dr. Xuxo (PR), Leonel Camasão (PSOL), Rodrigo Coelho (PDT) e Sandro Silva (PPS) ainda negociam a possibilidade de compor com outras siglas.
No estágio das conversas, ainda são poucas as alianças dadas como certas. O PMDB, até agora, não tem nenhum apoio anunciado. O senador Luiz Henrique, principal liderança do partido na cidade, ainda deseja montar a tríplice aliança, reunindo PSD e PSDB em torno da candidatura de Udo. Caso isso não se efetive, os peemedebistas trabalham com um plano B, que é trazer PDT e PPS. Dos dois partidos, sairia a indicação do vice. Por enquanto, o PTB é o mais próximo do PMDB.
Enquanto isso, Tebaldi, que lançou sua pré-candidatura no mês passado, já tem alinhavado o apoio do DEM e obteve formalização de parceria do PMN. A sigla faz também tratativas com o PSL, PPS, PV, PTC e PTN. A entrada do tucano no pleito foi um dos motivos que fez com que o deputado Darci de Matos (PSD) desistisse de concorrer à prefeitura — além da falta de apoio do governador Raimundo Colombo (PSD). Isso fez com que Kennedy fosse o nome da sigla para as eleições. Mesmo sofrendo pressão para abdicar da pré-candidatura, ele persiste e deve ter o vice vindo do PSB, único aliado que terá e que dará tempo de TV e rádio para o PSD.
Nesse cenário, o prefeito Carlito foi perdendo aliados. Atualmente, a sigla deve contar com os apoios de partidos que integram a base governista em âmbito federal. PSC, PT do B e PHS estão próximos de manter o apoio ao petista, enquanto PC do B e PRB ainda estão conversando sobre o apoio. Mesmo assim, Carlito ainda sonha em manter na sua base o PDT, que se dividiu entre ficar com os petistas e lançar um candidato, e o PR, que está entre manter o vice-prefeito Ingo Butzke, mas tem Dr. Xuxo querendo o respaldo da executiva estadual e nacional para se lançar na campanha. Mais
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A um mês das convenções que decidirão os pré-candidatos em Joinville, oito nomes estão na corrida. As principais candidaturas são do atual prefeito Carlito Merss (PT), do ex-prefeito Marco Tebaldi (PSDB), do deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) e do empresário Udo Döhler (PMDB). Dr. Xuxo (PR), Leonel Camasão (PSOL), Rodrigo Coelho (PDT) e Sandro Silva (PPS) ainda negociam a possibilidade de compor com outras siglas.
No estágio das conversas, ainda são poucas as alianças dadas como certas. O PMDB, até agora, não tem nenhum apoio anunciado. O senador Luiz Henrique, principal liderança do partido na cidade, ainda deseja montar a tríplice aliança, reunindo PSD e PSDB em torno da candidatura de Udo. Caso isso não se efetive, os peemedebistas trabalham com um plano B, que é trazer PDT e PPS. Dos dois partidos, sairia a indicação do vice. Por enquanto, o PTB é o mais próximo do PMDB.
Enquanto isso, Tebaldi, que lançou sua pré-candidatura no mês passado, já tem alinhavado o apoio do DEM e obteve formalização de parceria do PMN. A sigla faz também tratativas com o PSL, PPS, PV, PTC e PTN. A entrada do tucano no pleito foi um dos motivos que fez com que o deputado Darci de Matos (PSD) desistisse de concorrer à prefeitura — além da falta de apoio do governador Raimundo Colombo (PSD). Isso fez com que Kennedy fosse o nome da sigla para as eleições. Mesmo sofrendo pressão para abdicar da pré-candidatura, ele persiste e deve ter o vice vindo do PSB, único aliado que terá e que dará tempo de TV e rádio para o PSD.
Nesse cenário, o prefeito Carlito foi perdendo aliados. Atualmente, a sigla deve contar com os apoios de partidos que integram a base governista em âmbito federal. PSC, PT do B e PHS estão próximos de manter o apoio ao petista, enquanto PC do B e PRB ainda estão conversando sobre o apoio. Mesmo assim, Carlito ainda sonha em manter na sua base o PDT, que se dividiu entre ficar com os petistas e lançar um candidato, e o PR, que está entre manter o vice-prefeito Ingo Butzke, mas tem Dr. Xuxo querendo o respaldo da executiva estadual e nacional para se lançar na campanha. Mais
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Lula e Haddad no Ratinho: crime que compensa
Do Josias de Souza, no UOL
Não é verdade que o crime não compensa. É que, quando compensa, muda de nome. Na seara eleitoral, por exemplo, chama-se esperteza. Na noite passada, Lula e Fernando Haddad pisotearam a lei no Programa do Ratinho (aqui e aqui) . E daí? Nada. Reza a jurisprudência do TSE que a propaganda eleitoral antecipada é um dos crimes que compensam no Brasil.
No papel, a lei é clara: antes de 6 de julho, nada de campanha. A partir dessa data, a propaganda estará parcialmente liberada –na internet e em carros de som, por exemplo. No rádio e na tevê, só a partir de 21 de agosto. O que torna o crime eleitoral compensatório é a pena: multas de R$ 5 mil a R$ 25 mil. Coisa risível.
Uma das graças da sucessão presidencial de 2010 foram as multas do TSE. Nunca os candidatos se portaram mal tão bem. Dilma Rousseff e José Serra, os dois principais contendores, travaram uma gincana. Na pele de cabo eleitoral, Lula tornou-se um colecionador de multas, desequilibrando o jogo. E daí? Nada.
Uma passagem de março de 2010 dá uma ideia da piada. Lula discursava num pa©mício realizado na cidade de Osasco. Falava para uma multidão, atraída pela entrega das chaves de apartamentos populares. Exibia Dilma a tiracolo. A Alturas tantas, fez troça de uma multa que o TSE lhe impusera na semana anterior.
“Não adianta vocês gritarem nome porque eu já fui multado pela Justiça Eleitoral, R$ 5 mil, porque eles disseram que eu falei o nome de uma pessoa. Pra mim não tem nome aqui”, disse Lula. A platéia, que até então não pronunciara nome nenhum, pôs-se a gritar: “Dilma, Dilma, Dilma…” E Lula, entre risos: “Se eu for multado, vou trazer a conta pra vocês. Quem é que vai pagar a minha multa? Levanta a mão aí”.
Nessa época, presidia o TSE o ministro Ricardo Lewandowski. Instado a comentar o surto criminoso que tisnou 2010, ele tirou o corpo do tribunal fora: “Aplicamos rigorosamente as multas que estejam previstas na lei eleitoral. Não cabe nos pronunciarmos sobre a eficácia das multas, se poderia ser maior ou menor. Foi o Congresso que fixou os valores”.
Meia-verdade. As multas, que já eram ridículas, haviam sido abrandadas pelos congressistas numa minireforma eleitoral aprovada no ano anterior. Mas o TSE, na hora de julgar os “delitos”, exibiu uma jucunda preferência pela cifra mixuruca de R$ 5 mil, a pena mínima.
Pela lei, a reiteração do crime eleitoral sujeita o candidato à cassação do registro. Se eleito, pode não ser diplomado. A presença de Dilma no Palácio do Planalto é prova de que o crime, quando chamado de esperteza, compensa. O melhor a fazer é revogar a hipocrisia, liberando a propaganda. Na média, o eleitor brasileiro já está suficientemente maduro. Já não é todo composto de ingenuidade
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