segunda-feira, 5 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
O vale-tudo para tomar São Paulo
O editorial do Estadão de hoje está impecável, veja:
“Dilma entra na campanha eleitoral”
Para que serve o Ministério da Pesca e Aquicultura? Serve para garantir a bênção dos evangélicos da Igreja Universal à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Simples assim, a presidente Dilma Rousseff entregou ao bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ) a pasta até agora ocupada por um petista. Mas o sacrifício deve valer a pena: além de o PT se livrar da incômoda gritaria dos evangélicos da Universal em torno de delicados temas religiosos, o candidato imposto por Lula ganha a possibilidade de vir a contar com o apoio do PRB - que, por enquanto, permanece no páreo, com o deputado Celso Russomanno num surpreendente primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Mas isso é mero detalhe. O que importa é que se escancara o ingresso, de sola, do Palácio do Planalto na campanha eleitoral paulistana. E trata-se apenas do começo.
A cada dia que passa - e estamos a sete meses do pleito - as impressões digitais de Lula se tornam mais nítidas na estratégia eleitoral que tem como objetivo consagrar a hegemonia do lulopetismo em todo o País. Para isso é imprescindível derrotar seus adversários nos redutos mais importantes que ainda lhes fazem alguma resistência: a cidade e o Estado de São Paulo. Este fica para daqui a dois anos.
Essa estratégia não vai custar barato para o PT - a senadora Marta Suplicy e o defenestrado ministro Luiz Sergio que o digam -, mas Lula já deixou claro que está disposto a pagar o preço que for necessário. Cacife não lhe falta e Dilma Rousseff acaba de comprová-lo, com a presteza com que se dispôs a entrar no jogo e procurar o chefão em São Bernardo para, num encontro de quase três horas, pedir conselhos e receber novas instruções. Mas teve que ouvir calada o novo membro do Gabinete dizer, com inegável senso de humor, que, embora ministro da Pesca, não sabe nem “colocar minhoca no anzol”. O que não tem a menor importância, já que essa pescaria nada tem a ver com peixes.
Toda a encenação que fez o pano de fundo da triunfante entrada do bispo Crivella em cena criou em Brasília uma situação política tão desfrutável que propiciou manifestações que foram do deboche ao puro cinismo. Deste se encarregou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti: “É a incorporação efetiva (ao primeiro escalão do governo) de um aliado. Mas não traremos disputas locais para o âmbito federal”. Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-petista e ex-ministro de Lula, optou pela zombaria: “O governo resolveu pôr na Pesca um pescador de almas, que ainda vai andar sobre as águas”. Como levar a sério o que se passa em tal ambiente político?
O eleitor paulistano pode se preparar, portanto, para uma das campanhas eleitorais mais disputadas e extravagantes da história da cidade, na qual, pelo andar da carruagem, a ética e os bons modos certamente acabarão sendo deixados de lado. As evidências disso se acumulam.
Em manobra rasteira claramente destinada a cacifar poder de barganha com o governo, o mensaleiro Waldemar da Costa Neto, dono do PR, explora a ingenuidade do folclórico e muito bem votado deputado Tiririca, lançando-o candidato a prefeito de São Paulo. O homem já se sente “prefeito do povão”.
E o jovem e ambicioso deputado Gabriel Chalita não faz feio nessa galharda companhia: depois de transitar por três partidos em menos de dois anos, finalmente encontrou um que se dispôs a lançá-lo a um cargo executivo e anuncia orgulhoso: “Eu tenho uma cara só”.
O saldo desse circo de horrores é que a cidade de São Paulo, com todos os graves problemas sociais e urbanos que aqui se agravam, corre o risco de se tornar a vítima de uma longa campanha eleitoral que tende a passar ao largo do debate das questões que realmente interessam aos seus mais de 10 milhões de habitantes.
A federalização do pleito de outubro é inevitável, e em certa medida até desejável, porque aqui estará sendo decidido o futuro político do País a curto e médio prazos. Mas é preciso que os candidatos não se esqueçam de que, apurados os votos, o vencedor terá de enfrentar a enorme responsabilidade de governar a cidade.
Brasil precisa de 'chute no traseiro', diz Fifa sobre atrasos da Copa
Da Folha
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fez na sexta-feira um duro ataque aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ele disse que "não há muita coisa se mexendo" e que os organizadores precisavam levar "um chute no traseiro".
A Fifa disse estar particularmente preocupada com transportes e alojamento, e também com a demorada tramitação pela burocracia brasileira de leis relacionadas à venda de álcool nos estádios. Após vários adiamentos, a Lei Geral da Copa deve ser votada na terça-feira na Comissão Especial criada para analisar este tema.
