segunda-feira, 26 de março de 2012

Demóstenes teria recebido verba de caça-níqueis

Do O Estado de S.Paulo
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avalia se pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM), envolvido em denúncias de suposta cobrança de propina e favorecimento pela máfia dos caça-níqueis em Goiás.

A situação do parlamentar se complicou depois da divulgação de informações, pela revista Carta Capital, de que receberia 30% da arrecadação do empresário de jogos de azar, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com o jogo ilegal para alimentar o caixa 2 de campanha eleitoral. Também ontem, outra reportagem do jornal O Globo mostrou que grampos da PF revelaram que o senador pediu dinheiro e vazou informações oficiais a Cachoeira.

Segundo a reportagem publicada ontem no site da revista, três relatórios do delegado Deuselino Valadares dos Santos, ex-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da PF em Goiás, informam que o senador recebia comissão sobre a arrecadação do esquema, que teria arrecadado R$ 170 milhões em seis anos. A parte do parlamentar seria de R$ 50 milhões, dinheiro que seria destinado à sua futura campanha ao governo do Estado.

Os documentos integrariam relatório da Operação Monte Carlo, que prendeu 35 pessoas em 29 de fevereiro, entre elas Cachoeira e o próprio delegado. Deuselino teria parado a investigação depois de ser "comprado" pelo grupo do empresário e Demóstenes. Também estariam envolvidos os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB), Jovair Arantes (PTB) e Rubens Otoni (PT).

Um dos documentos citados relataria que, após uma investida da PF para estourar um cassino do advogado Ruy Cruvinel, envolvido no jogo do bicho, ele contou que, dos R$ 200 mil mensais arrecadados, 50% iriam para Cachoeira e outros 30% para o senador.

Já reportagem de O Globo mostrou que numa das gravações da PF o senador apareceria pedindo que Cachoeira lhe pagasse uma despesa de R$ 3 mil com táxi aéreo. Em outra, faria confidências sobre reuniões reservadas com autoridades.

Gaveta. O caso ficou parado por dois anos e meio. Ontem, a procuradoria informou que a apuração sobre os dados, remetidos em 2009 pela Justiça, ficou suspensa aguardando a conclusão de outra investigação em curso, mas, recentemente, os documentos foram anexados à Monte Carlo.

Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) vão pedir na terça-feira explicações a Gurgel sobre quais providências tomou em 2009 sobre o relatório, que também aponta o envolvimento de Leréia e Sandes Junior (PP) com Cachoeira. "A PGR não pode mais retardar as investigações", afirmou Randolfe.

Ele e Taques haviam apresentado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), representação para apurar as denúncias que envolvem Demóstenes. Segundo Randolfe, com os novos fatos, tornou-se "inevitável" que Sarney despache o pedido para a corregedoria ou para o Conselho de Ética do Senado.

Defesa. O advogado de Demóstenes, Antônio Carlos de Almeida Castro, disse que seu cliente nega "peremptoriamente" as acusações de que recebia 30% da arrecadação de Cachoeira. Segundo ele, a matéria é "uma ofensa" e os relatórios da PF citados, "fantasiosos". O senador informou ao advogado que uma pessoa próxima de Cruvinel disse que ele negou ter implicado o senador em depoimento.

Sobre o pedido de dinheiro ao empresário, o advogado informou que o senador só vai se pronunciar depois de conhecer as denúncias. Ontem, ele protocolou na PGR o segundo pedido para ter acesso aos documentos.

Leréia não se pronunciou ontem. Sandes Júnior, Jovair Arantes e Rubens Otoni não foram localizados pelo Estado.

Serra vence prévias e é o candidato do PSDB a prefeitura de São Paulo

José Serra comemora sua vitória nas prévias do PSDB

Da Folha Online
Favorito na disputa interna do PSDB, Serra venceu com 52% ou 3.176 votos as prévias do partido. Aníbal recebeu 31% ou 1.902 votos dos filiados, e Tripoli teve a preferência de 16% ou 1.018 votos. Os brancos ou nulos somaram 133.

A eleição interna da sigla aconteceu simultaneamente nos 58 diretórios zonais, das 9h às 15h, e a apuração, na Câmara Municipal de São Paulo. Participam da votação 6.229 tucanos. O número total de filiados aptos a votar é de 20,5 mil.

