quinta-feira, 12 de abril de 2012

Novas gravações da PF confirmam ligação de Dadá com Protógenes


Rosa Costa, no Estadão Online

Apesar da tentativa do deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) de esconder sua proximidade com Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, pelo menos duas interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo mostram que da parte do operador do contraventor Carlinhos Cachoeira, a situação era outra. Dadá não apenas fala de sua amizade por Protógenes, como também que chegou a se indispor com o então delegado da PF, Daniel Lorenz, para defender o amigo.

No grampo de mais de 5 minutos, no dia 20 de dezembro de 2011, Dadá conversa com o policial civil Ventura, da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, sobre a nomeação de Lorenz para comandar o órgão. O faz-tudo de Cachoeira diz que Lorenz "é um cara bom", mas acrescenta: "Meu problema com ele é que ele queria que eu botasse o Protógenes na mão dele e esse negócio é o seguinte, cara, você vai para vala com os amigos, né". Dadá e Cachoeira estão presos desde fevereiro, acusados de integrar esquema de exploração de jogo ilegal.

Em outra conversa de 6 minutos, grampeada no dia 14 de janeiro do ano passado, Dadá conta para um determinado Serjão que tentou arrumar emprego no gabinete do deputado Protógenes para uma ex-secretária do deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), derrotado nas eleições. No meio da conversa ele diz: "...aí eu liguei para o Protógenes, eu sou muito amigo do Protógenes, ele está na Bahia, na Bahia. Falei Protógenes em seu gabinete como é que tá? Ele disse, tá fechado, não tem jeito de botar mais ninguém". Mais na frente, o diálogo grampeado chama a atenção por ser um dos poucos em que Dadá fala o nome completo de Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz, que deixou o cargo na última terça-feira para se defender da acusação de receber propina para favorecer empresas de limpeza urbana. Dadá pergunta a Serjão: "O pessoal foi lá no Cláudio Monteiro ou não....mas que foram, foram, né?". No final, ele retoma o nome do ex-auxiliar de Agnelo para falar da nomeação do diretor do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). "Amanhã, os meninos vão estar com Cláudio Monteiro, só pra saber como é que está a questão do SLU, quando é que o João Monteiro assume".

A reação do deputado Protógenes de desqualificar sua ligação com Dadá, com quem ele nega ter "relação de amizade profunda" ocorreu após o Estado divulgar conversas em que eles acertam encontros para tratar dos depoimentos no inquérito da Operação Satiagraha. Comandada por Protógenes, a polêmica operação teve Dadá como um de seus arapongas. Autor do requerimento para criação da CPI que investigaria as relações políticas de Cachoeira, Protógenes afimou nessa quarta-feira, 10, que os diálogos não o impediam de compor a comissão, já que não tinham relação com o sistema de Carlinhos Cachoeira.

R$ 14 milhões: Museu do PT e do Lula será pago com dinheiro público

Bernado Mello Branco, na Folha

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), vão anunciar amanhã o início da construção de um museu que lembrará as greves de metalúrgicos comandadas pelo ex-presidente Lula no ABC.

As obras devem custar R$ 18 milhões aos cofres públicos, sendo R$ 14,4 milhões do governo federal e R$ 3,6 milhões do município. O valor inclui apenas as despesas com instalações físicas.

O anúncio será feito um dia antes do primeiro ato público de Lula após o desaparecimento do câncer na laringe, sábado, também em São Bernardo. Ele dividirá o palanque com Marinho, que tenta a reeleição, e Fernando Haddad, pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo.

O Museu do Trabalho e do Trabalhador será erguido num terreno de cerca de 10 mil m2 ao lado do Paço Municipal, um dos cenários das greves que antecederam a criação do partido.

Entre as principais atrações, está prevista uma sala que vai recriar, com recursos audiovisuais, o ambiente das reuniões a céu aberto lideradas pelo fundador do PT.

"Não é um museu do Lula, mas é evidente que ele terá uma presença muito forte. Queremos que o visitante se sinta como se estivesse dentro de uma assembleia de trabalhadores", diz Marinho.

