Do site Congresso em Foco
O senador Demóstenes Torres (GO) foi orientado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a trocar o oposicionista DEM pelo governista PMDB para se aproximar do Palácio do Planalto na tentativa de fortalecer seus negócios. Diálogos obtidos pela revista Época mostram como Cachoeira interferia no mandato do senador, reeleito por 2,15 milhões de eleitores goianos em 2010.
"E fica bom demais se você for pro PMDB… Ela quer falar com você? A Dilma? A Dilma quer falar com você, não?", pergunta Cachoeira. O senador responde: "Por debaixo, mas se eu decidir ela fala. Ela quer sentar comigo se eu for mesmo. Não é pra enrolar". O contraventor incentiva o encontro: "Ah, então vai, uai, fala que vai, ela te chama lá". O diálogo, gravado com autorização judicial, ocorreu em abril de 2011, quando Demóstenes era líder do DEM no Senado e um dos principais opositores do governo Dilma no Congresso. O Planalto informou à revista que Dilma nunca recebeu o senador desde que assumiu a Presidência.
Aqui
quinta-feira, 5 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Demóstenes Torres pede desfiliação do DEM para não ser expulso
Do DC
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) enviou na manhã desta terça-feira ao presidente do Democratas, senador José Agripino (RN), pedido de desfiliação da legenda.
Na correspondência de duas páginas, o senador disse que discorda "frontalmente" da afirmação de que tenha se desviado do programa de seu partido ao ser flagrado em negociações com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No comunicado, afirma que o partido fez um prejulgamento público dele.
Com a iniciativa, Demóstenes escapa de responder a um processo disciplinar que provavelmente o levaria à expulsão. O partido abriria processo contra Demóstenes até o início da tarde desta terça-feira. Só esperava o pedido do presidente do DEM Jovem, Henrique Sartori, para dar início ao processo de expulsão.
Em entrevista, José Agripino disse que não havia o que fazer em caso de saída de Demóstenes por conta própria.
— Se ele se desfiliar, que é um ato voluntário e unilateral dele, não nos compete avaliar e comentar esse assunto, porque perde sentido a instauração de processo disciplinar — disse o presidente do DEM.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) enviou na manhã desta terça-feira ao presidente do Democratas, senador José Agripino (RN), pedido de desfiliação da legenda.
Na correspondência de duas páginas, o senador disse que discorda "frontalmente" da afirmação de que tenha se desviado do programa de seu partido ao ser flagrado em negociações com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. No comunicado, afirma que o partido fez um prejulgamento público dele.
Com a iniciativa, Demóstenes escapa de responder a um processo disciplinar que provavelmente o levaria à expulsão. O partido abriria processo contra Demóstenes até o início da tarde desta terça-feira. Só esperava o pedido do presidente do DEM Jovem, Henrique Sartori, para dar início ao processo de expulsão.
Em entrevista, José Agripino disse que não havia o que fazer em caso de saída de Demóstenes por conta própria.
— Se ele se desfiliar, que é um ato voluntário e unilateral dele, não nos compete avaliar e comentar esse assunto, porque perde sentido a instauração de processo disciplinar — disse o presidente do DEM.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais dribla repórteres e sai pela porta dos fundos
Do Josias de Souza, Uol
A ministra petê Ideli Salvatti (Relações Institucionais) foge dos refletores como peixe do anzol. Fisgada numa doação eleitoral nada institucional (R$ 150 mil) feita por um fornecedor que vendeu lanchas inúteis ao Ministério da Pesca (R$ 31 milhões), Ideli deixou um seminário do PT pela porta dos fundos.
Mais cedo, a ministra divulgara na página eletrônica de sua pasta uma nota na qual diz coisas definitivas sem definir muito bem as coisas. Alega que a compra das lanchas é anterior à sua gestão na Pesca e que a doação esquisita foi pescada pelo comitê financeiro do PT catarinense, não pela candidatura dela em 2010.
Ideli absteve-se de explicar: o ministro que realizou as compras, Altemir Gregolin, é petista como ela, da mesma Santa Catarina cujo governo ela disputou. Ideli participou de solenidade de assinatura do contrato das lanchas.