Com o resultado, Serra passa a ser oficialmente o único pré-candidato do partido na corrida eleitoral pela prefeitura.

O ex-governador volta a disputar a cadeira de prefeito após ter renunciado ao cargo em 2006 para disputar o governo do Estado. Na época, o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), então seu vice, assumiu a administração municipal.

A entrada de Serra na disputa interna foi tardia, a menos de uma semana da data inicial da consulta interna, e causou um racha no partido. Os dois outros pré-candidatos foram contra o adiamento das prévias, que estavam marcadas para o dia 11 de março.

Outros dois candidatos, os secretários Bruno Covas (Ambiente) e Andrea Matarazzo (Cultura), desistiram da disputa interna em favor de Serra.

Ao anunciar sua inscrição nas prévias, o ex-governador disse que entrava na disputa para atender a um "chamado da própria consciência".

Em carta, Serra previu uma eleição de duas visões distintas de Brasil, de administração dos bens coletivos e de democracia.

"São Paulo é a maior cidade do Brasil e é aqui, neste ano, que se travará uma disputa importante para o futuro do município, do Estado e do país."

sexta-feira, 23 de março de 2012

Cassol, a cruz de Rondônia no Senado

Lauro Jardim, no Radar on-line

Tal pai, tal filho
Na terça-feira, Ivo Cassol provocou constrangimento em alguns senadores ao defender o pagamento de 14º e 15º salários das excelências dizendo que “político no Brasil é muito mal remunerado”.

Não foi a primeira vez que um Cassol proferiu besteiras no Senado. Em outubro do ano passado, Reditário Cassol, pai e suplente do senador, defendeu na tribuna da Casa o uso do chicote em presidiários que se recusarem a trabalhar na cadeia. Rondônia deve se encher de orgulho.

Complemento retirado do Portal Terra
O senador Ivo Cassol (PP-RO) suspendeu nesta terça-feira a votação do projeto que acaba com o pagamento dos 14º e 15º salários a deputados e senadores. Conforme o parlamentar, o pagamento não é irregular. Ele pediu que a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado adie a votação. "O político no Brasil é muito mal remunerado porque tem que atender com passagem, dar remédio, ser patrono de formatura. Se bater alguém na sua porta pedindo uma Cibalena (analgésico), você não vai dar?", disse. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Cassol sugeriu ainda que os deputados e senadores contrários ao pagamento dos salários extras devolvam o dinheiro aos cofres públicos. O projeto é da ministra e senadora licenciada Gleisi Hoffmann. Para ela, o pagamento só fazia sentido quando os meios de transportes eram mais difíceis. "Hoje os membros do Congresso Nacional têm a possibilidade de retornar à sua base eleitoral a cada semana", disse.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Vaga certa: 100 profissões em alta até 2020

Fernanda Zandonadi, no Gazeta Online

O mercado de trabalho está aquecido e promete continuar assim nos próximos anos. Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontou as profissões que serão mais demandadas até 2020. A lista partiu de um levantamento junto às maiores empresas do país e mostrou que as áreas mais promissoras têm ligação com engenharia, automação e conhecimentos de informática.

A história é ainda mais animadora do que parece. Além dos setores que terão um crescimento além do normal, os 402 grupos ouvidos – eles empregam mais de 2,2 milhões de pessoas – sinalizaram que não há perspectiva de redução de pessoal em nenhuma das profissões, mesmo as de outras áreas.

Quando olhamos as mais cotadas, vemos que são específicas de setores que estão crescendo, como o de petróleo, de plástico e os ligados à mobilidade. Há outras profissões em alta, que são as chamadas transversais. São atividades que vão atender a vários segmentos da indústrias, como Engenharia Ambiental.

"Toda indústria, para se instalar, precisa de uma licença ambiental. Por isso, essa profissão permeia várias atividades. Isso também vale para a área de Tecnologia da Informação. Essa é uma área que, além de já estar em crescimento, atende a todos os setores", explica a gerente de Pesquisa e Estatística da Firjan, Hilda Alves.
foto: Divulgação

Petróleo
Integradas a um cenário  mais promissor, as profissões ligadas ao petróleo estarão em alta nos próximos anos, assim como as engenharias e as áreas tecnológicas

Integradas a um cenário  mais promissor, as profissões ligadas ao petróleo estarão em alta nos próximos anos, assim como as engenharias e as áreas tecnológicas

Só os melhores
O número de vagas vai aumentar; a exigência na hora de contratar, também. Já não basta ter só a escolaridade que a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) prevê para uma profissão.