Segundo o petista, a parte exterior do edifício deve ganhar uma coleção de ferramentas antigas. "Incluindo um torno similar ao que o Lula usava quando perdeu o dedo", anima-se Marinho.

O convênio com o Ministério da Cultura foi assinado em 2010, mas atrasou devido a problemas burocráticos e só agora começará a sair do papel, com um repasse inicial de R$ 1 milhão da União.

A obra começará pela demolição do prédio que abrigava o antigo mercado municipal da cidade, e poderá ser acompanhada pelo prefeito da janela de seu gabinete.

De acordo com aliados, Marinho, ex-ministro do Trabalho e da Previdência no governo Lula, quer usar o museu como símbolo de sua gestão como prefeito.

Ele é cotado para disputar o governo de São Paulo em 2014, mas afirma não ter intenção de concorrer.

O petista quer recorrer à Lei Rouanet, mecanismo de renúncia fiscal do Ministério da Cultura, para bancar os gastos com o interior do museu. "Isso pode ser mais caro ou mais barato que o prédio. Ainda não sabemos", diz.
Mais aqui

Lula botou fogo para ter CPI antes de saber a exata extensão do “cachoeirismo”; agora petistas falam em melar comissão, mas não sabem como


Do blog Reinaldo Azevedo

Tio Rei avisou aqui, não foi? O nome do problema é “Delta”, a principal construtora do PAC e empresa que teve formidável crescimento depois que recebeu a preciosa consultoria deste grande homem de negócios chamado José Dirceu. Pois é…

“Estamos numa enrascada que não tem fim”. Essa é frase de um dirigente petista, registrada em reportagem do Estadão desta quinta, de Christiane Samarco e Eugênia Rocha. Os petistas, informa o texto, tentam  melar a CPI, mas não veem mais caminho pra isso. Agora quem não quer saber de recuo são os partidos aliados e as oposições. “Só se a presidente Dilma pedir publicamente”, diz um representante da base. Pois é…

O Planalto, por sua vez, acha que o comprometimento de parlamentares com o esquema de Cachoeira tem de ser investigado, mas sem mexer com as empresas. Ah, entendi! Como de hábito, é para pegar corruptos meio pés de chinelo, mas nada de corruptores. É! Muito sofisticado moralmente!

O que deixou o Planalto assustado foi a rede de influências da Delta. De saída, já deu para perceber que na lama em que Lula sonhava ver Marconi Perillo, seu desafeto, e Demóstenes Torres, também pode se afundar Agnelo Queiroz — isso só para começo de conversa. Ainda que PT e PMDB dominem a comissão, sabem como é… Não há meios de patriotas como Cachoeira e o tal Dadá se saírem bem. Essa gente pode ser um canhão solto no convés.

Entre os petistas de mais alto escalão, não há quem não lamente dia sim e dia também a entrada de Agnelo no partido — mais uma obra pessoal de Lula. Não é que a moralidade da legenda seja incompatível com a do governador. É que ele é considerado um trapalhão, e seu, como vou chamar?, “esquema”, meio primitivo. No ano passado, a sua renúncia chegou a ser debatida nas altas esferas partidárias. Ainda quem defenda que ela seja imposta ao governador.

Informa o Estadão que o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), avalia que a única forma de minimizar o estrago é tentar limitar a CPI a Demóstenes Torres e à arapongagem. Pois é… Aí será preciso combinar com os russos.

De governadores aliados do Nordeste chegam ecos para que a CPI deixe a Delta fora do imbróglio. Na sua vingança cega, Lula não avaliou direito os riscos. Apostou na CPI para esmagar a oposição e para destruir Perillo.

Pode ter detonado uma bomba no governo do DF.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Para Dirceu o envolvimento do senador Demóstenes Torres (ex-DEM) com o bicheiro Cachoeira é grave e precisa ser investigado. Já o envolvimento do governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT), é uma "rede de intrigas" com denúncias "infundadas".


Daiene Cardoso, na Agência Estado

Réu no processo do Mensalão, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu acusou a imprensa de tentar poupar o DEM das "ações de sua maior estrela", o senador Demóstenes Torres (GO).

