terça-feira, 12 de julho de 2011

Deputados celebridades valeram os seus votos?

Fábio Góis Do Congresso em Foco
Dois jogadores de futebol, um campeão de boxe, um BBB, um ator e um palhaço. Eles viraram parlamentares. Vejam como eles se saíram neste primeiro semestre da legislatura, em reportagem do Congresso em Foco

Os brasileiros devem muito a um deles pela conquista da Copa do Mundo de 1994. Os gaúchos gremistas lembram-se da atuação de outro na defesa do gol do time nos anos de 1990. Quem gosta de boxe jamais esquecerá as conquistas do terceiro. Os fãs de Big Brother sabem bem quem ganhou a edição que consagrou a atriz Grazzi Massafera. Que telespectador não se emocionou vez ou outra com a atuação do quinto deles nas novelas? Quantos não cantaram ou se irritaram com o refrão da musiquinha “Florentina”?
Nas suas carreiras de origem, Romário, Danrlei, Acelino Popó, Jean Willys, Stepan Nercessian e Tiririca são mais do que conhecidos. São verdadeiras celebridades. Desde fevereiro, os seis tornaram-se também deputados federais. Somaram quase dois milhões de votos dos eleitores de seus Estados em outubro do ano passado.

Como eles têm se saído? Honram ou não a confiança de seus eleitores? Neste levantamento exclusivo, o Congresso em Foco mostra como atuaram até agora os parlamentares-celebridades. Romário furou a bola ou fez gol de placa? Popó nocateou ou foi nocauteado? Tiririca faz rir ou chorar? É o que se verá a seguir.

Quem tem acompanhado o desenrolar das atividades legislativas claramente percebe que, como parlamentares, são diferentes os graus de destaque de cada uma dessas celebridades. Esforçando-se para se desvincular da alcunha de ex-Big Brother, Jean Willys trabalha para se tornar uma referência nas discussões sobre homossexualidade e minorias. Antes de tropeçar neste fim de semana numa blitz da Lei Seca de trânsito, ao se recusar a fazer o teste do bafômetro, Romário vinha acertando na busca de informações sobre os gastos da Copa de 2014 e na luta pelos direitos dos deficientes. Mesmo com a história da blitz, Romário e Jean Willys têm sido os parlamentares-celebridades de maior destaque.

Numa posição intermediária, está o palhaço Tiririca. Embora acabe agora correndo o risco de se ver vinculado aos rolos de seu partido, o PR, do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, Tiririca tem compensado as suas possíveis deficiências com esforço. É um dos deputados mais assíduos do Congresso.

Finalmente, em termos de visibilidade, Stepan Nercessian, Popó e Darnlei continuam na lembrança ainda pelo que fizeram como ator, boxeador e goleiro. Suas atuações no Parlamento ainda são bem apagadas.
Futebol e Síndrome de Down

O deputado Romário tem surpreendido nos primeiros meses de mandato. O ex-craque da seleção não faltou sequer a uma sessão deliberativa e tem participado ativamente das discussões em comissões temáticas. Na Comissão de Turismo e Desporto, apresentou projetos de lei, relatou proposições e formalizou dezenas de instrumentos legislativos, como requerimentos de informação e indicação de atividades. Romário pediu – e o colegiado acatou a ideia – que fosse encaminhado convite ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, para esclarecimentos sobre as denúncias de corrupção supostamente praticadas na entidade.
  • O deputado Romário surpreendeu e não faltou sequer a uma sessão deliberativa. Ele tem participado ativamente das discussões em comissões temáticas
Na semana passada, Romário conquistou a primeira vitória parlamentar significativa. Foi por ocasião da Medida Provisória 529/2011, aprovada com uma emenda sua que beneficia portadores de deficiência. A matéria amplia a concessão do chamado Benefício de Prestação Continuada, destinado a idosos e pessoas incapacitadas para a vida independente.

“O momento em que eu fui mais feliz foi em 94, quando ganhei a Copa do Mundo. Então, depois do futebol, hoje com certeza foi um dos momentos mais felizes da minha vida”, disse Romário ao Congresso em Foco, após a aprovação da MP na última quarta-feira (6).