O secretário-geral, que está na Inglaterra para a reunião anual da International Board, entidade que trata das regras do futebol, declarou para os jornalistas: "Não entendo por que as coisas não estão avançando. Os estádios não estão mais no prazo, e por que muitas coisas estão atrasadas? A preocupação é que nada é feito ou preparado para receber muita gente. Lamento dizer que as coisas não estão funcionando no Brasil".
Ele afirmou que a Fifa deveria ter recebido documentos assinados em 2007, mas que ainda isso não aconteceu. "Vocês precisam se pressionar, levar um chute no traseiro e fazer a Copa do Mundo."
Confirmou que a Copa será mantida no Brasil, mas alertou que os torcedores podem sofrer. "Não há hotéis suficientes", destacou. "Você tem mais do que suficientes em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas se você pensar em Manaus, precisa de mais. Digamos que você em Salvador tenha Inglaterra x Holanda, e você tenha 12% do estádio com torcedores ingleses, e 12 % holandeses, são 24% de 60 mil torcedores. Onde todos eles vão ficar? A cidade é bacana, mas a forma de chegar ao estádio e toda a organização de transporte precisa ser melhorada."
A Fifa inicialmente queria concentrar cada equipe em uma determinada região, para minimizar as viagens, mas os organizadores preferem que os jogos sejam espalhados pelo país. Valcke apontou que isso abre exigências extras.
"Tomamos a decisão de movimentar os times, e isso implicou que fôssemos criticados. Se você acompanhar um time, terá de voar 8.000 quilômetros. Fizemos isso a pedido do Brasil."
Para Valcke, o Brasil parece mais preocupado em ganhar a Copa do que em organizar um bom torneio.
"Nossa preocupação é que nada é feito ou preparado para receber tanta gente, porque o mundo quer ir ao Brasil. Essa é a grande diferença entre a África do Sul em 2010 e o Brasil. As pessoas não se preocupam com a segurança, não se preocupam com o clima, é incrível. Na África do Sul era inverno. No Brasil o clima será perfeito. Mas posso dizer a vocês, por outro lado, que a organização não é exatamente assim.
"
Na sua última viagem ao Brasil, em janeiro, Valcke já havia pedido pressa na aprovação das leis para a Copa, porém havia elogiado os estádios. A Fifa manifesta particular preocupação com as restrições para a venda de álcool e com a meia-entrada para estudantes e idosos.
Mas agora as preocupações da entidade parecem estar aumentando. "Temos pouco mais de um ano até a Copa das Confederações, e dois anos antes da Copa do Mundo", declarou Valcke. "A prioridade da África do Sul era organizar a Copa do Mundo, em vez de ganhá-la. Parece que tudo o que o Brasil quer é ganhá-la, e isso precisa mudar." Os sul-africanos foram eliminados na primeira fase do Mundial de 2010, torneio vencido pela Espanha.
O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fez na sexta-feira um duro ataque aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Ele disse que "não há muita coisa se mexendo" e que os organizadores precisavam levar "um chute no traseiro".
A Fifa disse estar particularmente preocupada com transportes e alojamento, e também com a demorada tramitação pela burocracia brasileira de leis relacionadas à venda de álcool nos estádios. Após vários adiamentos, a Lei Geral da Copa deve ser votada na terça-feira na Comissão Especial criada para analisar este tema.
O secretário-geral, que está na Inglaterra para a reunião anual da International Board, entidade que trata das regras do futebol, declarou para os jornalistas: "Não entendo por que as coisas não estão avançando. Os estádios não estão mais no prazo, e por que muitas coisas estão atrasadas? A preocupação é que nada é feito ou preparado para receber muita gente. Lamento dizer que as coisas não estão funcionando no Brasil".
Ele afirmou que a Fifa deveria ter recebido documentos assinados em 2007, mas que ainda isso não aconteceu. "Vocês precisam se pressionar, levar um chute no traseiro e fazer a Copa do Mundo."
Confirmou que a Copa será mantida no Brasil, mas alertou que os torcedores podem sofrer. "Não há hotéis suficientes", destacou. "Você tem mais do que suficientes em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas se você pensar em Manaus, precisa de mais. Digamos que você em Salvador tenha Inglaterra x Holanda, e você tenha 12% do estádio com torcedores ingleses, e 12 % holandeses, são 24% de 60 mil torcedores. Onde todos eles vão ficar? A cidade é bacana, mas a forma de chegar ao estádio e toda a organização de transporte precisa ser melhorada."
A Fifa inicialmente queria concentrar cada equipe em uma determinada região, para minimizar as viagens, mas os organizadores preferem que os jogos sejam espalhados pelo país. Valcke apontou que isso abre exigências extras.
"Tomamos a decisão de movimentar os times, e isso implicou que fôssemos criticados. Se você acompanhar um time, terá de voar 8.000 quilômetros. Fizemos isso a pedido do Brasil."