Mais: parte da fatura das embarcações inservíveis (R$ 5,2 milhões) foi paga no início de 2011, quando Ideli já estava sentada na cadeira de ministra da Pesca. Mais ainda: 81% das verbas que custearam a campanha dela saíram das arcas do PT catarinense, que a fabricante das lanchas ajudara a forrar.
Rui Falcão, presidente do PT federal tentou defender a ministra. Disse que a companheira Ideli “não tem a ver” com o peixe. Hã? Ela “não era ministra. Teve sua campanha em grande parte bancada pelo diretório, o que é natural, mas ela não tem informações nem culpa pela doação.” Hã, hã…
Do Reinaldo Azevedo
Faltou a agora ministra Ideli Salvatti explicar que a empresa que forneceu as lanchas inúteis, sem licitação, doou dinheiro para a campanha eleitoral do PT de Santa Catarina em 2010. E a candidata ao governo era… Ideli. Também poderia explicar o que ela fazia em uma das solenidades em que se celebrou a compra das lanchas, conforme atesta foto (ver post desta manhã).
Uma ministra das Relações Institucionais que tem de deixar um evento pela porta dos fundos para evitar a imprensa está pronta para cuidar de assuntos não-institucionais.
A ministra petê Ideli Salvatti (Relações Institucionais) foge dos refletores como peixe do anzol. Fisgada numa doação eleitoral nada institucional (R$ 150 mil) feita por um fornecedor que vendeu lanchas inúteis ao Ministério da Pesca (R$ 31 milhões), Ideli deixou um seminário do PT pela porta dos fundos.
Mais cedo, a ministra divulgara na página eletrônica de sua pasta uma nota na qual diz coisas definitivas sem definir muito bem as coisas. Alega que a compra das lanchas é anterior à sua gestão na Pesca e que a doação esquisita foi pescada pelo comitê financeiro do PT catarinense, não pela candidatura dela em 2010.
Ideli absteve-se de explicar: o ministro que realizou as compras, Altemir Gregolin, é petista como ela, da mesma Santa Catarina cujo governo ela disputou. Ideli participou de solenidade de assinatura do contrato das lanchas.
Mais: parte da fatura das embarcações inservíveis (R$ 5,2 milhões) foi paga no início de 2011, quando Ideli já estava sentada na cadeira de ministra da Pesca. Mais ainda: 81% das verbas que custearam a campanha dela saíram das arcas do PT catarinense, que a fabricante das lanchas ajudara a forrar.
Rui Falcão, presidente do PT federal tentou defender a ministra. Disse que a companheira Ideli “não tem a ver” com o peixe. Hã? Ela “não era ministra. Teve sua campanha em grande parte bancada pelo diretório, o que é natural, mas ela não tem informações nem culpa pela doação.” Hã, hã…
Do Reinaldo Azevedo
Faltou a agora ministra Ideli Salvatti explicar que a empresa que forneceu as lanchas inúteis, sem licitação, doou dinheiro para a campanha eleitoral do PT de Santa Catarina em 2010. E a candidata ao governo era… Ideli. Também poderia explicar o que ela fazia em uma das solenidades em que se celebrou a compra das lanchas, conforme atesta foto (ver post desta manhã).
Uma ministra das Relações Institucionais que tem de deixar um evento pela porta dos fundos para evitar a imprensa está pronta para cuidar de assuntos não-institucionais.
PT exalta ‘muletas’ e esquece candidato em SP
Do Blog Josias de Souza, Uol
Em São Paulo, de tanto exaltar o papel de Lula e Marta Suplicy na campanha municipal, o PT ainda acaba convencendo o eleitorado de que Fernando Haddad é mero fantoche.
Presidente do PT paulista, o deputado estadual Edinho Silva falou sobre a a disputa pela prefeitura de São Paulo. A respeito de Marta, disse que, na hora própria, “ela vai gastar sola [de sapato] com ele [Haddad], dividir o custo do sapato com ele.”