Demóstenes deixou a legenda na última semana após as denúncias de envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira."(É) preciso agir já, antes que abafem o caso Demóstenes", defendeu Dirceu em seu blog.

Ao citar um artigo publicado no site do PT e assinado pelo secretário-geral, Elói Pietá, o ex-ministro diz que a imprensa provoca "o abafamento do caso que envolve o velho partido que já se chamou PFL, PDS, ARENA, UDN..."

Em outro comentário sobre o caso, Dirceu saiu em defesa do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Segundo Dirceu, a imprensa tenta envolver Agnelo em uma "rede de intrigas" com denúncias "infundadas".

"Ainda que ele (Agnelo) conteste e prove a cada nova pseudo denúncia, tentam envolvê-lo no escândalo deflagrado com as revelações sobre a proximidade entre o empresário da contravenção, Carlos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (GO)", reclamou o ex-ministro.

Apesar das denúncias já terem provocado a queda de Cláudio Monteiro, chefe de gabinete de Agnelo, por suspeita de ligação com o grupo de Cachoeira, Dirceu afirma que as denúncias publicadas contra Agnelo são "distorcidas". "Agem mais ou menos como agem comigo - veiculam a notícia truncada ou distorcida", afirma.

Comento:
José Dirceu é acusado pela Procuradoria Geral da República como chefe de quadrilha no caso do mensalão.

Grampos mostram envolvimento entre o deputado Protógenes e Cachoeira. Detalhe: Protógenes foi quem apresentou o requerimento da CPI cachoeira. O tiro saiu pela culatra.

Do estadão.com

Autor do requerimento de criação de uma CPI para investigar a ligação de políticos com Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais no País, o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com um dos mais atuantes integrantes do esquema do bicheiro goiano: Idalberto Matias Araújo, o Dadá. Os grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelam a proximidade do parlamentar com um possível alvo da CPI que deverá ser instalada no Congresso Nacional.

Espécie de faz-tudo do esquema e conhecido araponga de dossiês políticos, Dadá esteve a serviço de Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação aberta pela corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou com a prisão do banqueiro Daniel Dantas - a Satiagraha. A ligação de Protógenes com Dadá permite questionamentos sobre sua autoridade para integrar a CPI. Os diálogos revelam o empenho do deputado, delegado licenciado da PF, em orientar Dadá na investigação aberta contra ele próprio, no ano passado.

Numa das conversas, Protógenes lembra ao araponga para só falar em juízo. 'E aí, é aquela orientação, entendeu?, diz ele, antes do depoimento de Dadá. As ligações foram feitas para o celular do deputado. Fica evidente a preocupação de Protógenes em não ser visto ao lado de Dadá. Eles sempre combinam encontros em locais distantes do hotel onde mora o deputado, como postos de gasolina e aeroportos. Procurado pelo Estado por três vezes em seu gabinete ontem, Protógenes não foi localizado e também não respondeu às ligações para seu celular.

Dadá foi identificado na Operação Monte Carlo - que o levou e ao bicheiro Cachoeira à prisão, em fevereiro -, como o encarregado de cooptar policiais e agentes públicos corruptos, de obter dados sigilosos para a quadrilha e de identificar e coordenar a derrubada de operações de grupos concorrentes. Ele está preso desde o mês passado, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e exploração de máquinas caça-níqueis.

Em agosto do ano passado, Dadá tratou de seu depoimento no inquérito da Satiagraha com o próprio Protógenes, com o advogado Genuino Lopes Pereira e com o escrivão da Polícia Federal Alan, lotado na Coordenação de Assuntos Internos da PF(Coain-Coger), uma subdivisão da Corregedoria-Geral. O assunto é o mesmo: Dadá e Jairo Martins, outro araponga ligado a Cachoeira e que esteve informalmente sob o comando de Protógenes na Satiagraha, só deveriam se manifestar em juízo.Se integrar a CPI contra Cachoeira, Protógenes investigará dois de seus colaboradores, como indicam os grampos obtidos pelo Estado. O advogado Genuino Pereira afirmou que não conhece Protógenes e negou que seus clientes tenham combinado a versão que dariam em depoimento à PF. Alega que eles se comportaram daquela forma por coincidência. Alan não foi encontrado no local de trabalho.