Para Valcke, o Brasil parece mais preocupado em ganhar a Copa do que em organizar um bom torneio.
"Nossa preocupação é que nada é feito ou preparado para receber tanta gente, porque o mundo quer ir ao Brasil. Essa é a grande diferença entre a África do Sul em 2010 e o Brasil. As pessoas não se preocupam com a segurança, não se preocupam com o clima, é incrível. Na África do Sul era inverno. No Brasil o clima será perfeito. Mas posso dizer a vocês, por outro lado, que a organização não é exatamente assim.
"
Na sua última viagem ao Brasil, em janeiro, Valcke já havia pedido pressa na aprovação das leis para a Copa, porém havia elogiado os estádios. A Fifa manifesta particular preocupação com as restrições para a venda de álcool e com a meia-entrada para estudantes e idosos.
Mas agora as preocupações da entidade parecem estar aumentando. "Temos pouco mais de um ano até a Copa das Confederações, e dois anos antes da Copa do Mundo", declarou Valcke. "A prioridade da África do Sul era organizar a Copa do Mundo, em vez de ganhá-la. Parece que tudo o que o Brasil quer é ganhá-la, e isso precisa mudar." Os sul-africanos foram eliminados na primeira fase do Mundial de 2010, torneio vencido pela Espanha.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Prefeito Tiririca
Radar Online por Lauro Jardim
Depois de uma rodada de conversas com Valdemar Costa Neto, durante o Carnaval, Tiririca autorizou a cúpula do PR a iniciar os movimentos para lançar seu nome na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Segundo Tiririca, a pré-candidatura começou a ser cogitada diante da quantidade de cartas e e-mails de eleitores que estariam clamando ao PR para lançá-lo na disputa. Diz Tiririca:
– O partido me comunicou que os meus eleitores estão pressionando para que eu seja candidato. Eu disse que estou à disposição. Fico muito feliz por ter o meu nome lembrado nisso. É uma coisa muito importante.
Depois de uma rodada de conversas com Valdemar Costa Neto, durante o Carnaval, Tiririca autorizou a cúpula do PR a iniciar os movimentos para lançar seu nome na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Segundo Tiririca, a pré-candidatura começou a ser cogitada diante da quantidade de cartas e e-mails de eleitores que estariam clamando ao PR para lançá-lo na disputa. Diz Tiririca:
– O partido me comunicou que os meus eleitores estão pressionando para que eu seja candidato. Eu disse que estou à disposição. Fico muito feliz por ter o meu nome lembrado nisso. É uma coisa muito importante.
Serra apresenta sua inscrição para participar das prévias do PSDB
Daniela Lima, na Folha Online
O ex-governador José Serra apresentou nesta terça-feira (28) seu pedido de inscrição nas prévias que definirão o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo.
Em discurso, Serra disse que entra na disputa para atender a um "chamado de minha própria consciência".
O tucano entregou seu pedido em carta ao partido. Nela, ele diz que será uma eleição de duas visões distintas de Brasil, de administração dos bens coletivos e de democracia.
"São Paulo é a maior cidade do Brasil e é aqui, neste ano, que se travará uma disputa importante para o futuro do município, do Estado e do país."
Ele não quis responder a perguntas dos jornalistas, mas afirmou que convocará uma coletiva para amanhã à tarde.
Andrea Matarazzo e Bruno Covas, que também estavam na disputa e abriram mão em favor de Serra, estiveram no evento de hoje, além de outros dirigentes do PSDB.
A executiva municipal do PSDB deve deliberar ainda hoje sobre a proposta de adiamento, de uma semana, da escolha do candidato da sigla, marcada inicialmente para o próximo domingo (4).
O colegiado tem maioria para aprovar a alteração, mas prefere construir uma solução de consenso em que os outros pré-candidatos --José Aníbal e Ricardo Tripoli-- também aceitem a nova data.
O ex-governador José Serra apresentou nesta terça-feira (28) seu pedido de inscrição nas prévias que definirão o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo.
Em discurso, Serra disse que entra na disputa para atender a um "chamado de minha própria consciência".
O tucano entregou seu pedido em carta ao partido. Nela, ele diz que será uma eleição de duas visões distintas de Brasil, de administração dos bens coletivos e de democracia.
"São Paulo é a maior cidade do Brasil e é aqui, neste ano, que se travará uma disputa importante para o futuro do município, do Estado e do país."
Ele não quis responder a perguntas dos jornalistas, mas afirmou que convocará uma coletiva para amanhã à tarde.
Andrea Matarazzo e Bruno Covas, que também estavam na disputa e abriram mão em favor de Serra, estiveram no evento de hoje, além de outros dirigentes do PSDB.
A executiva municipal do PSDB deve deliberar ainda hoje sobre a proposta de adiamento, de uma semana, da escolha do candidato da sigla, marcada inicialmente para o próximo domingo (4).