Quanto a Lula, declarou que terá papel de destaque: “Lula é o principal cabo eleitoral da América Latina, hoje, mas agora tem que consolidar sua recuperação, aprender a dosar sua agenda.” Sobre Haddad… Bem, sobre o candidato Edinho nada disse.
Retorne-se ao princípio: o petismo dá tanto realce às “muletas” que acaba por potencializar as deficiências de Haddad, por ora com 3% nas pesquisas e nenhum aliado na coligação.
Em São Paulo, de tanto exaltar o papel de Lula e Marta Suplicy na campanha municipal, o PT ainda acaba convencendo o eleitorado de que Fernando Haddad é mero fantoche.
Presidente do PT paulista, o deputado estadual Edinho Silva falou sobre a a disputa pela prefeitura de São Paulo. A respeito de Marta, disse que, na hora própria, “ela vai gastar sola [de sapato] com ele [Haddad], dividir o custo do sapato com ele.”
Quanto a Lula, declarou que terá papel de destaque: “Lula é o principal cabo eleitoral da América Latina, hoje, mas agora tem que consolidar sua recuperação, aprender a dosar sua agenda.” Sobre Haddad… Bem, sobre o candidato Edinho nada disse.
Retorne-se ao princípio: o petismo dá tanto realce às “muletas” que acaba por potencializar as deficiências de Haddad, por ora com 3% nas pesquisas e nenhum aliado na coligação.
JORNAL HOJE, TV GLOBO: Tem até concurso para eleger o buraco mais bonito de Joinville
Do G1
O susto veio logo depois de um temporal. O enorme buraco e o córrego que passa embaixo ameaçam quarenta casas no chamado Ladeirão do Morumbi, em São Paulo. Os moradores tiveram que sair. O caso realmente é grave e envolve risco grande. Por isso, dois dias depois o buraco já começou a ser consertado.
Pelo Brasil, há buracos abertos há muito tempo. Contra eles, existe um novo tipo de protesto e mobilização. É com uma boa dose de ironia que as reclamações contra os buracos ganham cada vez mais seguidores nas redes sociais. Tem até concurso para eleger o buraco mais bonito de Joinville, Santa Catarina. Aqui
O susto veio logo depois de um temporal. O enorme buraco e o córrego que passa embaixo ameaçam quarenta casas no chamado Ladeirão do Morumbi, em São Paulo. Os moradores tiveram que sair. O caso realmente é grave e envolve risco grande. Por isso, dois dias depois o buraco já começou a ser consertado.
Pelo Brasil, há buracos abertos há muito tempo. Contra eles, existe um novo tipo de protesto e mobilização. É com uma boa dose de ironia que as reclamações contra os buracos ganham cada vez mais seguidores nas redes sociais. Tem até concurso para eleger o buraco mais bonito de Joinville, Santa Catarina. Aqui
Marco Tebaldi ainda não assumiu, mas deve concorrer à Prefeitura de Joinville
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Embora ainda não se assuma como tal, Marco Tebaldi (PSDB) já não vê mais empecilhos para sair na corrida eleitoral pela Prefeitura de Joinville. Mas antes, o deputado federal pretende conversar com a família.
Do Portal A Notícia
Nesta quinta, em encontro do diretório estadual do PSDB na Sociedade Lírica, o ex-prefeito ouviu de Leonel Pavan, presidente da sigla em Santa Catarina, e do senador Paulo Bauer, novo pedido para ser o candidato tucano.
— Já não vejo mais como segurar. Só preciso tirar uns dias para conversar com a família na Páscoa. Mas acredito que o caminho está feito. Todos os esforços foram realizados e vamos entrar com tudo na luta —, afirma Tebaldi.
Em um salão lotado de lideranças da sigla no Estado, Tebaldi ouviu de Leonel Pavan que a candidatura dos tucanos em Joinville é uma promessa feita ao diretório nacional e que precisa ser cumprida.
— Viemos aqui pedir ao Tebaldi que se defina a favor da candidatura. Não queremos pressioná-lo a assumir agora, mas queremos que seja nosso representante. Ele é o que melhor representa o PSDB —, alegou Pavan.