Com uma imagem de quem se tornaria o 'xerife' da Câmara, Protógenes foi eleito graças à carona que pegou nos 1,3 milhão de votos do palhaço Tiririca (PR-SP) para preencher o total de votos exigidos pelo quociente eleitoral de São Paulo. A iniciativa de criar uma CPI para investigar Cachoeira e seus colegas é, até agora, o auge de sua promessa de campanha.

Nos áudios da Monte Carlo, Dadá trata o deputado por 'professor' e 'presidente'. Uma das interceptações mostra Protógenes sugerindo a Dadá que o encontre num novo hotel. 'Não tô mais naquele não', avisa, num sinal de que os encontros são constantes. No grampo de 11 de agosto de 2011, acertam o local da conversa, mas se desencontram. 'Tá onde?', pergunta. Dadá responde: 'Em frente da loja da Fiat', ao que o deputado constata: 'Ah, tá. Estou no posto de gasolina'. 'No primeiro?', indaga Dadá. 'Isso', confirma o deputado.

Trechos dos diálogos:
Dia 9/8/2011 - 12h57
Protógenes: Alô.
Dadá: Oi professor.
Protógenes: Como é que tá? Tá tudo bem?
Dadá: Já chegou?
Protógenes: Já cheguei.
Dadá: Ah, tá, beleza, é que eu vou voltar lá às 3 horas e depois quando sair de lá a gente se encontra.
Protógenes: Tá bom. E aí é aquela orientação, entendeu?
Dadá: Não... não, já o advogado já falou com a pessoa de lá e a pessoa tá sabendo, por isso marcou eu e o meu parceiro juntos às 3 horas.
Protógenes: Isso, passe a informação para quem for também. Tá bom?
Dadá: A gente se encontra mais tarde.
Protógenes: Tá bom, falou. Um abraço.

Dia 11/8/2011 - 12h06
Dadá: ... a gente podia se encontrar num café no aeroporto. Não é cara?
Protógenes: Tá bom.
Dadá: Sei que procê é complicado. Eu tou aqui com os meninos almoçando.
Protógenes: Eu vou agora almoçar também. Você tá onde, tá na 400?
Dadá: Não, eu tou aqui na SR (?) almoçando com um colega da antiga, me chamou para almoçar aqui na associação...
Protógenes: Tá bom, a gente se encontra antes de eu ir para o aeroporto. Eu te ligo. Tá bom?
Dadá: Me ligue que eu preciso falar com você, é importante.
Protógenes: Vamos ali na... na... me encontre, é o seguinte, indo para o aeroporto, eu te falo e a gente se encontra no meio do caminho ou antes um pouquinho. Tá bom?...

Dia 23/3/2011 - 10h28
Protógenes: Alô.
Dadá: Professor, eu tou aqui na televisão, assistindo.
Protógenes: Eu tive que vir para uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça às 10 horas. Eu tou aqui na Câmara.
Dadá: Ah, tá na Câmara? Vai demorar voltar para o hotel, né?
Protógenes: Vou demorar uma hora mais ou menos.
Dadá: Então, eu vou resolver um problema ali e volto pra cá.
Protógenes: Tá bom.
Dadá: Você vai almoçar aqui?
Protógenes: Não, eu vou ter que almoçar na bancada aqui do partido.
Dadá: Então pra chegar aqui é uma hora da tarde. Então, a uma hora eu venho aqui.
Protógenes: Isso.
Dadá: Tá bom. Então, uma hora eu venho aqui.
Protógenes: Tá bom, falou

Escândalo Cachoeira chega ao Palácio do Planalto

Um assessor do Palácio do Planalto informou ao governo ter conversado em 2010 com um dos principais aliados do empresário Carlinhos Cachoeira para tratar do apoio do senador Demóstenes Torres à candidatura presidencial de Dilma Rousseff. O episódio veio à tona após o jornal “O Globo” revelar o contato telefônico entre o subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, e Wladimir Garcez. Acusado de ser um dos principais nomes do esquema de exploração do jogo ilegal comandado por Cachoeira, Garcez está preso.