No caso, há uma explicação de ordem pessoal. Romário decidiu que a defesa dos portadores de deficiência será uma das principais bandeiras da sua atuação parlamentar por conta de sua filha, Ivy Bittencourt. Com seis anos, Ivy tem Síndrome de Down.

“Hoje, eu cheguei à conclusão de que eu poderia ter chegado a essa Casa antes. Porque as pessoas, realmente, me têm aqui como celebridade, como ídolo, mas o mais importante que conquistei aqui nesses cinco meses foi a credibilidade, a confiança das pessoas em mim”, observou o “Baixinho”.
Deputado, Romário não deixa de ser celebridade. E, como tal, o deputado já virou em Brasília garoto-propaganda de uma concessionária de veículos Volkswagen. Na televisão, o deputado pelo PSB do Rio de Janeiro anuncia o “Desafio Disbrave do Gol baixinho”, uma campanha para vender automóveis Gol.

Direitos humanos
Outro destaque deste início de legislatura foi o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). Antes dele, o estilista Clodovil era também homossexual assumido. Mas Clodovil recusou-se a ser um defensor das causas dos homossexuais. Assim, Jean Willys é o primeiro deputado gay a ter como bandeira a defesa das minorias sexuais. E ele tem obtido relativo sucesso ao se tornar referência na discussão desses temas.
  • Jean Willys trabalha para se tornar uma referência nas discussões sobre homossexualidade e minorias e esforça-se para se desvincular da alcunha de ex-Big Brother
Antagonista do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), radical no combate ao que considera desvios morais, Jean tem ganhado espaço ao promover audiências públicas com comunidades LGBT, em um Parlamento antes pouco afeito às discussões de assuntos-tabu.

“Eu inseri na pauta os direitos humanos na questão LGBT. Há uma tendência de se descolar a violação dos direitos dos homossexuais da violação aos direitos humanos”, declarou Jean ao Congresso em Foco na última sessão de deliberações plenárias do semestre. Ele disse que já esperava um confronto com parlamentares como Bolsonaro, que rejeitam avanços na legislação acerca da sexualidade.

“Olha, eu achei. Eu sou gay, né? Eu sei o que é que enfrento desde que me assumi, desde que me entendo por gente. Sei que enfrento uma ordem homofóbica aqui, eu não imaginava que o Congresso fosse diferente. Muito pelo contrário. Aqui, sindicalistas e ruralistas dão os braços na hora de tirar direitos de LGBT, de mulheres, e por aí vai”, resigna-se, acrescentando que o conservadorismo de determinados setores não o intimida.

Até porque, diz ele, “aliados importantes” o estimulam a avançar em suas bandeiras legislativas. Ele cita como parceiros de causa deputados da Comissão de Direitos Humanos e mulheres como as senadoras Marta Suplicy (PT-SP), Lídice da Mata (PSB-BA) e Marinor Brito (PSOL-PA) e as deputadas Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) e Érika Kokay (PT-DF).

Jean diz que vem trabalhando uma média de 20 horas diárias. Com sete ausências em 55 sessões deliberativas em plenário, das quais duas faltas sem justificativa, Jean também tem manifestado comprometimento com suas plataformas de campanha. Integrante da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão – com atuação em outras frentes, como a de Combate à Corrupção –, o deputado apresentou com Romário e Rogério Carvalho (PT-SE) projeto de lei que também beneficia deficientes, relatou proposições e assinou representações do PSOL contra Bolsonaro no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar.

Demonstrando estar atento à movimentação e às pendências da legislatura anterior, Jean também é autor de requerimento pela inclusão, na pauta da ordem do dia (sessão plenária deliberativa), da Proposta de Emenda à Constituição 300/2008, que equipara, entre outras providências, o salário de policiais e bombeiros civis e militares à maior remuneração praticada no Brasil, em Brasília.