Nesta quinta, o ex-governador se encontrou com o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). No encontro, falaram de futuras alianças entre as duas siglas nos principais municípios do Estado.
— Vamos nos unir com o PMDB em cidades estratégicas. Não definimos nada. Mas somos aliados. E isso, em Joinville, não impede que ele ou nós sejamos cabeça de chapa ou acabamos se juntando apenas no segundo turno —, diz.
Outra liderança que foi o encontro na Lírica para endossar o pedido de que Tebaldi assuma a candidatura foi Paulo Bauer (PSDB). Segundo o senador, que tempos atrás havia se desentendido com Tebaldi, o deputado federal é a melhor opção dos tucanos para recuperar a Prefeitura.
— Ele é o mais qualificado e o que temos de melhor para agregar votos —, fala.
Ministério da Pesca comprou 28 lanchas, pagou R$ 31 milhões e não sabe o que fazer com elas. Contratada na Pesca, empresa doou R$ 150 mil para o comitê do PT catarinense de Ideli Salvatti
Do Reinaldo Azevedo
O Estadão noticiou ontem que o Ministério da Pesca encomendou lanchas de fiscalização que jamais usaria. Gastou uma bolada. Pois bem! Hoje, vocês ficarão sabendo que a empresa contratada, sem licitação, para construí-las pertencia a um petista. No mesmo ano, ele doou R$ 150 mil para a campanha de Ideli Salvatti ao governo de Santa Catarina. Mais bonitinho ainda: ela participou, em 2010, da solenidade de contratação da empresa. Ainda mais comovente: derrotada na disputa pelo governo, tornou-se ministra da Pesca e foi quem mandou pagar a conta!
É o jeito petista de fazer as coisas. E sem Polícia Federal para atrapalhar os companheiros.
Por Marta Salomon, no Estadão:
Após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca - que não tinha competência para usar tais embarcações -, a empresa Intech Boating foi procurada para doar ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina R$ 150 mil. O comitê financeiro do PT catarinense bancou 81% dos custos da campanha a governador, cuja candidata foi a atual coordenadora política do governo, ministra Ideli Salvatti, em 2010.
Após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca - que não tinha competência para usar tais embarcações -, a empresa Intech Boating foi procurada para doar ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina R$ 150 mil. O comitê financeiro do PT catarinense bancou 81% dos custos da campanha a governador, cuja candidata foi a atual coordenadora política do governo, ministra Ideli Salvatti, em 2010.
Ex-militante do PT, o dono da empresa, José Antônio Galízio Neto, afirmou em entrevista ao Estado nesta quinta-feira, 29, que a doação não foi feita por afinidade política, embora se defina como filiado da época de fundação do partido em São Bernardo do Campo (SP).
“O partido era o partido do governo. A solicitação de doação veio pelo Ministério da Pesca, é óbvio. E eu não achei nada demais. Eu estava faturando R$ 23 milhões, 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade. E acho até hoje que, se precisasse fazer novamente, eu faria”, disse o ex-publicitário paulista. Logo em seguida, na entrevista, ele passou a atribuir o pedido de doação a um político local.
Derrotada na eleição, Ideli preencheu a cota do PT de Santa Catarina no ministério de Dilma Rousseff, justamente na pasta da Pesca. Em cinco meses no cargo, antes de mudar de gabinete para o Planalto, a ministra pagou o restante R$ 5,2 milhões que a empresa doadora à campanha petista ainda tinha a receber dos cofres públicos.
Nesta quinta-feira, a assessoria da ministra negou “qualquer ligação” entre Ideli e a Intech Boating, alegando que a doação não foi feita diretamente à campanha, mas ao comitê financeiro do PT. Em nota, a assessoria da ministra destaca que as contas da campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ideli teve reiterados recentemente os poderes de articulação política do governo, em meio a sinais de rebelião da base de apoio de Dilma no Congresso.