Deputados convocam Ideli para falar na Câmara sobre lanchas


Maria Clara Cabral, na Folha

Deputados aprovaram nesta quarta-feira (11), na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, a convocação da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

O objetivo do requerimento, de autoria do tucano Vanderlei Macris (SP), é que ela preste esclarecimentos acerca das denúncias de irregularidades na compra de 28 lanchas por parte do Ministério da Pesca, em benefício de empresa privada que arcou com os custos de parte da candidatura de Ideli ao governo catarinense em 2010.

O documento foi aprovado por 8 votos a 7 e contou com o apoio de deputados da base aliada, incluindo PP e PR.

Representante do governo na comissão, o deputado Odair Cunha (PT-MG) lamentou a convocação e admitiu que problemas de deputados com Ideli podem ter contribuído para a derrota. "Primeiro que essa convocação é um absurdo, pois ela não é a responsável pelo ministério da Pesca. Segundo tínhamos um quorum baixo", afirmou.

Ideli comandou a pasta da Pesca antes de ser ministra das Relações Institucionais.

O tucano Macris havia apresentado requerimento também para a convocação do atual ministro Marcelo Crivella, mas por estratégia ele retirou esse documento e apresentou o pedido apenas para Ideli.

Antes, na mesma sessão da Comissão de Fiscalização, o deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ) havia apresentado requerimento para a convocação do ministro Alexandre Padilha (Saúde) para que ele falasse de problemas em hospitais do Estado. Mas o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), apareceu na comissão e pediu para que ele retirasse a convocação, com o compromisso de Padilha ir espontaneamente dar explicações.

A posição de Alves irritou alguns peemedebistas, que não votaram na convocação de Ideli.

"Diria que essa convocação foi um misto de vacilos da base e insatisfações de alguns deputados", comemorou Macris.

Senado e Câmara decidem criar CPMI do Cachoeira


Gabriel Castro, na VEJA Online

O Congresso deve mesmo instalar a primeira Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da atual legislatura: a CPMI do Cachoeira, como tem sido chamada provisoriamente pelos congressistas, vai investigar a relação de parlamentares com o contraventor Carlinhos Cachoeira, chefe da máfia dos caça-níqueis em Goiás. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), encontrou-se na tarde desta terça-feira com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A dupla fechou o acordo pela criação da comissão mista. Sem o acerto, o Congresso poderia ter duas CPIs simultâneas sobre o mesmo tema.

Mais cedo, líderes dos principais partidos, incluindo o PT, o PMDB e o PSDB, haviam anunciado apoio à criação da CPMI. Não deve haver dificuldades na coleta das assinaturas necessárias - 171 na Câmara e 27 no Senado, números equivalentes a um terço dos integrantes de cada Casa.
(…)
Tucanos
Depois de se reunir com os senadores do partido, o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), afirmou nesta terça-feira que a legenda aprovou por unanimidade a criação de uma CPI no Senado. Guerra também defendeu a fusão das comissões das duas Casas para analisar o caso. “Queremos ser ativos na investigação”, disse.

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), foi um dos primeiros a defender a criação de uma CPMI. O coro ganhou força depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou ao Conselho de Ética do Senado o acesso ao inquérito envolvendo Demóstenes Torres. O ministro Ricardo Lewandowski alegou que só comissões parlamentares de inquérito podem obter esse tipo de informação.

Em nota, o PPS também defendeu a criação da CPMI. “Na avaliação do partido, a instalação de uma CPI mista, composta por deputados e senadores, terá mais condições de apurar o funcionamento de toda a rede criminosa comandada pelo empresário e contraventor, preso durante a operação Monte Carlo da Polícia Federal”, diz o texto assinado pelo presidente da legenda, Roberto Freire (SP). Os líderes do PMDB e do DEM no Senado e na Câmara também se dizem favoráveis à investigação.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Paulo Hartung lidera pesquisa para Prefeitura de Vitória


Eduardo Fachetti, no Portal Gazeta Online
Sem o ex-governador Paulo Hartung, o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas lidera
Apesar de estar há meses saindo pela tangente quando perguntado sobre sua candidatura à Prefeitura de Vitória, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) é, hoje, o preferido de 42,5% dos eleitores. É o que aponta um dos cenários estimulados pela pesquisa da série "Avaliação da Gestão", que mostra em segundo lugar o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (14,2%), seguido por Luciano Rezende (PPS), com 10,7%. A petista Iriny Lopes ficaria com a quarta colocação, escolhida por 7,5% das pessoas. José Esmeraldo (PR) aparece com 5%.