O colegiado tem maioria para aprovar a alteração, mas prefere construir uma solução de consenso em que os outros pré-candidatos --José Aníbal e Ricardo Tripoli-- também aceitem a nova data.
Cesar Maia e Garotinho firmam acordo inédito para disputar prefeitura do Rio
Juliana Castro, O Globo

O Deputado federal Anthony Garotinho, ex-governador, e o ex-prefeito Cesar Maia (foto acima) formalizaram na tarde desta segunda-feira a aliança entre DEM e PR para as eleições municipais no estado.
Os ex-adversários, que já trocaram críticas ferrenhas no passado, trocaram afagos e concentraram a mira no PMDB do prefeito Eduardo Paes.Esta foi a primeira vez que os dois aparecem juntos em um evento público depois que a coligação foi costurada.
O evento, realizado em um centro de convenções no centro do Rio, contou com a presença do pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo DEM, deputado federal Rodrigo Maia, e da deputada estadual Clarissa Garotinho, provável vice, que ainda resiste em confirmar sua presença na composição da chapa.
- A eleição municipal é muito maior que as divergências que ocorreram no passado - afirmou Garotinho em entrevista, antes da reunião pública. - se não tivéssemos superado (as trocas de farpas), não estaríamos aqui.
- Não há nenhuma dificuldade de superar visões que não são exatamente iguais - disse Cesar Maia, que já chegou a afirmar, em 2006, que o apoio de Garotinho era "um beijo da morte".

O Deputado federal Anthony Garotinho, ex-governador, e o ex-prefeito Cesar Maia (foto acima) formalizaram na tarde desta segunda-feira a aliança entre DEM e PR para as eleições municipais no estado.
Os ex-adversários, que já trocaram críticas ferrenhas no passado, trocaram afagos e concentraram a mira no PMDB do prefeito Eduardo Paes.Esta foi a primeira vez que os dois aparecem juntos em um evento público depois que a coligação foi costurada.
O evento, realizado em um centro de convenções no centro do Rio, contou com a presença do pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo DEM, deputado federal Rodrigo Maia, e da deputada estadual Clarissa Garotinho, provável vice, que ainda resiste em confirmar sua presença na composição da chapa.
- A eleição municipal é muito maior que as divergências que ocorreram no passado - afirmou Garotinho em entrevista, antes da reunião pública. - se não tivéssemos superado (as trocas de farpas), não estaríamos aqui.
- Não há nenhuma dificuldade de superar visões que não são exatamente iguais - disse Cesar Maia, que já chegou a afirmar, em 2006, que o apoio de Garotinho era "um beijo da morte".
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Eles roubam até medalha de premiação
Da coluna do Augusto Nunes, na Veja Online
José María Marín começou a carreira política na década de 60. Foi vereador em São Paulo, deputado estadual, vice-governador e, como o titular Paulo Maluf precisou desincompatilizar-se do cargo para disputar uma cadeira no Congresso, governador por 10 meses. Depois de três ou quatro derrotas eleitorais de bom tamanho, Marin achou melhor submergir por algum tempo, sem se desligar do PTB. Há meses, reencarnou numa vice-presidência da CBF. No momento, como Ricardo Teixeira resolveu descansar alguns dias, Marin chefia interinamente a entidade.
Nesta quarta-feira, durante a premiação dos jogadores do Corinthians que conquistaram a Copa São Paulo, o cartola de 79 anos mostrou que conseguiu ficar um pouco pior. Como comprova o vídeo, José Maria Marin agora embolsa até medalha de ouro.
José María Marín começou a carreira política na década de 60. Foi vereador em São Paulo, deputado estadual, vice-governador e, como o titular Paulo Maluf precisou desincompatilizar-se do cargo para disputar uma cadeira no Congresso, governador por 10 meses. Depois de três ou quatro derrotas eleitorais de bom tamanho, Marin achou melhor submergir por algum tempo, sem se desligar do PTB. Há meses, reencarnou numa vice-presidência da CBF. No momento, como Ricardo Teixeira resolveu descansar alguns dias, Marin chefia interinamente a entidade.
Nesta quarta-feira, durante a premiação dos jogadores do Corinthians que conquistaram a Copa São Paulo, o cartola de 79 anos mostrou que conseguiu ficar um pouco pior. Como comprova o vídeo, José Maria Marin agora embolsa até medalha de ouro.
Kassab agora corre risco de ficar isolado
Do Blog Ricardo Kotscho
Que fase! Rejeitado pelos dois principais partidos a quem ofereceu aliança, batendo recordes negativos de popularidade, o prefeito Gilberto Kassab se viu acuado dentro do carro oficial ao sair quarta-feira da missa de aniversário da cidade na Catedral da Sé.