Na quarta-feira, 28, o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na compra das lanchas-patrulha, em contratos com a Intech Boating, que somaram R$ 31 milhões. O prejuízo ao contribuinte, que autoridades e a empresa serão cobrados a devolver, ainda não foi calculado. O TCU critica sobretudo o fato de o ministério ter comprado lanchas sem ter o que fazer com elas. O relatório diz que 22 das 28 lanchas ficaram guardadas na própria fabricante, pois não tinham onde ser entregues.(…)
quinta-feira, 29 de março de 2012
Adilson Mariano disputa com Carlito Merss a pré-candidatura de prefeito pelo PT
Neste sábado (31/03), das 9h até as 17h, na sede municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), ocorrerá à eleição de delegados ao encontro municipal que vai decidir a tática eleitoral, a pré-candidatura a prefeito e a nominata de vereadores. Disputam o pleito duas chapas: Virar à esquerda e Reatar com o socialismo, de Adilson Mariano e a chapa Pela reeleição do governo petista, de Carlito Merss. Terão o direito a voto no Encontro 846 filiados que acertaram a contribuição partidária até o dia 16 de março.
Comento
Recentemente o Vereador Adilson Mariano sofreu um processo de expulsão no PT de Joinville.
O Diretório Estadual do PT decidiu pelo arquivamento do processo que pedia a expulsão do vereador Adilson Mariano. Na terça-feira, com nove votos contrários à abertura de investigação na Comissão de Ética e outros cinco favoráveis à continuidade no caso, o diretório estadual decidiu pelo arquivamento do processo que pedia a desfiliação do vereador, acusado de infidelidade partidária depois de ter apoiado a greve dos servidores municipais.
Comento
Recentemente o Vereador Adilson Mariano sofreu um processo de expulsão no PT de Joinville.
O Diretório Estadual do PT decidiu pelo arquivamento do processo que pedia a expulsão do vereador Adilson Mariano. Na terça-feira, com nove votos contrários à abertura de investigação na Comissão de Ética e outros cinco favoráveis à continuidade no caso, o diretório estadual decidiu pelo arquivamento do processo que pedia a desfiliação do vereador, acusado de infidelidade partidária depois de ter apoiado a greve dos servidores municipais.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Parlamentares licenciados incham folha do Congresso
Trinta e três congressistas que não exerceram sequer um dia de mandato custaram mais de R$ 10 milhões à Câmara e ao Senado. E seus suplentes custaram outros R$ 12 milhões
Edson Sardinha, no Congresso em Foco
No primeiro ano da atual legislatura, 33 parlamentares (5% dos 594 congressistas) não exerceram sequer um dia do mandato para o qual foram eleitos. Eles se licenciaram logo depois da posse e passaram todo o restante de 2011 fora do Congresso, no comando de secretarias e ministérios. Mas, mesmo exercendo funções no Executivo, esses 31 deputados e dois senadores continuaram recebendo do Legislativo. E apenas esse grupo de secretários e ministros recebeu R$ 10,5 milhões em salários da Câmara e do Senado no ano passado.
Além de um eventual conflito de interesse e da distorção da vontade do eleitor – que vê seu candidato não exercer o cargo para o qual foi eleito –, o afastamento desses parlamentares gerou, ainda, um ônus extra ao Congresso: além de pagar os R$ 10,5 milhões aos licenciados, a Câmara e o Senado gastou mais de R$ 12 milhões com os vencimentos dos 33 suplentes convocados para substituí-los.
No total, a conta repassada ao contribuinte, porém, é ainda maior. E difícil de ser calculada. É que, além dos 33 que passaram todo o ano fora, outros 28 congressistas se revezaram entre o Legislativo e o Executivo em 2011. Ou seja, durante todo o ano, 61 deputados e senadores (11% dos integrantes do Parlamento) se licenciaram para responder por secretarias e ministérios. Atualmente, 41 deputados e cinco senadores exercem funções fora do Congresso: dez são ministros e 36, secretários estaduais. Quatro deles assumiram as novas funções neste começo de ano.