O "fator Hartung" é uma das incógnitas do mercado político na Capital e pode mudar as peças do tabuleiro. Prova disso é que pré-candidatos do PSDB, do PPS e do PMDB – no caso, o deputado federal Lelo Coimbra – têm defendido a convergência de forças.
Arte/ A Gazeta 
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O Instituto Futura, responsável pela amostragem, simulou ainda uma disputa sem Hartung. Nessa hipótese, Luiz Paulo seria o primeiro colocado (25,2%). Em seguida, aparecem Luciano (19,3%), Iriny (10,3%), Lelo (6,7%) e Esmeraldo (6%).

Caso o ex-governador entre no páreo aglutinando os apoios dos tucanos e do PPS, o embate com Iriny Lopes teria o apoio de 66,8% do eleitorado. A petista levaria 12,7% dos votos.

Quando os eleitores manifestam voto por livre iniciativa, Hartung é o mais lembrado (11,5%), seguido por Luiz Paulo (7,7%). Iriny é espontaneamente rejeitada por 6,7% dos moradores de Vitória. A rejeição à petista chega a 22,2% na medição estimulada.

Repercussão
“A pesquisa mostra um forte apelo da população ao modelo de gestão que montei”
Paulo Hartung (PMDB), ex-governador

“Pesquisa é apenas retrato de um momento e ainda com margem de erro. Não estou em campanha, nem procurando espaços na mídia a todo custo”
Iriny Lopes (PT) deputada federal

“A pesquisa reflete o que sinto. Os números mostram que nosso projeto é competitivo. Quanto à rejeição, acho índices normais”
Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), ex-deputado federal

“Todas as pesquisas confirmam a nossa competitividade. Agradeço a Deus e aos moradores. O fato de ter baixa rejeição me dá enorme alegria”
Luciano Rezende (PPS), deputado estadual

Manuela D'Ávila lidera pesquisa para Prefeitura de Porto Alegre


Gustavo Hennemann, na Folha

A deputada federal Manuela D'Ávila, pré-candidata do PC do B à Prefeitura de Porto Alegre, aparece em primeiro lugar em pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Ibope nesta segunda-feira (9).

No primeiro cenário considerado, que inclui sete pré-candidatos, a deputada tem 37% das intenções de voto e o atual prefeito da capital gaúcha, José Fortunati (PDT), 28%.

Em terceiro lugar, aparece o deputado estadual Paulo Borges (DEM), com 6%. Já o deputado estadual Adão Villaverde, pré-candidato do PT --partido do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro--, obteve apenas 2%. Indecisos, brancos e nulos somaram 18%.

A pesquisa tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos e ouviu 602 eleitores de Porto Alegre entre 29 de março e 1º de abril.

Em outros três cenários sugeridos pelo Ibope, a candidata do PC do B mantém a liderança com, no mínimo, 36% das intenções de voto. Fortunati chega a, no máximo, 29% nos outros cenários. O candidato petista não passa dos 3%.

Também foi perguntado aos entrevistados em quem eles votariam num eventual segundo turno entre a deputada e o atual prefeito. Nesse caso, Manuela D'Ávila obteria 43% e Fortunati, 38%, o que configura um empate técnico.

A pesquisa foi encomendada pelo Grupo RBS e está registrada no TRE-RS com o número 00006/2012.

Os eleitores ouvidos pelo Ibope também avaliaram o atual prefeito. A administração de Fortunati é aprovada por 72% dos entrevistados. O pré-candidato à reeleição é desaprovado por 24%. Outros 4% não souberam ou não quiseram responder.

Manuela D'Ávila tem origem política no movimento estudantil e foi eleita a mais jovem vereadora de Porto Alegre em 2004, com 23 anos.

