quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alvaro Dias se coloca como alternativa do PSDB para 2.014



Do Blog Roseli Abrão

O senador Alvaro Dias, líder do PSDB no Senado, está se colocando como uma alternativa do partido para disputar a sucessão da presidente Dilma Roussef nas eleições de 2.014.

Em entrevista a rádio Jovem Pan, que ganhou reportagem no site “Congresso em Foco”, o senador paranaense disse que a intenção é fazer o partido sair da polarização entre o senador mineiro Aécio Neves e o ex-governador de São Paulo José Serra.

Para Alvaro Dias, a imposição dos nomes de Aécio e Serra atrapalha a “unidade partidária”.

Por isso, defende a realização de prévias partidárias para a escolha do novo candidato.

Nas últimas eleições presidenciais, os candidatos tucanos foram escolhidos por um pequeno grupo, composto em sua maioria por partidários paulistas.
Uma vez chamado, o senador garante que encara nova disputa (ele tentou ser candidato à Presidência da República em 1989, quando disputou a indicação do PMDB com Ulysses Guimarães).

Não podemos fugir a esta responsabilidade. O PSDB tem uma enorme responsabilidade, que é apresentar uma proposta alternativa de poder para o país. Uma proposta consequente, inteligente, responsável, mas que signifique mudança desta realidade, afirmou.

Para Alvaro, “o melhor ambiente para a proposta do debate é a realização de eleições primárias. Assim, todos os postulantes, de perfis diversos, poderão colocar seus nomes para que o debate ocorra. Nós vamos revitalizar o partido, conferindo a ele uma maior organização, com filiações em massa. Nós vamos, certamente, construir uma unidade – porque quem participa de um processo democrático não tem autoridade moral e política para ser dissidente”, acrescentou.

Um tucano revoltado

Do Blog Cicero Cattani

Com quem vai estar o senador Alvaro Dias, figura emblemática da política paranaense e líder do PSDB no Senado, nas eleições para prefeito de Curitiba? Nada mais explicito que a nota seguinte:

“Fruet foi cuspido do PSDB”

Em entrevista a rádio CBN na manhã desta quinta-feira (19), o senador Alvaro Dias (PSDB) lamentou a saída de Gustavo Fruet do partido e condenou o iminente apoio do PSDB ao projeto eleitoral do atual prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), que tentará a reeleição em outubro.

“O Gustavo foi cuspido do PSDB. Não se permitiu que ele tivesse a oportunidade de disputar a Prefeitura de Curitiba mesmo sendo líder nas pesquisas. Ele não deixou o partido porque queria deixar. Foi forçado. É um político ético e um grande quadro da política paranaense”, afirmou o senador.

Alvaro Dias detonou ainda a postura dos caciques tucanos do Paraná  -capitaneados pelo governador Beto Richa – que insistem em abrir mão da candidatura própria para apoiar Luciano Ducci em Curitiba. “É um erro. O partido está priorizando interesses pontuais. Não concordo. Era uma orientação da direção nacional do PSDB para que o partido disputasse a eleição de 2012 em todas as capitais onde tivesse uma candidatura viável. E, em Curitiba, tinha o Gustavo Fruet”, completou Dias.

Disputa por espaço e o foco em projetos pessoais de poder colocaram o PSDB em uma posição medíocre, diz ex senador Arthur Virgílio

Do Lauro Jardim, na Coluna Radar on-line

Exilado há pouco mais de um ano em Portugal, como gosta de dizer, Arthur Virgílio faz planos para retornar ao cenário político no começo de março, quando pretende procurar Sérgio Guerra, Aécio Neves e José Serra para dizer ao trio o que pensa sobre o momento atual do PSDB.

E o que Virgílio pensa é algo que boa parte do tucanato gostaria de debater em voz alta. Para Virgílio, a disputa por espaço e o foco em projetos pessoais de poder colocaram o PSDB em uma posição medíocre. Ele diz:
– De uma união forte entre Minas e São Paulo, o partido aceitou o papel medíocre da divisão.

Sem citar nomes, Virgílio critica o foco exagerado na disputa presidencial de 2014, entre Aécio e Serra, e argumenta que uma derrota eleitoral neste ano causaria estragos incalculáveis ao PSDB:

– Todo cidadão que acha que tem de ser presidente porque está na vez ou porque é seu destino deve tomar um calmante neste momento e pensar no fortalecimento do partido.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Candidata deixa prova do Enem 2011 em branco e tira nota maior que a mínima

Rafael Targino, Do UOL

Mesmo deixando prova em branco, candidata tirou mais que pontuação mínima no Enem
Mesmo deixando prova em branco, candidata tirou mais que pontuação mínima no Enem
Uma candidata que fez o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 e entregou a prova em branco tirou notas maiores que as mínimas registradas no teste. Além disso, ao questionar o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) sobre o motivo, recebeu um documento com uma série de erros de português.