A Constituição Federal garante ao parlamentar licenciado o direito de trocar livremente de Poder. E, o melhor para deputados e senadores: permite que eles escolham a fonte pagadora – o próprio Congresso ou o órgão ao qual está vinculado. Como os rendimentos dos congressistas superam, de longe, os recebidos pelos secretários estaduais e municipais, a quase totalidade deles opta por continuar recebendo os R$ 26,7 mil da Câmara e do Senado. A discrepância só não existe no caso dos ministros, que, desde o início de 2011, recebem remuneração igual à dos parlamentares. O único prejuízo para o licenciado é receber 13 em vez dos 15 salários anuais pagos a quem está no exercício do mandato.
De todos os 65 congressistas que se licenciaram nesta legislatura, apenas o deputado Sérgio Zveiter (PSD-RJ), atual secretário estadual do Trabalho, abriu mão dos vencimentos no Congresso. “Por estar prestando serviço no estado, achei correto receber o valor correspondente ao local onde estou exercendo a função”, afirma. Como secretário, Zveiter conta que recebe R$ 12,9 mil brutos – menos da metade do que ganharia se tivesse optado pelos rendimentos da Câmara.
Congresso em Foco: PPS quer que parlamentar renuncie para assumir outro cargo
Pela proposta, os deputados e senadores terão de abrir mão do mandato para ser secretário ou ministro. Licenciados resistem à mudança
A facilidade com que os parlamentares brasileiros trocam o Legislativo pelo Executivo começa a ser questionada na Câmara. O PPS tenta emplacar na reforma política uma proposta que obriga o congressista a renunciar ao mandato se quiser ser ministro ou secretário.
"Tem de abrir mão de um poder porque vai exercer outro. Ninguém pode ser advogado de acusação e defesa", diz o deputado Sandro Alex (PPS-PR), que encabeça, em nome do partido, a sugestão de mudança nas regras do jogo. "Isso compromete uma das principais atribuições do parlamentar que é fiscalizar o Executivo", completa o paranaense. A proposta de alteração será analisada pelo relator da reforma na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS).
A mudança, porém, enfrenta resistência de parlamentares licenciados. "É uma proposta natimorta e absurda", reage Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), atual secretário da Fazenda do Paraná. Na avaliação dele, todos ganham com a participação de políticos eleitos em cargos do Executivo. "Sou parlamentarista, quero que 100% dos ministérios e das secretarias sejam ocupados por parlamentares. Os quadros seriam muito melhores, porque todos passaram pelo teste da população", acredita.
O deputado licenciado diz que optou por continuar a receber da Câmara por ter essa prerrogativa garantida pela Constituição. Ele qualifica a proposta do PPS como uma tentativa de "americanização" do sistema representativo brasileiro. Nos Estados Unidos, o parlamentar tem de renunciar ao mandato para integrar o Executivo. Foi isso que aconteceu, por exemplo, com a atual secretária de Estado, Hillary Clinton, que renunciou a uma cadeira no Senado para assumir o segundo cargo mais importante do governo norte-americano. "Só que lá tem voto distrital, bipartidarismo e mandato de dois anos. São características completamente diferentes daqui", afirma Hauly.
Pensando duas vezes
O secretário admite que "pensaria duas vezes" se fosse obrigado a renunciar ao mandato para assumir um cargo no governo. "O mandato é uma conquista do partido. Teríamos de conversar", diz. Já o secretário estadual do Trabalho do Rio de Janeiro, o deputado licenciado Sérgio Zveiter, é taxativo quando questionado sobre o assunto: não teria assumido o novo posto se fosse obrigado a renunciar ao mandato.
Zveiter admite que aceitou interromper seu primeiro mandato federal para proporcionar um arranjo político. "Foi para atender a um pedido do governador Sérgio Cabral, solicitado pela presidenta Dilma Rousseff, para possibilitar, por um período, a permanência do Leonel Brizola na Câmara. Tive a certeza de que poderia ajudar ao meu estado e, em particular, ao meu município de Niterói", explica. O secretário deve voltar à Câmara até a próxima semana, quando acaba o prazo para quem tem pretensão de disputar as eleições de outubro se afastar das funções de secretário e ministro. Zveiter é pré-candidato à prefeitura de Niterói.
terça-feira, 27 de março de 2012
Demóstenes pede afastamento da liderança do DEM no Senado
Em carta ao presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), o senador Demóstenes Torres (GO) pediu nesta terça (27) afastamento da liderança do partido no Senado.