"Se eu for na CBO e observar qual nível é necessário para um supervisor de produção em indústrias de transformação de plástico, estará lá o nível básico, que é o ensino fundamental até o nono ano. Mas para esse cargo, há empresas que exigem até mesmo pós-graduação. A exigência do nível de escolaridade está lá em cima".

E essa regra não vale só para a base da pirâmide. "Isso vai até o diretor da empresa. Para cargos de gerenciamento, o mercado está comprando para esse cargo alguém com mestrado e doutorado", diz Hilda.

Mercado carente
Uma outra pesquisa, também da Firjan, datada de julho de 2011, teve como foco as carências do mercado. Ou seja, o que os empresários achavam que faltava nos empregados.

Além da formação acadêmica, eles sentiam necessidade de trabalhadores que buscassem soluções para novos problemas, com mais senso crítico. Isso mesmo para as operações consideradas mais básicas. Ou seja, o operador de máquina tem que pensar diferente, tem propor soluções.

"Isso se consegue, de forma pedagógica, com ensino da Matemática. Essa matéria dá uma competência de enfrentar o desconhecido, de pensar de forma diferente. Há literatura na área de Pedagogia, que diz que é a forma de aprender Matemática que consegue transformar a pessoa. A Matemática exige uma competência de pensar diferente. Mas, claro, todas as outras disciplinas são fundamentais".

Busca por qualificação a todo vapor
No Espírito Santo, a tendência de mercado não é diferente da realidade nacional. As áreas de petróleo, automação, tecnologia e mobilidade são as áreas mais demandadas pelas empresas locais. E o panorama é positivo no Estado. Além da oferta de emprego, os trabalhadores buscam qualificação para entrar no mercado.

"Estamos nos preparando para atender a essas demandas, não apenas no Senai, mas em todas as escolas profissionalizantes do Estado", avalia o gerente do Senai Vila Velha, Ewandro Petrocchi.

Hoje, por aqui, alunos do curso de automação já são muito demandados pelas empresas. Além dele, há muita chance no mercado para quem investe na educação em áreas como construção civil, logística, sistemas de redes, eletrotécnica, refrigeração, cursos ligados ao meio ambiente e segurança do trabalho.

Que as empresas exigem dos trabalhadores conhecimento avançado da área onde vão trabalhar, é fato. Mas a capacitação do profissional precisa ir além. O trabalho em equipe e a capacidade de solucionar problemas diários também contam pontos importantes na hora da contratação, diz Petrocchi.

Veja aqui a lista das profissões mais bem avaliadas no estudo da Firjan.
Fernanda Zandonadi, no Gazeta Online

O mercado de trabalho está aquecido e promete continuar assim nos próximos anos. Uma pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) apontou as profissões que serão mais demandadas até 2020. A lista partiu de um levantamento junto às maiores empresas do país e mostrou que as áreas mais promissoras têm ligação com engenharia, automação e conhecimentos de informática.

A história é ainda mais animadora do que parece. Além dos setores que terão um crescimento além do normal, os 402 grupos ouvidos – eles empregam mais de 2,2 milhões de pessoas – sinalizaram que não há perspectiva de redução de pessoal em nenhuma das profissões, mesmo as de outras áreas.

Quando olhamos as mais cotadas, vemos que são específicas de setores que estão crescendo, como o de petróleo, de plástico e os ligados à mobilidade. Há outras profissões em alta, que são as chamadas transversais. São atividades que vão atender a vários segmentos da indústrias, como Engenharia Ambiental.