“Deixando a modéstia de lado, acho que minha atuação parlamentar, para um marinheiro de primeira viagem, é muito mais profícua, produtiva do que a de outros que têm até mais de três mandatos”, resumiu o deputado.

Bastidores
Já os outros quatro deputados-celebridade tem tido atuação discreta, de bastidor, embora com pertinência legislativa e efetividade práticas. O deputado Tiririca, monossilábico nos primeiros dias de contato com o Parlamento, parecer ter recebido treinamento adequado para começar a se posicionar na imprensa. Ainda na fase de aprendizado, já apresentou três projetos de lei, todos relacionados à área da educação, sua bandeira de campanha.
  • Tiririca, monossilábico nos primeiros dias de contato com o Parlamento, parecer ter recebido treinamento adequado e, ainda na fase de aprendizado, já apresentou três projetos de lei, todos relacionados à área da educação, sua bandeira de campanha
“Graças a Deus, estou bem adaptado. Estou gostando muito. Muita gente me falou: ‘Rapaz, tu vai gostar e se apegar às coisas’. Graças a Deus, a gente está fazendo alguma coisa aqui pelo povo”, declarou Tiririca ao Congresso em Foco, na última sessão plenária antes do recesso de meio de ano, dizendo-se satisfeito com suas primeiras ações no Congresso.

Como Romário, o lado celebridade de Tiririca também vem à tona. Se sua atuação no Congresso ainda não é a de maior destaque, ele foi a estrela do último programa do PR na TV. Com sua indumentária de palhaço, Tiririca foi ao programa dizer ao eleitor que já aprendeu algumas coisas como deputado (na campanha, ele dizia não saber o que um deputado fazia – “Mas vota em mim que depois te conto”, emendava). Ao lado de outros dois palhaços que apresentava como sua mãe e seu pai, ele dizia não tê-los contratado para seu gabinete.

Na ocasião da entrevista ao Congresso em Foco, Tiririca havia acabado de deixar uma reunião de emergência do PR na Câmara, quando fracassou a tentativa de indicação do substituto de Alfredo Nascimento, demitido após uma série de notícias negativas. “Tranquilo, tranquilo. Não foi nada provado. Além disso, o ministro pediu demissão. Tivemos uma conversa agora com o pessoal lá [na liderança do PR] e está todo mundo tranquilo”, completou o deputado, que, a exemplo de Romário, registrou presença em todas as 55 sessões deliberativas deste primeiro semestre.

Compromissos partidários
Stepan Nercessian (PPS-RJ), Danrlei de Deus (PTB-RS) e Acelino Popó (PRB-BA) foram os deputados-celebridade mais discretos deste início de legislatura. São eles que também reúnem o maior número de faltas em sessões deliberativas: 18 ao todo. Popó faltou nove vezes, seis delas sem justificativa; Stepan somou sete ausências, duas sem explicação formalizada; e Danrlei, menos faltoso dos três, tem apenas duas faltas com justificação apresentada à Secretaria Geral da Mesa. A maioria das ausências foi justificada em razão de compromissos partidários, que por vezes implicam viagens para suas respectivas bases regionais.
  • Já Popó apresentou dois projetos de lei. Um deles é o PL 734/2011, que autoriza a criação do Programa Viver de Bem – Sem Estigma e Preconceito no Brasil
Por serem ex-atletas, Danrlei e Popó têm se dedicado a temas relacionados ao esporte – ambos são membros titulares da Comissão de Turismo e Desporto. Danrlei é autor, entre outras proposições, do Projeto de Lei 1682/2011, que estabelece modalidades de incentivo para clubes esportivos que formem ou mantenham equipes profissionais de futebol feminino. A matéria aguarda despacho da Presidência da Câmara.

Já Popó apresentou dois projetos de lei. Um deles é o PL 734/2011, que autoriza a criação do Programa Viver de Bem – Sem Estigma e Preconceito no Brasil, que visa “dar visibilidade aos direitos humanos dos grupos populacionais marginalizados pela discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”. A matéria aguarda parecer na Comissão de Direitos Humanos.