Demóstenes retornou nesta terça ao Senado, depois de, na última sexta, o jornal "O Globo" ter relatado ligações dele com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro por suposto envolvimento com jogo do bicho e máquinas caça-níqueis.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Senador Alvaro Dias disposto a votar a favor de projeto que acaba com o pagamento dos 14.º e 15.º salários aos parlamentares
Do Gazeta do Povo
“O senador Alvaro Dias (PSDB) está disposto a votar em qualquer proposta que venha a diminuir o peso que os contribuintes carregam para pagar os inúmeros privilégios com que contam senadores e deputados. Por isso, já antecipou que votará a favor do projeto de decreto legislativo que acaba com o pagamento dos 14.º e 15.º salários aos parlamentares, uma iniciativa que a senadora petista Gleisi Hoffmann (atual chefe da Casa Civil) apresentou logo que assumiu o mandato, no início do ano passado. Alvaro, no entanto, acha pouco e afirma que esse debate desviou o foco de problema bem maior. Ele explica: a extinção dos dois salários extras, pagos no fim e início de cada período legislativo, gera economia de R$ 53 mil por beneficiário, valor que, multiplicado pelo número de senadores (81) e de deputados federais (513), livra o Erário de uma sangria da ordem de R$ 32 milhões por ano. Economia muito maior ocorreria, porém, se fossem também banidas outras verbas, que chegam a R$ 25 mil, que os parlamentares recebem a título de auxílio-refeição, transporte, serviços gráficos, despesas postais, moradia e outras. Multiplique-se tudo por 594 deputados e senadores e pelos 12 meses do ano e se chegará à soma de quase R$ 200 milhões. O senador Alvaro Dias diz que está fazendo sua parte: ele se recusa a receber as verbas indenizatórias e paga as despesas do próprio bolso. Pelos seus cálculos, o mandato que exerce custa ao contribuinte R$ 350 mil a menos por ano”.
“O senador Alvaro Dias (PSDB) está disposto a votar em qualquer proposta que venha a diminuir o peso que os contribuintes carregam para pagar os inúmeros privilégios com que contam senadores e deputados. Por isso, já antecipou que votará a favor do projeto de decreto legislativo que acaba com o pagamento dos 14.º e 15.º salários aos parlamentares, uma iniciativa que a senadora petista Gleisi Hoffmann (atual chefe da Casa Civil) apresentou logo que assumiu o mandato, no início do ano passado. Alvaro, no entanto, acha pouco e afirma que esse debate desviou o foco de problema bem maior. Ele explica: a extinção dos dois salários extras, pagos no fim e início de cada período legislativo, gera economia de R$ 53 mil por beneficiário, valor que, multiplicado pelo número de senadores (81) e de deputados federais (513), livra o Erário de uma sangria da ordem de R$ 32 milhões por ano. Economia muito maior ocorreria, porém, se fossem também banidas outras verbas, que chegam a R$ 25 mil, que os parlamentares recebem a título de auxílio-refeição, transporte, serviços gráficos, despesas postais, moradia e outras. Multiplique-se tudo por 594 deputados e senadores e pelos 12 meses do ano e se chegará à soma de quase R$ 200 milhões. O senador Alvaro Dias diz que está fazendo sua parte: ele se recusa a receber as verbas indenizatórias e paga as despesas do próprio bolso. Pelos seus cálculos, o mandato que exerce custa ao contribuinte R$ 350 mil a menos por ano”.
PT pressiona por abertura de inquérito contra Demóstenes Torres
Fábio Fabrini, da Agência Estado
O PT e partidos aliados ameaçam representar contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, caso não encaminhe ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e outros parlamentares citados na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.