"Toda indústria, para se instalar, precisa de uma licença ambiental. Por isso, essa profissão permeia várias atividades. Isso também vale para a área de Tecnologia da Informação. Essa é uma área que, além de já estar em crescimento, atende a todos os setores", explica a gerente de Pesquisa e Estatística da Firjan, Hilda Alves.
foto: Divulgação

Petróleo
Integradas a um cenário  mais promissor, as profissões ligadas ao petróleo estarão em alta nos próximos anos, assim como as engenharias e as áreas tecnológicas

Integradas a um cenário  mais promissor, as profissões ligadas ao petróleo estarão em alta nos próximos anos, assim como as engenharias e as áreas tecnológicas

Só os melhores
O número de vagas vai aumentar; a exigência na hora de contratar, também. Já não basta ter só a escolaridade que a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) prevê para uma profissão.

"Se eu for na CBO e observar qual nível é necessário para um supervisor de produção em indústrias de transformação de plástico, estará lá o nível básico, que é o ensino fundamental até o nono ano. Mas para esse cargo, há empresas que exigem até mesmo pós-graduação. A exigência do nível de escolaridade está lá em cima".

E essa regra não vale só para a base da pirâmide. "Isso vai até o diretor da empresa. Para cargos de gerenciamento, o mercado está comprando para esse cargo alguém com mestrado e doutorado", diz Hilda.

Mercado carente
Uma outra pesquisa, também da Firjan, datada de julho de 2011, teve como foco as carências do mercado. Ou seja, o que os empresários achavam que faltava nos empregados.

Além da formação acadêmica, eles sentiam necessidade de trabalhadores que buscassem soluções para novos problemas, com mais senso crítico. Isso mesmo para as operações consideradas mais básicas. Ou seja, o operador de máquina tem que pensar diferente, tem propor soluções.

"Isso se consegue, de forma pedagógica, com ensino da Matemática. Essa matéria dá uma competência de enfrentar o desconhecido, de pensar de forma diferente. Há literatura na área de Pedagogia, que diz que é a forma de aprender Matemática que consegue transformar a pessoa. A Matemática exige uma competência de pensar diferente. Mas, claro, todas as outras disciplinas são fundamentais".

Busca por qualificação a todo vapor
No Espírito Santo, a tendência de mercado não é diferente da realidade nacional. As áreas de petróleo, automação, tecnologia e mobilidade são as áreas mais demandadas pelas empresas locais. E o panorama é positivo no Estado. Além da oferta de emprego, os trabalhadores buscam qualificação para entrar no mercado.

"Estamos nos preparando para atender a essas demandas, não apenas no Senai, mas em todas as escolas profissionalizantes do Estado", avalia o gerente do Senai Vila Velha, Ewandro Petrocchi.

Hoje, por aqui, alunos do curso de automação já são muito demandados pelas empresas. Além dele, há muita chance no mercado para quem investe na educação em áreas como construção civil, logística, sistemas de redes, eletrotécnica, refrigeração, cursos ligados ao meio ambiente e segurança do trabalho.

Que as empresas exigem dos trabalhadores conhecimento avançado da área onde vão trabalhar, é fato. Mas a capacitação do profissional precisa ir além. O trabalho em equipe e a capacidade de solucionar problemas diários também contam pontos importantes na hora da contratação, diz Petrocchi.

Veja aqui a lista das profissões mais bem avaliadas no estudo da Firjan.

terça-feira, 20 de março de 2012

PSD de Joinville deve definir candidato a prefeito da sigla em junho

João Kamradt, no Portal AN

O PSD quer definir os candidatos que irão concorrer às prefeituras pelo partido em todo o Estado até o fim de março. Mas em Joinville será diferente. Segundo o presidente estadual do partido, Gelson Merisio, a escolha do nome que irá concorrer a prefeito será feita apenas em junho.

E mesmo com esse cenário, Merisio não descarta a possibilidade de que a tríplice aliança se forme ainda no primeiro turno.

— Joinville precisa ter um tratamento diferenciado. É a maior cidade, com segundo turno garantido. Temos que conversar com todos e deixar a natureza conspirar a favor —, diz Merisio, que também preside a Assembleia Legislativa.

— Não podemos anular a possibilidade de tríplice, com conversas com o PMDB. Mas sabemos que temos dois bons nomes para concorrer ao cargo de prefeito —, completa.