Pseudo-novato
Presidente do Retiro dos Artistas desde 1999, o também ator Stepan Nercessian não é propriamente um novato na política: ele exerceu mandato de vereador pelo Rio de Janeiro entre 2005 e 2008, tendo sido reeleito para novo mandato, que acabaria em 2012 (ele teve de licenciar para disputar vaga na Câmara). O deputado também presidiu a Funarte no Rio de Janeiro, entre 1999 e 2000, e o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Rio, entre 1995 e 2007.

Membro titular das comissões de Educação e Cultura e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, Stepan tem tido desempenho considerado bom nesses colegiados, que representa a fase inicial de tramitação de projetos.
Ele é autor de uma proposta de emenda à Constituição e três projetos de lei. A PEC 15/2011, que aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça, acrescenta conteúdo a artigos da Constituição para promover a criação de Conselhos de Ética nas Assembléias Legislativas Estaduais e nas Câmaras Municipais, entre outras providências.

Um dos projetos de lei de Stepan, o PL 1503/2011, pretende incluir a terça-feira de Carnaval entre os feriados nacionais. Aguardando parecer na Comissão de Educação e Cultura, o projeto altera a Lei 662/1949, que declara como feriados nacionais os dias 1º de janeiro, 1º de maio, 7 de setembro, 15 de novembro e 25 de dezembro.

O Congresso em Foco fez contato por telefone e e-mail com todos os deputados. A reportagem conseguiu falar pessoalmente apenas com Romário, Jean e Tiririca. Os demais ainda não deram retorno ao site, que está aberto a qualquer hora para registro de declarações dos parlamentares.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Paulo Sérgio Passos é novo ministro dos Transportes

Natuza Nery e Márcio Falcão, na Folha

A presidente Dilma Rousseff convidou o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, para assumir a pasta em caráter definitivo.

Passos entra na cota do PR (Partido da República), embora a legenda tenha dito anteriormente preferir um outro nome com mais trânsito com as bancadas da sigla no Congresso.

Ele aceitou o convite, segundo confirmou em nota o Palácio do Planalto, e assume no lugar de Alfredo Nascimento, que deixou a pasta após denúncia de superfaturamento em contratos.

Dilma chegou a convidar o senador Blairo Maggi (PR-MT) para suceder Nascimento. O ex-governador, no entanto, decidiu não aceitar a proposta por ver impedimentos legais para assumir o posto, uma vez que suas empresas têm contratos com o governo e no setor de transportes.

Maggi é o padrinho político do diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes), Luís Antônio Pagot --também afastado do cargo depois de denúncias de corrupção no órgão e no Ministério dos Transportes.

No Palácio do Planalto, há um temor em relação ao depoimento de Pagot no Congresso na terça-feira. Ele poderia estar magoado com a forma que foi afastado do governo e poderia tentar envolver outros membros do Executivo em novas denúncias.

Câmara de Joinville aprova lei que beneficia quem tem imóveis irregulares

Do Portal do Jornal A Noticia

Hoje, segundo levantamento da administração municipal, há cerca de 28 mil imóveis irregulares em Joinville. São casas ou comércios construídos em desconformidade com a lei vigente na cidade. Falta de vagas de estacionamento, recuo menor que o exigido e mais andares do que o permitido são alguns exemplos comuns.

Para tentar resolver ao menos parte desses problemas, a Câmara de Vereadores aprovou, na semana passada, a quarta versão da Lei Cardozinho, como popularmente ficou conhecida a facilidade de se regularizar residências e empresas após o pagamento de multa à Prefeitura.

Criado em 2007 pelo vereador do PPS, o texto autorizou que quem tivesse imóvel com irregularidade pudesse acertar as pendências com o governo após pagar uma taxa. Para isso, a pessoa recebe fiscais da administração municipal que avaliam as infrações.

Da visita, sai um cálculo com o valor que deve ser pago para se conseguir a regularização.

— Não queríamos dar anistia para ninguém. Cada um pagou os erros do passado. O objetivo era aliviar o Judiciário, regularizar situações sem solução visível e melhorar o caixa da Prefeitura —, conta José Cardozo (PPS), autor do texto.