Mônica Nunes é professora de física em um cursinho de Campinas (SP) e foi fazer a prova para poder levar o caderno de questões. A docente afirma que chegou a resolver a prova da disciplina que leciona, mas não passou a resposta para o gabarito –nem da prova de física, nem de nenhuma outra. Ela somente assinou a folha de respostas e preencheu a frase de verificação. “Eu deitei e dormi. Dormi o tempo inteiro”, diz.

Veja as notas

Prova Nota mínima Nota da candidata
Linguagens e códigos 301,2 304,2
Matemática 321,6 321,6
Ciências humanas 252,6 252,9
Ciências da natureza 265,0 269,0
Redação 0 0

Mônica diz que foi checar o resultado por curiosidade e se assustou quando viu que só tinha uma nota zero –a da redação. “Imaginei que fosse encontrar um monte de zero. Um professor de matemática, que é meu namorado, preencheu matemática direitinho. Ele tinha chutado todo o resto da prova. Mesmo com os chutes, havia tido uma nota razoável”, conta.

Por causa da TRI (Teoria de Resposta ao Item), não é possível tirar nota zero nas provas objetivas, só na redação. As menores notas possíveis são exatamente as mínimas, divulgadas pelo MEC (Ministério da Educação) no final de dezembro. Ao saber disso, Mônica decidiu questionar o Inep o motivo de não ter ficado com o mínimo em três provas.

Erros de português

Ela entrou em contato com o “Fale com o Inep” no dia 2 de janeiro. A resposta continha problemas de concordância e de acentuação: Veja

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E o Troféu Algemas de Ouro vai para ...

Isadora Peron, de O Estado de S.Paulo

O movimento anticorrupção 31 de Julho encerrou no domingo, dia 15 de janeiro, a votação no Facebook para escolher os políticos que mais abusam dos “malfeitos” no País.

Quem venceu a competição – com folga – foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que recebeu 59,5% dos quase 7 mil votos. Em seguida veio o ex-ministro José Dirceu (PT), com 18,8%, e a deputada Jaqueline Roriz (PMN), com 8,4%.

Os três “competiram” com os seis ministros do governo Dilma demitidos ano passado após denúncias de irregularidades. Os critérios para a escolha dos candidatos foram definidos pelos organizadores do concurso.

A entrega do Troféu Algemas de Ouro está marcada para quinta-feira, dia 19, no baile pré-carnavalesco batizado de “Pega Ladrão”. A festa a fantasia acontece no Clube dos Democráticos, no tradicional bairro carioca da Lapa.

Segundo os organizadores do evento, a ideia do concurso surgiu para dar prosseguimento, de uma maneira mais leve e bem-humorada, às manifestações contra a corrupção que começaram ano passado.

Confira o resultado final da enquete no Facebook:

1º Lugar – Algemas de Ouro – José Sarney
2º Lugar – Algemas de Prata – José Dirceu
3º Lugar – Algemas de Bronze – Jaqueline Roriz

Pessimista, PT cogita substituir Haddad em SP

Do Portal claudiohumberto.com

Subiu no telhado a candidatura à prefeitura de São Paulo do ministro Fernando Haddad (Educação), daí o adiamento de sua saída do governo, prevista por ele mesmo para meados de janeiro. Há dias, Haddad disse que Dilma havia solicitado para ele “ficar mais um pouco” no cargo. A idéia foi de Lula, agora pessimista com as pesquisas e a falta de entusiasmo da militância, que prefere Marta Suplicy na disputa.

O ex-presidente Lula forçou a barra no PT para entronizar Fernando Haddad como candidato, mas concluiu que ele não é nenhuma Dilma.

Quando escolheu sua chefe da Casa Civil como sucessora, Lula tinha o que dizer de sua capacidade como gestora. Já sobre Haddad...

A gestão de Haddad é marcada por vexames nas provas de avaliação e por polêmicas desnecessárias, como o kit gay arquivado por Dilma.