Xingado e alvejado por ovos e pedras jogados por cerca de 800 manifestantes, Kassab, na verdade, estava pagando pelo que não fez. O protesto era contra as ações policiais na Cracolândia e no Pinheirinho, em São José dos Campos, responsabilidade do governador Geraldo Alckmin, que achou melhor não ir à missa.
No mesmo dia, o prefeito ficou sabendo que Rui Falcão, presidente nacional do PT, descartou liminarmente qualquer possibilidade de aliança com o PSD de Kassab, que ofereceu a Lula um vice para o candidato petista Fernando Haddad.
Falcão foi peremptório e fechou a porta para qualquer negociação: "Em nenhum momento cogitamos isso. Nem o prefeito Kassab está cogitando. Temos feito oposição ao prefeito Kassab".
O PSDB, por sua vez, também fechou questão: vai ter candidatura própria e já marcou suas prévias para março. Alckmin não quer conversa com Kassab, aliado de José Serra, seu principal adversário no poleiro tucano. Nas últimas eleições municipais, em 2008, Serra e Kassab se uniram contra Alckmin e deixaram o atual governador fora do segundo turno.
Kassab, porém, não perde as esperanças de fazer aliança com um dos dois grandes partidos, qualquer um. Depois de trocar agrados com a presidente Dilma Rousseff, na cerimonia de entrega das medalhas de 25 de janeiro, durante a celebração dos 458 anos de São Paulo, o prefeito voltou a repetir aos jornalistas:
"É evidente que o partido irá analisar as alianças possíveis, e não se exclui o PT nem o PSDB".
O mais provável no momento é que Kassab fique isolado na disputa pela sua sucessão e só lhe restará a alternativa da candidatura própria do PSD. Mesmo que não tenha chances de vitória, pelo menos terá alguém para defender sua administração dos ataques que certamente virão de todos os lados.
O problema é que o único nome viável de que dispõe é o do vice-governador Guilherme Afif, que não me parece muito animado a ir para o sacrifício. Basta lembrar que, sem alianças, o PSD terá apenas um minuto de tempo na televisão, dez vezes menos do que PT e PSDB.
No começo da campanha, parecia que Kassab tinha o jogo nas mãos, procurando simultâneamente lideranças do PT e PSDB, que há anos disputam a hegemonia em São Paulo. Jogou alto, mas agora corre o risco de perder tudo e ficar pendurado na brocha. LEIA MAIS
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
PSDB: uma oposição de Mierda
Do Blog Prosa e Política
O PSDB deveria assumir logo que é primo do PT e as diferenças entre eles ocorre só em São Paulo, e olhe lá! Enquanto Haddad critica o governador do estado de São Paulo, e incentiva que os militantes petralhas criem mortos no pinheirinho para que sejam usados na campanha à capital daquele estado, o governador psdbista de Goiás dá um adeus ao novo ministro. Só faltava declarações de amor e boa sorte na nova empreitada.
O PSDB deveria assumir logo que é primo do PT e as diferenças entre eles ocorre só em São Paulo, e olhe lá! Enquanto Haddad critica o governador do estado de São Paulo, e incentiva que os militantes petralhas criem mortos no pinheirinho para que sejam usados na campanha à capital daquele estado, o governador psdbista de Goiás dá um adeus ao novo ministro. Só faltava declarações de amor e boa sorte na nova empreitada.
Brasileiros estão entre os que menos obtêm retorno por impostos pagos
G1/Globo.com/JN
Com carga tributária em torno de 25% do PIB e altíssimo IDH, Austrália, EUA e Coreia do Sul são os que mais devolvem o que cobram. Pelo 2º ano seguido, o Brasil ficou em último lugar, bem atrás de vizinhos como Uruguai e Argentina.
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil ficou em último lugar em um ranking internacional sobre o retorno que os cidadãos obtêm para os impostos que eles pagam. A lista considera os países que, proporcionalmente, mais arrecadam impostos. LEIA MAIS
Com carga tributária em torno de 25% do PIB e altíssimo IDH, Austrália, EUA e Coreia do Sul são os que mais devolvem o que cobram. Pelo 2º ano seguido, o Brasil ficou em último lugar, bem atrás de vizinhos como Uruguai e Argentina.
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil ficou em último lugar em um ranking internacional sobre o retorno que os cidadãos obtêm para os impostos que eles pagam. A lista considera os países que, proporcionalmente, mais arrecadam impostos. LEIA MAIS
Alvaro Dias: “Só seria candidato a presidente se fosse convocado”,
Do Gazeta do Povo
Enquanto a maioria dos tucanos ainda vive da polarização entre o senador mineiro Aécio Neves e o ex-governador paulista José Serra, Alvaro Dias surgiu no noticiário da semana passada como uma nova opção de candidato à Presidência pelo PSDB. Ainda sem postular a vaga abertamente, o paranaense fala em “convocação” da militância e encampa a proposta de que o partido realize primárias para escolha de um nome para 2014.