Já foram publicadas três versões da lei. Em 2008 e 2009, o texto ganhou reedições com pequenas mudanças, como parcelamento do pagamento em até seis vezes e a diminuição do valor da cobrança pela metade, considerada alta no primeiro ano.

Mesmo assim, até hoje, a Lei Cardozinho ainda não atendeu à maioria das pessoas a quem estava destinada. Apenas 2,5% daqueles que pretendiam regularizar sua situação usaram a regra. Isso representa 983 donos de imóveis.

Destes, 689 já pagaram toda a multa e 294 ainda têm pendências com a administração municipal. O pagamento gerou um caixa de cerca R$ 1,5 milhão para o Executivo. O dinheiro, que vai para um fundo dividido entre Seinfra (60%) e Conurb (40%), deve ser usado para melhorias no setor de controle urbanístico.

Para atender a mais gente, o vereador Manoel Bento (PT) reeditou a medida, que agora oferece o parcelamento em até 36 vezes e a diminuição do valor pela metade – cada problema apontado vai custar um quarto de UPM, antes era meia UPM. O petista acredita que, nas primeiras versões, a lei não obteve sucesso porque o ajuste tinha custo elevado e faltavam opções de parcelamento.

— É a melhor solução que encontramos. Pode não ser ideal, mas não estamos apenas regularizando. Fazemos uma análise criteriosa e a pessoa paga multa.

Falta agora a sanção do prefeito Carlito Merss.

Questionamento e resistência

Mesmo indo para a terceira reedição, a Lei Cardozinho enfrentou resistências na Câmara de Vereadores. Na análise do projeto na Comissão de Urbanismo, os técnicos do Legislativo se mostraram contrários ao projeto.

Segundo Maurício Rosskamp, advogado do setor jurídico da Câmara, a proposta deveria ser irregular porque funcionaria como uma outorga onerosa. Ou seja, a pessoa paga para poder cometer a infração.

— O nosso entendimento mostra que a situação é de uma outorga onerosa. Além de a lei não funcionar, já que foram poucos que aderiram a ela, o texto incentiva as pessoas a continuarem praticando irregularidades —, disse na reunião da comissão, semanas atrás.

Lauro Kalfels (PSDB), presidente da Comissão de Urbanismo, também é contra.

— Todo ano, reeditamos a lei e ninguém adere. Isso porque todo mundo sabe que pode continuar construindo errado que no ano que vem a Câmara aprovará outra lei facilitando para eles —, reclama.

Mesmo com as reclamações ouvidas no Legislativo, o Ippuj não vê a proposta dessa maneira. Para Gilberto Lessa, gerente de planejamento, os usuários já cometeram os erros e agora vão pagar pelo equívoco.

— Outorga onerosa é a compra do espaço antes da construção —, explica.

Na Seinfra, as multas das edições da Lei Cardozinho já geraram melhora nos computadores da secretaria e nos equipamentos do setor de controle urbanístico. Já foram gastos R$ 303 mil do total destinado à Conurb. Segundo Giana May Sangoi, gerente de aprovação de projetos, mais pessoas devem procurar o órgão com a diminuição do valor cobrado pela regularização.

— Ao longo das versões, vem diminuindo. Assim, dá a entender que as pessoas podem esperar mais, que ficará mais barato. Mas, pelo menos, mais gente está regularizando os alvarás —, comenta.

Pagar para não perder alvará
Dono de uma empresa de prestação de serviços e empregando 17 pessoas, Augustinho Aparecido da Costa é uma das pessoas que serão beneficiadas com a aprovação da nova Lei Cardozinho. Funcionando no bairro Comasa, a casa que hospeda sua empresa tem um recuo frontal menor do que o permitido.

Dois metros da parede de entrada da casa precisariam ser demolidos para o imóvel estar dentro das regras. Seria como abrir a sala e o quarto da casa de Augustinho.