Para Merisio, o fato de deixar a escolha para mais tarde ajudará a descobrir qual será o nome mais bem colocado da sigla. Mesmo assim, continua deixando em aberto a escolha por um candidato ou por uma aliança. Merisio ressalta que “não se exclui e nem se incentiva” uma eventual aliança com os peemedebistas.

Enquanto o presidente do PSD mantém as portas abertas para o PMDB, o deputado estadual Kennedy Nunes ratifica o discurso de que a candidatura da sigla é algo que não tem mais volta.

— O PSD está muito confortável. Temos boa margem de vantagem nas pesquisas. Não há como voltar atrás dessa forma. Ainda mais com a entrada do Tebaldi (PSDB), que implodiu de vez as chances de tríplice —, acredita.

Para ele, o fato de a escolha do nome do partido ocorrer depois de todos os municípios só mostra o quanto a sigla está forte em Joinville.

Discurso semelhante tem o deputado estadual Darci de Matos. Segundo ele, as conversas em torno da tríplice podem existir, desde que o PMDB aceite lançar quem estiver melhor cotado nas pesquisas eleitorais. “Se for dessa forma, eu topo. O melhor colocado vai pra eleição. Senão, não há por que abrir mão sendo o mais bem colocado”, explica.

A escolha entre Darci e Kennedy ainda não tem um critério definido. “Não dá pra analisar apenas projeção de pesquisa. Tem que ver as condições de cada um”, diz Darc

quinta-feira, 8 de março de 2012

PSDB escolhe o ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas como candidato a prefeito em Vitória

Rondinelli Tomazelli, no Gazeta Online
foto: Divulgação
César Colnago e Luiz Paulo Velozo Lucas
Colnago e Luiz Paulo passaram o dia em reunião


O ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas foi escolhido o candidato do PSDB para disputar a Prefeitura da Capital.

A informação foi confirmada ontem à noite a A GAZETA pelo presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, com quem Luiz Paulo e o deputado César Colnago, outro pré-candidato, acertaram a decisão ontem mesmo em reunião em Brasília.

"Luiz Paulo é um dos nossos melhores quadros. Já governamos Vitória, temos altas chances de aliança e ganhamos a eleição para presidente na cidade", comemorou Guerra, lembrando que Luiz Paulo é um político conhecido.

"Ele vai enfrentar uma luta dura, mas vamos todos apoiá-lo e vou participar do processo", disse o presidente, para quem, juntos, o escolhido e Colnago saem fortalecidos.

Guerra ainda abre portas para o PSDB ter apoio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB): "Hartung sempre teve muita relação conosco".

Segundo avaliações, seria a forma de contrabalançar o poder com o governador Renato Casagrande (PSB).

Luiz Paulo e Colnago negaram que o nome tenha sido fechado e só o anunciarão em evento na próxima segunda-feira, com as executivas estadual e municipal de Vitória.

"A nacional avalizou nosso movimento. Minha prioridade é a militância. A escolha de um ou de outro não configura estratégias diferentes", frisou Luiz Paulo. Os dois vão visitar lideranças juntos no fim de semana.

Colnago e o colega mostraram unidade para reestruturar a sigla. "Somos oposição ao PT. Vamos buscar alianças para um novo rumo em Vitória", disse Colnago.

Tiririca confirma candidatura em SP e diz estar "embalado"

Campeão nacional de votos, o deputado federal Tiririca (PR-SP) diz que é candidato para valer à prefeitura de São Paulo, e vai encomendar pesquisa de intenção de voto semana que vem. "Estou empolgado, e quando empolgo, embalo." Tiririca negou que sua indicação ao cargo seja estratégia do partido para forçar o PT a ceder o Ministério dos Transportes de novo ao PR, e revelou que vai peitar o dono da legenda, Valdemar Costa Neto, se for usado. "Se Valdemar me tirar, vai levar…", ameaçou, sobre a manutenção de sua candidatura. O resultado da pesquisa vai nortear os próximos passos.

Meu povo…
O humorista deputado só teve um encontro com Valdemar para debater a candidatura. Jura que nada foi falado sobre PT. "Vamos fazer um barulho na rua, sou do povo."

terça-feira, 6 de março de 2012

Ministério Público acusa gastos irregulares em Joinville

Nota distribuída pela Procuradoria da Republica em SC:

"Ministério Público Federal fez um levantamento sobre os gastos publicitários do município de Joinville e constatou indícios de irregularidades em sua aplicação.