VÍDEO: Confira trechos da entrevista
Alvaro também admite ter sido “sondado” para concorrer ao governo de Brasília e do Rio de Janeiro. “Mas sair do Paraná está fora de cogitação”, garante. Em entrevista concedida em seu gabinete no Senado, na última quarta-feira (período de recesso parlamentar), ele falou sobre as dificuldades de relacionamento com o governador Beto Richa e disse que, aos 67 anos, ainda não pensa em se aposentar.
O senhor quer ser candidato a presidente em 2014?
Não basta querer. O que vale é convocação. Não é hora de definir nomes e colocar postulações pessoais. Precisamos definir o processo de escolha, o mais democrático possível. E eu não tenho nenhuma dúvida de que o modelo adequado, e até o modelo de salvação da oposição, é o das eleições primárias. É o caminho para a construção da unidade partidária, a única forma para revitalização do partido.
Se isso passar, o senhor se colocaria como candidato?
Só me colocaria se fosse convocado. Se houver dentro do partido segmentos propondo meu nome. É constrangedor assumir uma postura de candidato de si mesmo. É evidente que existem outros nomes à frente, que estão nacionalmente mais lançados, como o Aécio [Neves], o [José] Serra, o [Geraldo] Alckmin. Aqueles que já disputaram a Presidência levam vantagem em qualquer pesquisa. A única forma de ser amplamente conhecido do público é disputando eleições. Se adotarmos as primárias, outros nomes que não têm uma participação mais intensa nacionalmente poderão dar boa contribuição ao debate e esquentar o processo eleitoral interno.
As prévias são um remédio para a polarização entre Serra e Aécio?
Ninguém pergunta se há de verdade essa polarização. Só se escreve que há. Mas a militância nunca é consultada. Eu próprio não sei. Por quê? Porque o partido não é feito apenas de governadores, senadores e deputados. O partido é construído pela sua militância. Esses não foram ouvidos sobre a sucessão presidencial.
Então o senhor acredita que a militância não quer essa polarização?
Não creio que a polarização tenha seguidores. Mesmo aqueles que são adeptos de Aécio ou do Serra não gostam dessa discussão, desse cenário de que o partido é disputado por duas lideranças e os demais são massa de manobra.
O senhor chegou a ser anunciado como vice de José Serra em 2010. Se tivesse sido confirmado como candidato, algo poderia ter sido diferente?
Não sei se o resultado, mas o tom da campanha seria diferente. Até porque quando o Serra me comunicou que eu seria o vice, fui autorizado a manter o tom crítico. Nós teríamos certamente uma campanha com um discurso mais forte.
Ser mais crítico na campanha traria pelo menos um legado mais forte para o partido? O PSDB parece meio sem rumo desde 2010.
Nós temos que colher lições da eleição passada. Não é produtivo apenas ficar chorando o leite derramado e discutindo erros cometidos.
Serra vinculou essa decisão à candidatura do seu irmão, Osmar Dias (PDT), ao governo do Paraná. Qual é a verdade dessa história?
Essa é a verdade. O DEM havia concordado com a minha candidatura e o surgimento repentino da candidatura do Osmar passou a ser o pretexto que eles esperavam para reivindicar a vice. Tanto é que isso só aconteceu no último momento. Eu já era o candidato, já estava em campanha.
Como ficou a relação com o Osmar depois desse episódio?
Nosso relacionamento é ótimo. Ainda ontem pela manhã estive com ele no aeroporto em Curitiba e conversamos um pouco. Nada sobre política, mas sobre outras coisas. Alegremente.
É difícil ser líder da oposição e ter um irmão que está no governo?
Nessa posição que ele está [vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil], não. É uma posição mais técnica, em que ele não está exposto politicamente. Não cria constrangimentos. Se ele estivesse num ministério, com problemas sérios, que exigisse discurso forte da oposição, aí sim haveria um constrangimento.
Muita gente comenta que o senhor seria candidato por outro estado em 2014. Alguém procurou o sr. para tratar disso?
A verdade é que há convites, sondagens. No caso de Brasília, houve um convite público. Num evento do PSDB local, o presidente anunciou em nome do diretório que gostaria que eu mudasse de domicílio e disputasse o governo de Brasília. No caso do Rio de Janeiro, o presidente de honra do partido no estado sondou a possibilidade de eu me transferir para lá. Há essas sondagens, mas eu não pretendo deixar o Paraná. Não sei qual vai ser o meu projeto político em 2014. Estou adiando qualquer decisão para 2013, provavelmente metade do ano. Não sei qual a missão que o partido vai me impor. Mas sair do Paraná está fora de cogitação.
O senhor teme não ter legenda no PSDB para se candidatar à reeleição em 2014?