Além disso, caso não consiga a regularização, em breve ele perderá o alvará provisório que tem para tocar seu empreendimento naquele local. Com isso, precisará alugar um local no Centro para continuar o negócio.

— Não quero que isso aconteça. Trabalhamos com orçamento apertado. Um novo lugar demandaria secretária e isso poderia significar alguém daqui ter que deixar o emprego —, argumenta.

A casa foi construída há 24 anos. Desde lá, passou por poucas alterações. Mesmo assim, Augustinho reclama que a casa só passou a ser colocada como irregular depois da nova lei de zoneamento. “Antes não havia toda essa definição. Virou irregular de uma hora para outra”, diz.
Outro problema que contribuiu para o aumento no número de casas irregulares foi a incorporação de regiões que pertenciam a outras cidades (e tinham outra lei), como os loteamentos Itaipu, Ana Júlia, Jardim Edilene, Gabriela e parte do Estevão de Matos (antes de Araquari), que também fizeram a conta engordar.

sábado, 9 de julho de 2011

PSD de Joinville tem 62% de assinaturas inválidas

Portal do Jornal A Notícia

Mais da metade das assinaturas apresentadas pelos representantes do PSD aos cartórios eleitorais nos oito municípios que integram a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Joinville (SDR) não possuem validade.

De um total de 4.056 assinaturas, 2.517 não passaram pelo crivo do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, o que corresponde à rejeição de 62% do total. Na prática, 1.539 nomes foram autenticados, o que significa que entram na conta das assinaturas necessárias para que a Justiça Eleitoral reconheça a criação do PSD.

A maioria dos erros encontrados nas listas entregues nos cartórios são de assinaturas que não conferem com as das últimas eleições. Há ainda casos de número errado do título de eleitor, de documento cancelado ou de pessoas que não estão registradas naquela zona eleitoral.

— Não são falsificações. Os problemas encontrados são comuns. Se o partido tiver a intenção, pode enviar novamente as assinaturas inválidas com os dados corretos, aumentando sua lista de apoiadores — afirma Iranel Moraes, chefe de cartório da 95° Zona Eleitoral de Joinville.

Números
Mesmo com o alto índice de rejeição de nomes na lista de apoiadores, o PSD de Joinville não está preocupado em mandar uma nova relação atualizada de apoiadores à Justiça Eleitoral. Como são necessárias apenas 3,8 mil assinaturas em todo o Estado (número já obtido), os dirigentes não têm razões para buscar esses nomes.

— Os erros são comuns, mas não há nada incorreto. Conseguimos um bom número de apoiadores e, ao menos que o diretório estadual peça, não iremos nos focar em ter mais apoiadores — fala o deputado Darci de Matos, um dos principais nomes da nova sigla em Joinville.

Para Kennedy Nunes, outra futura liderança do PSD, o número alcançado é mais do que suficiente.

— Ter nomes invalidados é normal, mas o PSD hoje é uma realidade. Precisávamos instaurar a sigla em seis cidades catarinenses, mas colocamos em 70 — observa.}

Em outras cidades catarinenses, o PSD encontrou problemas. Há cerca de 30 dias, em São Lourenço do Oeste, foram flagrados casos de irregularidades nas assinaturas. Até nomes de pessoas mortas faziam parte das listas. O Ministério Público Eleitoral começou a investigar o caso, mas ainda não concluiu a apuração.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Governo sonda Blairo Maggi, mas ele teme que ministério seja ruim para os negócios…

Sondado pelo Palácio do Planalto para assumir o Ministério dos Transportes, o senador Blairo Maggi (PR-MT) prometeu pensar no assunto até o começo da semana que vem. Mas adianta: "Minha inclinação é não ir", informa reportagem de Claudio Angelo, Catia Seabra, Maria Clara Cabral e Dimmi Amora, publicada na Folha desta sexta-feira.