Para o procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, a conclusão preliminar é de que os gatos se destinam a promoção pessoal dos representantes da municipalidade e, por isso, podem configurar, também, ilícito eleitoral.

Com base no levantamento, o MPF representou a Promotoria da Moralidade Administrativa, a Promotoria Eleitoral e a Promotoria da Saúde, órgãos do Ministério Público Estadual.

A representação dirigida à Promotoria Eleitoral e da Moralidade Administrativa pede para que sejam tomadas as medidas cabíveis para correção do ilícito e a responsabilização dos responsáveis.

A que segue para a Promotoria da Saúde tem por finalidade municiar o órgão estadual de informações para que analise a possibilidade de se pedir bloqueio de verbas gastas com publicidade e sua transferência para aplicação em investimentos na área da saúde pública."

sábado, 3 de março de 2012

O vale-tudo para tomar São Paulo

O editorial do Estadão de hoje está  impecável, veja: 

“Dilma entra na campanha eleitoral”

Para que serve o Ministério da Pesca e Aquicultura? Serve para garantir a bênção dos evangélicos da Igreja Universal à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Simples assim, a presidente Dilma Rousseff entregou ao bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ) a pasta até agora ocupada por um petista. Mas o sacrifício deve valer a pena: além de o PT se livrar da incômoda gritaria dos evangélicos da Universal em torno de delicados temas religiosos, o candidato imposto por Lula ganha a possibilidade de vir a contar com o apoio do PRB - que, por enquanto, permanece no páreo, com o deputado Celso Russomanno num surpreendente primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Mas isso é mero detalhe. O que importa é que se escancara o ingresso, de sola, do Palácio do Planalto na campanha eleitoral paulistana. E trata-se apenas do começo.

A cada dia que passa - e estamos a sete meses do pleito - as impressões digitais de Lula se tornam mais nítidas na estratégia eleitoral que tem como objetivo consagrar a hegemonia do lulopetismo em todo o País. Para isso é imprescindível derrotar seus adversários nos redutos mais importantes que ainda lhes fazem alguma resistência: a cidade e o Estado de São Paulo. Este fica para daqui a dois anos.

Essa estratégia não vai custar barato para o PT - a senadora Marta Suplicy e o defenestrado ministro Luiz Sergio que o digam -, mas Lula já deixou claro que está disposto a pagar o preço que for necessário. Cacife não lhe falta e Dilma Rousseff acaba de comprová-lo, com a presteza com que se dispôs a entrar no jogo e procurar o chefão em São Bernardo para, num encontro de quase três horas, pedir conselhos e receber novas instruções. Mas teve que ouvir calada o novo membro do Gabinete dizer, com inegável senso de humor, que, embora ministro da Pesca, não sabe nem “colocar minhoca no anzol”. O que não tem a menor importância, já que essa pescaria nada tem a ver com peixes.

Toda a encenação que fez o pano de fundo da triunfante entrada do bispo Crivella em cena criou em Brasília uma situação política tão desfrutável que propiciou manifestações que foram do deboche ao puro cinismo. Deste se encarregou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti: “É a incorporação efetiva (ao primeiro escalão do governo) de um aliado. Mas não traremos disputas locais para o âmbito federal”. Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-petista e ex-ministro de Lula, optou pela zombaria: “O governo resolveu pôr na Pesca um pescador de almas, que ainda vai andar sobre as águas”. Como levar a sério o que se passa em tal ambiente político?

O eleitor paulistano pode se preparar, portanto, para uma das campanhas eleitorais mais disputadas e extravagantes da história da cidade, na qual, pelo andar da carruagem, a ética e os bons modos certamente acabarão sendo deixados de lado. As evidências disso se acumulam.

Em manobra rasteira claramente destinada a cacifar poder de barganha com o governo, o mensaleiro Waldemar da Costa Neto, dono do PR, explora a ingenuidade do folclórico e muito bem votado deputado Tiririca, lançando-o candidato a prefeito de São Paulo. O homem já se sente “prefeito do povão”.