Não temo. É evidente que estou afastado das questões partidárias no estado, em função de algumas circunstâncias. Mas não creio que isso seja um obstáculo para que eu dispute a eleição. Um partido que luta pelo poder não pode ser um clube de amigos. A busca pelo poder nacional é algo que deve ser prioridade absoluta do PSDB. Tem que escalar para jogar aqueles que estiverem em melhor situação junto ao eleitorado. Só teria dificuldades de disputar a eleição no Paraná se eu próprio chegasse à conclusão de que é o momento de parar.
Por que a relação entre o senhor e o governador Beto Richa ficou tão ruim?
Porque não houve o cumprimento de um compromisso que é essencial para a boa relação. Isso ocorreu na fase de escolha do candidato ao governo [do Paraná, em 2010]. Eu não poderia disputar o governo sem o diretório [do PSDB]. Então houve uma prorrogação daquele diretório. Eu disse que aceitaria desde que o candidato fosse escolhido por pesquisa. Houve uma concordância. Nas duas pesquisas que eu apresentei na época eu tinha boa vantagem. Não se respeitou isso e aí eu me afastei. O que eu não concordo é que o projeto nacional ficou no segundo plano, quando deve estar sempre em primeiro lugar.
Então o senhor gostaria de voltar a ter um diálogo com o governador?
Isso no momento adequado vai ocorrer ou não. Não vejo necessidade de antecipar fatos. Nós estamos longe de decidir o projeto eleitoral de 2014 no que diz respeito a nomes. O que eu tenho é que ficar aqui cumprindo o meu dever e aguardando o momento das decisões. Se for para disputar eleições no Paraná, vou disputar. Se eu considerar que é o momento de parar, eu vou parar. Se o partido me convocar para outra competição, também estou à disposição.
O senhor falou em parar muitas vezes nesta entrevista. Está nos seus planos?
Só a população determina se eu devo parar. Não são as injunções partidárias ou os interesses políticos de um e de outro. Por isso eu acho muito difícil que eu pare. Eu confio que a população continua dando respaldo. Se eu estivesse com problemas de saúde, por exemplo, eu pararia. Os adversários dizem que eu tenho uma saúde irritante. Mas eu acho que ainda tenho muita lenha para queimar.
Enquanto a maioria dos tucanos ainda vive da polarização entre o senador mineiro Aécio Neves e o ex-governador paulista José Serra, Alvaro Dias surgiu no noticiário da semana passada como uma nova opção de candidato à Presidência pelo PSDB. Ainda sem postular a vaga abertamente, o paranaense fala em “convocação” da militância e encampa a proposta de que o partido realize primárias para escolha de um nome para 2014.
VÍDEO: Confira trechos da entrevista
Alvaro também admite ter sido “sondado” para concorrer ao governo de Brasília e do Rio de Janeiro. “Mas sair do Paraná está fora de cogitação”, garante. Em entrevista concedida em seu gabinete no Senado, na última quarta-feira (período de recesso parlamentar), ele falou sobre as dificuldades de relacionamento com o governador Beto Richa e disse que, aos 67 anos, ainda não pensa em se aposentar.
O senhor quer ser candidato a presidente em 2014?
Não basta querer. O que vale é convocação. Não é hora de definir nomes e colocar postulações pessoais. Precisamos definir o processo de escolha, o mais democrático possível. E eu não tenho nenhuma dúvida de que o modelo adequado, e até o modelo de salvação da oposição, é o das eleições primárias. É o caminho para a construção da unidade partidária, a única forma para revitalização do partido.
Se isso passar, o senhor se colocaria como candidato?
Só me colocaria se fosse convocado. Se houver dentro do partido segmentos propondo meu nome. É constrangedor assumir uma postura de candidato de si mesmo. É evidente que existem outros nomes à frente, que estão nacionalmente mais lançados, como o Aécio [Neves], o [José] Serra, o [Geraldo] Alckmin. Aqueles que já disputaram a Presidência levam vantagem em qualquer pesquisa. A única forma de ser amplamente conhecido do público é disputando eleições. Se adotarmos as primárias, outros nomes que não têm uma participação mais intensa nacionalmente poderão dar boa contribuição ao debate e esquentar o processo eleitoral interno.
As prévias são um remédio para a polarização entre Serra e Aécio?
Ninguém pergunta se há de verdade essa polarização. Só se escreve que há. Mas a militância nunca é consultada. Eu próprio não sei. Por quê? Porque o partido não é feito apenas de governadores, senadores e deputados. O partido é construído pela sua militância. Esses não foram ouvidos sobre a sucessão presidencial.
Então o senhor acredita que a militância não quer essa polarização?
Não creio que a polarização tenha seguidores. Mesmo aqueles que são adeptos de Aécio ou do Serra não gostam dessa discussão, desse cenário de que o partido é disputado por duas lideranças e os demais são massa de manobra.