As próximas pesquisas sobre a disputa paulistana definirão o futuro da candidatura Haddad. Se não der sinal de vida, será sepultada.

sábado, 14 de janeiro de 2012

O recado de Alberto Goldman confirma que a Executiva do PSDB é controlada pelos partidários da rendição sem luta

Do Blog Augusto Nunes

No comentário de 1 minuto para o site de VEJA, registrei nesta sexta-feira que, pelo teor do “balanço crítico sobre o primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o PSDB vai acabar inventando a oposição a favor. Só depois de gravado o programa recebi, por e-mail, o seguinte recado do ex-governador Alberto Goldman:

“O texto publicado no site do PSDB, diferente do texto que eu havia produzido, seria discutido na Executiva do Partido. Porém ela não teve conhecimento do texto proposto, portanto não o discutiu, muito menos o aprovou. Não consegui, até agora, saber quem o modificou, nem quem o colocou no site do Partido como texto aprovado. Observação importante: o texto foi coordenado e produzido por mim ( com uma equipe, é claro ) a pedido do próprio presidente Sergio Guerra”.

As informações reafirmam a seriedade e a coerência de Goldman. E mostram do que são capazes os oposicionistas mais governistas da história, que aprovaram arbitrariamente o “balanço crítico” sem paternidade definida. “Esse documento mostra para a sociedade que o PSDB segue cumprindo seu papel de oposição responsável”, recitou Sergio Guerra. “Responsável”, na novíngua tucana, quer dizer capitulacionista. O monumento à tibieza não inclui o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nem as expressões “mensalão”, “inflação”, “Lei de Responsabilidade Fiscal” ou “Plano Real”. Certas manifestações de covardia, decididamente, exigem muito mais coragem que atos de bravura em combate.

As omissões são tão espantosas quanto a última frase do palavrório: “Mais uma herança maldita”, informa o fecho do capítulo que trata amavelmente da Copa da Roubalheira. Releiam: “mais uma”. Como se a inventada por Lula não fosse apenas outro embuste do farsante que, beneficiário do magnífico legado de FHC, agora é beneficiado (e com ele Dilma Rousseff) pela rendição sem luta dos poltrões que controlam a Executiva do PSDB.

Manual para cúpula do governo do Acre manda retuitar Tião Viana

A Secretaria de Comunicação do Estado distribuiu a assessores de todo o governo um manual com o título "Orientação para uso institucional das redes sociais pelas Assessorias de Governo".

O texto impõe obediência à propaganda do governo --"Unidade no discurso é fundamental"-- e enumera procedimentos a serem seguidos por todos os servidores na internet.

O item mais curioso é o 21: "Dê RT no @tiao_viana". Trata-se da conta no Twitter do governador Tião Viana (PT), o terceiro representante do grupo que comanda o Estado desde 1999.

Veja no Blog da Amazônia a matéria completa, inclusive a íntegra do documento.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Celular e e-mail depois do expediente podem render hora extra

Hugo Passarelli, do Economia & Negócios, no estadao.com

A Lei 12.551 aprovada pela presidente Dilma Rousseff no fim do ano passado promete gerar polêmica na relação entre empresas e trabalhadores porque abre uma brecha para o recebimento de hora extra por e-mail respondido ou ligação de celular fora do expediente. Não há consenso entre a classe jurídica sobre como será o entendimento dos juízes e, por enquanto, qualquer decisão vai depender da análise caso a caso.
O fato é que o texto da lei equipara as situações do trabalho tanto fora como dentro da empresa, garantindo todos os direitos trabalhistas para o empregado que, por exemplo, faz home office - daí a discussão sobre hora extra.

O advogado especialista em direito trabalhista, João Armando Moretto Amarante, esclarece que o pagamento ou não de hora extra dependerá da análise de cada caso. A princípio, ele diz, existe o direito desse pagamento adicional, mas o uso das tecnologias de comunicação é subjetivo. "Não significa que o empregado ficou à disposição da empresa o tempo inteiro se ele respondeu um e-mail durante a madrugada", afirma. Na opinião de Amarante, o pagamento de hora extra por causa da nova lei será exceção.
Para Ana Amélia Camargos, vice-presidente da Associação de Advogados Trabalhistas de São Paulo (AATSP), a lei deixa mais evidente que o trabalho à distância pode implicar num pagamento adicional. "Mas não quer dizer que antes, se fosse provado, o trabalhador não poderia pedir o pagamento de hora extra", diz.

É importante diferenciar, no entanto, a situação de trabalho à distância daquela em que não há jornada de trabalho, como expresso no artigo 62 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). "O trabalhador que tem atividades eminentemente externas e que não sofre controle de jornada também não tem controle de horas extras", afirma Geraldo Baraldi, especialista em direito trabalhista do Demarest Almeida. "Agora, se a empresa determina que o empregado fique online em determinado horário, ela está determinando uma jornada e, então, assumindo um eventual pagamento de hora extra", completa.