A investida para pressionar Gurgel foi acertada neste domingo, 25, e é o primeiro passo de uma articulação para a abertura de processo no Senado contra o senador, que poderia resultar na cassação de seu mandato. A partir de uma denúncia formal ao STF, o PT e partidos aliados teriam fundamento para pedir ao Conselho de Ética da Casa que avalie a situação de Demóstenes.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (PT), anunciou que enviará representação a Gurgel pedindo que denuncie os parlamentares. "Se não houver resposta, vamos representar contra o procurador. Ele precisa cumprir a parte dele", avisou ontem, acrescentando que só aguarda uma conversa com senadores do PSB e do PDT para preparar o documento. "De posse disso (as informações enviadas ao Supremo), a gente vai julgar se há quebra de decoro no caso de Demóstenes", adiantou.
O petista diz que, na última segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás já denunciou, com base na Operação Monte Carlo, 80 suspeitos de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis no Estado. "Se isso já foi feito, não há mais nenhuma ação da Polícia Federal em relação à Monte Carlo. Não há mais motivo para não tocar isso adiante", cobrou.
Demóstenes é citado nas investigações por manter relações estreitas e receber presentes do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado pela PF como o chefe da organização criminosa de jogos de azar. Ele teria trocado mais de 300 telefonemas com o contraventor e admitiu ter recebido dele um celular especial para as conversas. Também estariam envolvidos com o empresário, preso em 29 de fevereiro, durante a Operação Monte Carlo, os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB), Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP).
Grampos de uma operação mais antiga da PF revelaram que Demóstenes pediu ao contraventor que lhe custeasse despesas de táxi-aéreo e vazou informações oficiais a ele. Apesar de ter recebido as gravações em 2009, a PGR não tomou providências a respeito, argumentando que aguardava a conclusão de investigações paralelas. Pinheiro disse ontem que o encaminhamento de uma denúncia ao STF também possibilitaria esclarecer se a demora de Gurgel foi "coisa normal do processo ou prevaricação".
O PT e partidos aliados ameaçam representar contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, caso não encaminhe ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e outros parlamentares citados na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com a máfia dos caça-níqueis.
A investida para pressionar Gurgel foi acertada neste domingo, 25, e é o primeiro passo de uma articulação para a abertura de processo no Senado contra o senador, que poderia resultar na cassação de seu mandato. A partir de uma denúncia formal ao STF, o PT e partidos aliados teriam fundamento para pedir ao Conselho de Ética da Casa que avalie a situação de Demóstenes.
O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (PT), anunciou que enviará representação a Gurgel pedindo que denuncie os parlamentares. "Se não houver resposta, vamos representar contra o procurador. Ele precisa cumprir a parte dele", avisou ontem, acrescentando que só aguarda uma conversa com senadores do PSB e do PDT para preparar o documento. "De posse disso (as informações enviadas ao Supremo), a gente vai julgar se há quebra de decoro no caso de Demóstenes", adiantou.
O petista diz que, na última segunda-feira, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás já denunciou, com base na Operação Monte Carlo, 80 suspeitos de envolvimento com a máfia dos caça-níqueis no Estado. "Se isso já foi feito, não há mais nenhuma ação da Polícia Federal em relação à Monte Carlo. Não há mais motivo para não tocar isso adiante", cobrou.
Demóstenes é citado nas investigações por manter relações estreitas e receber presentes do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado pela PF como o chefe da organização criminosa de jogos de azar. Ele teria trocado mais de 300 telefonemas com o contraventor e admitiu ter recebido dele um celular especial para as conversas. Também estariam envolvidos com o empresário, preso em 29 de fevereiro, durante a Operação Monte Carlo, os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB), Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP).
Grampos de uma operação mais antiga da PF revelaram que Demóstenes pediu ao contraventor que lhe custeasse despesas de táxi-aéreo e vazou informações oficiais a ele. Apesar de ter recebido as gravações em 2009, a PGR não tomou providências a respeito, argumentando que aguardava a conclusão de investigações paralelas. Pinheiro disse ontem que o encaminhamento de uma denúncia ao STF também possibilitaria esclarecer se a demora de Gurgel foi "coisa normal do processo ou prevaricação".
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