O senhor chegou a ser anunciado como vice de José Serra em 2010. Se tivesse sido confirmado como candidato, algo poderia ter sido diferente?
Não sei se o resultado, mas o tom da campanha seria diferente. Até porque quando o Serra me comunicou que eu seria o vice, fui autorizado a manter o tom crítico. Nós teríamos certamente uma campanha com um discurso mais forte.
Ser mais crítico na campanha traria pelo menos um legado mais forte para o partido? O PSDB parece meio sem rumo desde 2010.
Nós temos que colher lições da eleição passada. Não é produtivo apenas ficar chorando o leite derramado e discutindo erros cometidos.
Serra vinculou essa decisão à candidatura do seu irmão, Osmar Dias (PDT), ao governo do Paraná. Qual é a verdade dessa história?
Essa é a verdade. O DEM havia concordado com a minha candidatura e o surgimento repentino da candidatura do Osmar passou a ser o pretexto que eles esperavam para reivindicar a vice. Tanto é que isso só aconteceu no último momento. Eu já era o candidato, já estava em campanha.
Como ficou a relação com o Osmar depois desse episódio?
Nosso relacionamento é ótimo. Ainda ontem pela manhã estive com ele no aeroporto em Curitiba e conversamos um pouco. Nada sobre política, mas sobre outras coisas. Alegremente.
É difícil ser líder da oposição e ter um irmão que está no governo?
Nessa posição que ele está [vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil], não. É uma posição mais técnica, em que ele não está exposto politicamente. Não cria constrangimentos. Se ele estivesse num ministério, com problemas sérios, que exigisse discurso forte da oposição, aí sim haveria um constrangimento.
Muita gente comenta que o senhor seria candidato por outro estado em 2014. Alguém procurou o sr. para tratar disso?
A verdade é que há convites, sondagens. No caso de Brasília, houve um convite público. Num evento do PSDB local, o presidente anunciou em nome do diretório que gostaria que eu mudasse de domicílio e disputasse o governo de Brasília. No caso do Rio de Janeiro, o presidente de honra do partido no estado sondou a possibilidade de eu me transferir para lá. Há essas sondagens, mas eu não pretendo deixar o Paraná. Não sei qual vai ser o meu projeto político em 2014. Estou adiando qualquer decisão para 2013, provavelmente metade do ano. Não sei qual a missão que o partido vai me impor. Mas sair do Paraná está fora de cogitação.
O senhor teme não ter legenda no PSDB para se candidatar à reeleição em 2014?
Não temo. É evidente que estou afastado das questões partidárias no estado, em função de algumas circunstâncias. Mas não creio que isso seja um obstáculo para que eu dispute a eleição. Um partido que luta pelo poder não pode ser um clube de amigos. A busca pelo poder nacional é algo que deve ser prioridade absoluta do PSDB. Tem que escalar para jogar aqueles que estiverem em melhor situação junto ao eleitorado. Só teria dificuldades de disputar a eleição no Paraná se eu próprio chegasse à conclusão de que é o momento de parar.
Por que a relação entre o senhor e o governador Beto Richa ficou tão ruim?
Porque não houve o cumprimento de um compromisso que é essencial para a boa relação. Isso ocorreu na fase de escolha do candidato ao governo [do Paraná, em 2010]. Eu não poderia disputar o governo sem o diretório [do PSDB]. Então houve uma prorrogação daquele diretório. Eu disse que aceitaria desde que o candidato fosse escolhido por pesquisa. Houve uma concordância. Nas duas pesquisas que eu apresentei na época eu tinha boa vantagem. Não se respeitou isso e aí eu me afastei. O que eu não concordo é que o projeto nacional ficou no segundo plano, quando deve estar sempre em primeiro lugar.
Então o senhor gostaria de voltar a ter um diálogo com o governador?
Isso no momento adequado vai ocorrer ou não. Não vejo necessidade de antecipar fatos. Nós estamos longe de decidir o projeto eleitoral de 2014 no que diz respeito a nomes. O que eu tenho é que ficar aqui cumprindo o meu dever e aguardando o momento das decisões. Se for para disputar eleições no Paraná, vou disputar. Se eu considerar que é o momento de parar, eu vou parar. Se o partido me convocar para outra competição, também estou à disposição.
O senhor falou em parar muitas vezes nesta entrevista. Está nos seus planos?
Só a população determina se eu devo parar. Não são as injunções partidárias ou os interesses políticos de um e de outro. Por isso eu acho muito difícil que eu pare. Eu confio que a população continua dando respaldo. Se eu estivesse com problemas de saúde, por exemplo, eu pararia. Os adversários dizem que eu tenho uma saúde irritante. Mas eu acho que ainda tenho muita lenha para queimar.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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