Em 2006 e em 2010, foi eleita a deputada federal mais votada do Rio Grande do Sul.

Fruet e Ratinho Jr. lideram intenções de voto em Curitiba


Do Gazeta do Povo

Os pré-candidatos à Prefeitura de Curitiba Gustavo Fruet (PDT) e Ratinho Jr. (PSC) lideram as intenções de voto para as eleições de outubro deste ano, mostra pesquisa Ibope, encomendada pela rádio CBN Curitiba, divulgada neste sábado (7).

No cenário mais completo da pesquisa, com seis pré-candidatos, Fruet figura com 26% das intenções de voto e Ratinho Jr., que é deputado federal, com 24%. O resultado configura empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na sequência estão o atual prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), com 16%; o ex-prefeito Rafael Greca (PMDB), com 7%; o deputado federal Dr. Rosinha, com 4%; e a vereadora Renata Bueno (PPS), com 2%. Brancos e nulos somam 9%. Eleitores indecisos totalizam 11% das respostas.

Cenário sem Ratinho Jr.

No cenário sem Ratinho Jr., 37% das intenções de voto ficam com Fruet, seguido por Ducci, com 22%. Greca tem, neste quadro, uma fatia de 11% dos votos. Renata Bueno completa a lista, com 4% das menções. Indecisos somam 14%. e os eleitores que pretendem votar branco ou nulo totalizam 13%.

Cenário com candidatos favoritos

Quando são considerados apenas os candidatos com maior intenção de votos, Fruet tem 32% das intenções e Ratinho Jr., 27%. Pela margem de erro, os dois estão novamente tecnicamente empatados. Neste quadro, Luciano Ducci aparece na terceira posição, com 18% dos votos. Os resultados para brancos e nulos somam 13%, e a porcentagem dos eleitores que declararam não saber em quem votar chega a 11%.

Rafael Greca lidera índice de rejeição

A pesquisa divulgada neste sábado (7) aponta também o índice de rejeição dos candidatos mais votados. O índice é importante para fazer projeções de possíveis movimentações entre as intenções de voto até o dia da eleição. As entrevistas da pesquisa mostram que Rafael Greca tem 49% de índice de rejeição, seguido por Renata Bueno, com 35%; Luciano Ducci, com 32%; Dr. Rosinha, com 31%; Ratinho Jr., que aparece com 28%; e Gustavo Fruet, com 16%.

Eleitor sabe pouco sobre candidatos

Os resultados da pesquisa espontânea mostram que os eleitores de Curitiba têm pouco conhecimento a respeito dos candidatos. Quando possíveis nomes de candidatos não foram apresentados aos entrevistados, 75% não souberam ou não responderam à pergunta.

Com esse tipo de abordagem, 7% disseram que votariam em Gustavo Fruet, 4% em Luciano Ducci e 2% Ratinho Jr. Os 5% restantes são de respostas para candidatos com 1% ou menos das intenções de voto. Houve 7% de eleitores que declararam que votariam branco ou nulo.

Metodologia

A pesquisa, realizada entre 27 e 29 de março, com 812 eleitores, está registrada no TRE-PR sob o número 00001/2012. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O país que Lula promoveu a potência petroleira virou importador de gasolina


Do blog Augusto Nunes, na Veja

Com o título Lembranças da OPEP, o jornalista Carlos Brickmann, sempre brilhante, publicou em sua coluna a seguinte nota:

Lembra quando o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo, ia mudar a matriz energética do mundo com o álcool, teria todos os problemas resolvidos com o pré-sal? Bom, o álcool está aí, mas o Brasil o importa dos EUA (aquele álcool que era antieconômico, lembra?)
Quanto à autossuficiência em petróleo, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informa que vamos importar 80 mil barris diários de gasolina. Traduzindo os números: de 1969 a 2009 não precisamos importar gasolina. Em 2009 voltamos a importar, nove mil barris por dia. Em três anos, a importação se multiplicou quase por dez.

Volto para a constatação: conjugados, o excesso de idiotia e a falta de memória garantem a mansidão bovina de milhões de brasileiros. A manada se contenta com pouco, acredita em tudo e não cobra nada.