Do lado das empresas, Baraldi recomenda mais atenção no momento de estabelecer os termos do regime de trabalho. "Nós já temos recomendado aos nossos clientes que ajustem as políticas de home office com seus empregados", afirma. Uma das recomendações, ele conta, é limitar o uso de aparelhos corporativos após o expediente. LEIA MAIS

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hospital Regional de Joinville está sem água quente desde novembro

Do portal A Notícia

Os pacientes internados no Hospital Regional há mais de um mês não têm água quente nos chuveiros todos os dias. O problema, segundo o hospital, surgiu depois de uma reforma na sistema hidráulico.

Para resolver provisoriamente a situação, oito chuveiros elétricos foram instalados em cada setor para dar conta de atender a 147 internos. Antes, os pacientes contavam com 212 chuveiros.

No centro cirúrgico, por exemplo, estavam na terça-feira 25 pacientes. Desses, 20 dividiam a mesma unidade para banho. Os que não podiam se movimentar, tomavam o chamado banho de leito.

Pacientes e funcionários estão com medo de infecção. No setor de infectologia, onde estão internadas as pessoas com doenças transmissíveis, os pacientes tomam banho na cama.

Segundo o hospital, em 2010 uma empresa fez a reforma da rede de esgoto e, em novembro, começaram as obras no sistema hidráulico. O contrato previa a substituição da tubulação metálica, instalada há 25 anos, pela de PVC. O que não aconteceu. A empresa teria trocado apenas nas áreas com corrosões. Logo depois das obras, o sistema já começou a dar problemas porque, nas emendas, a parte de PVC derreteu. LEIA MAIS

Explicada a covardia tucana no caso de Bezerra

Leandro Colon e Natuza Nery, na Folha

O PSDB avisou o DEM que não será “protagonista” no cerco ao ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) e, em nome do senador Aécio Neves (MG), orientou o aliado a seguir sozinho contra o auxiliar da presidente Dilma Rousseff. 
 
De olho nas eleições de 2014, a ala tucana ligada ao mineiro não quer melindrar o PSB do governador Eduardo Campos (PE), presidente do partido e fiador da indicação de Bezerra à Esplanada. A legenda, tradicional parceira do PT, já é uma das principais forças políticas do Nordeste e sigla ascendente no Congresso Nacional.

Não por acaso, Aécio não quer se indispor com Campos, de quem é amigo e a quem tentará atrair para uma eventual dobradinha na próxima campanha presidencial. O recado do PSDB ao DEM foi dado no fim de semana em conversas sobre qual estratégia adotar diante da crise envolvendo o ministro.

Enquanto o primeiro deixou claro que uma ofensiva para desestabilizar Bezerra não interessa a Aécio, o segundo manteve posição mais beligerante. Conforme o cálculo de dirigentes do DEM, seria um trunfo contra o Executivo a queda do oitavo ministro de Dilma. Há, ainda, outra razão para a timidez tucana na crise: o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), não só representa o mesmo Estado que o ministro e Eduardo Campos como possui afinidades políticas com ambos.

Por enquanto, o PSDB vem adotando atitude mais protocolar nas cobranças ao ministro. Ontem, não assinou a representação que o DEM protocolou na Procuradoria-Geral da República pedindo abertura de investigação contra Bezerra. LEIA MAIS

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Gilberto Dimenstein: "Minha decepção com Lula"

Da coluna do Gilberto Dimenstein, na Folha.com

Há boas notícias sobre a recuperação de Lula. Prova disso é seu envolvimento na sucessão municipal, chegando a discutir, no hospital, com o prefeito Gilberto Kassab, uma aliança em torno de seu candidato à Prefeitura de São Paulo. Até já voltou a despachar. Mas compartilho aqui uma decepção.

Quando foi anunciado o câncer de Lula, eu tinha a ilusão de que ele transformaria a doença numa lição de saúde pública. Ou seja, ajudaria na campanha contra o tabagismo, usando seu extraordinário poder de comunicação.

Imaginei-o criando aquelas imagens que exercem um fascínio popular. Faria de seu arrependimento uma aula de saúde pública.
Certamente, muita gente pensaria um pouco mais antes de fumar.
Até agora nada. O pior é que não me sai da cabeça a imagem dele, na janela, ao lado de sua mulher, que fumava. LEIA MAIS

Comento
Pra mim, nenhuma surpresa.