E o jovem e ambicioso deputado Gabriel Chalita não faz feio nessa galharda companhia: depois de transitar por três partidos em menos de dois anos, finalmente encontrou um que se dispôs a lançá-lo a um cargo executivo e anuncia orgulhoso: “Eu tenho uma cara só”.

O saldo desse circo de horrores é que a cidade de São Paulo, com todos os graves problemas sociais e urbanos que aqui se agravam, corre o risco de se tornar a vítima de uma longa campanha eleitoral que tende a passar ao largo do debate das questões que realmente interessam aos seus mais de 10 milhões de habitantes.

A federalização do pleito de outubro é inevitável, e em certa medida até desejável, porque aqui estará sendo decidido o futuro político do País a curto e médio prazos. Mas é preciso que os candidatos não se esqueçam de que, apurados os votos, o vencedor terá de enfrentar a enorme responsabilidade de governar a cidade.

Brasil precisa de 'chute no traseiro', diz Fifa sobre atrasos da Copa

Da Folha

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fez na sexta-feira um duro ataque aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ele disse que "não há muita coisa se mexendo" e que os organizadores precisavam levar "um chute no traseiro".

A Fifa disse estar particularmente preocupada com transportes e alojamento, e também com a demorada tramitação pela burocracia brasileira de leis relacionadas à venda de álcool nos estádios. Após vários adiamentos, a Lei Geral da Copa deve ser votada na terça-feira na Comissão Especial criada para analisar este tema.

O secretário-geral, que está na Inglaterra para a reunião anual da International Board, entidade que trata das regras do futebol, declarou para os jornalistas: "Não entendo por que as coisas não estão avançando. Os estádios não estão mais no prazo, e por que muitas coisas estão atrasadas? A preocupação é que nada é feito ou preparado para receber muita gente. Lamento dizer que as coisas não estão funcionando no Brasil".
Ele afirmou que a Fifa deveria ter recebido documentos assinados em 2007, mas que ainda isso não aconteceu. "Vocês precisam se pressionar, levar um chute no traseiro e fazer a Copa do Mundo."

Confirmou que a Copa será mantida no Brasil, mas alertou que os torcedores podem sofrer. "Não há hotéis suficientes", destacou. "Você tem mais do que suficientes em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas se você pensar em Manaus, precisa de mais. Digamos que você em Salvador tenha Inglaterra x Holanda, e você tenha 12% do estádio com torcedores ingleses, e 12 % holandeses, são 24% de 60 mil torcedores. Onde todos eles vão ficar? A cidade é bacana, mas a forma de chegar ao estádio e toda a organização de transporte precisa ser melhorada."

A Fifa inicialmente queria concentrar cada equipe em uma determinada região, para minimizar as viagens, mas os organizadores preferem que os jogos sejam espalhados pelo país. Valcke apontou que isso abre exigências extras.

"Tomamos a decisão de movimentar os times, e isso implicou que fôssemos criticados. Se você acompanhar um time, terá de voar 8.000 quilômetros. Fizemos isso a pedido do Brasil."

Para Valcke, o Brasil parece mais preocupado em ganhar a Copa do que em organizar um bom torneio.

"Nossa preocupação é que nada é feito ou preparado para receber tanta gente, porque o mundo quer ir ao Brasil. Essa é a grande diferença entre a África do Sul em 2010 e o Brasil. As pessoas não se preocupam com a segurança, não se preocupam com o clima, é incrível. Na África do Sul era inverno. No Brasil o clima será perfeito. Mas posso dizer a vocês, por outro lado, que a organização não é exatamente assim.
"
Na sua última viagem ao Brasil, em janeiro, Valcke já havia pedido pressa na aprovação das leis para a Copa, porém havia elogiado os estádios. A Fifa manifesta particular preocupação com as restrições para a venda de álcool e com a meia-entrada para estudantes e idosos.

Mas agora as preocupações da entidade parecem estar aumentando. "Temos pouco mais de um ano até a Copa das Confederações, e dois anos antes da Copa do Mundo", declarou Valcke. "A prioridade da África do Sul era organizar a Copa do Mundo, em vez de ganhá-la. Parece que tudo o que o Brasil quer é ganhá-la, e isso precisa mudar." Os sul-africanos foram eliminados na primeira fase do Mundial de 2010, torneio vencido pela Espanha.