Segundo Maggi, sua situação como empresário do ramo de navegação criaria uma situação "quase intransponível": ou o ministério seria colocado na berlinda, ou os seus negócios ficariam prejudicados. "Não vou colocar minha companhia em risco para ser ministro."
Marcelo Camargo - 7.jul.2011/Folhapress
Maggi (de gravata vermelha) pediu um tempo para avaliar se aceitaria ser ministro dos Transportes
Maggi (de gravata vermelha) pediu um tempo para avaliar se aceitaria ser ministro dos Transportes

Em encontro com lideranças do PR na quinta-feira (7), o deputado Lincoln Portela (PR-MG), o senador Magno Malta (ES), e o ex-titular da pasta Alfredo Nascimento comentaram sobre a possibilidade de Blairo assumir o ministério. Blairo, que estava presente ao encontro, pediu um tempo para avaliar a situação de suas empresas para resolver se aceitaria ou não assumir o posto em nome do partido.

"Ele é um bom nome, mas tem muitas coisas pendentes, coisas de suas empresas para resolver. Ele tem cerca de 5.000 funcionários, tem que ver se vai dar conta", disse Lincoln Portela.

Na prática, a cúpula do partido quer esperar para ver o que realmente pesa contra o senador. Qualquer ação trabalhista, por exemplo, poderia ser um telhado de vidro para o ministro que assumir no lugar de Nascimento


Complementando com Reinaldo Azevedo
Há abordagens que só existem no Brasil, por mais que a gente procure algo similar no resto do mundo. Hoje a imprensa de outros países está aí, leitor, no seu teclado. Algo de bastante perverso está em curso no país, e não é certo que a gente saia da areia. Por que isso? O governo se movimenta para fazer o senador Blairo Maggi (PR-MT), conhecido por ser o maior sojicultor individual do mundo, o novo ministro dos Transportes. É… De algum modo, ele é ligado à área, não é mesmo? Ocorre que Maggi era o chefe político de Luiz Antonio Pagot, afastado do Dnit por suspeita de corrupção. Ainda que o senador ignorasse tudo, o fato é que a solução poderia ser resumida assim: “Sai o afilhado, entra o padrinho”.

E Maggi? Está animado? É aqui que entra o que chamo de nossa abordagem ímpar da política. Ele teme que a nomeação possa ser ruim para os seus negócios. Eu sou viciado em lógica. Às vezes, até sofro por isso (pobrezinho…); não raro, chegam a me classificar de “polêmico” só porque pergunto, como fiz há pouco com Marina, “mas o que isso quer dizer?”. Adiante. Se o cargo de ministro pode ser ruim para os negócios de Maggi, suponho que o de senador seja bom e que o de governador do Mato Grosso tenha sido excelente.

Chegamos a um estágio de rebaixamento da vida pública que já beira a caricatura. É claro que Maggi não está especialmente talhado para o cargo. Mas é preciso nomear alguém do PR. Como fazer então? Onde encontrar o patriota do partido que consiga somar expertise técnica e, digamos, ética para assumir o posto?

E o que diz Maggi em on?
“Vou me reunir com o partido ainda hoje. Acabei de falar com algumas lideranças. O partido vai criar uma comissão para tratar desse assunto com a presidente da República e, portanto , depois de reunido esse grupo, a gente vai tomar uma posição a respeito. Inclusive da permanência no governo ou na solicitação de ficar nesse cargo ou não”.

Heeeinnn? Deixar o governo? Migrar para a oposição? O PR? Não adianta Blairo se candidatar a ministro da Piada porque a fila é gigantesca.

Petista é responsável por 90% das obras do Dnit, diz Pagot

Na Folha

Depois de perder o comando do Ministério dos Transportes sob acusações de corrupção, o PR manda ao governo seu recado: não quer pagar sozinho pelas denúncias que abalaram a pasta e já faz ameaças a petistas que estão na estrutura do órgão, informa reportagem de Catia Seabra, publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Ueslei Marcelino - 7.ago.07/Folhapress
O diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, que entrou de férias após suspeitas de corrupção
O diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, que entrou de férias após suspeitas de corrupção     

Afastado após ter o nome envolvido nas acusações, o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, deu ontem uma prévia de como será seu depoimento sobre o escândalo, programado para terça e quarta-feira no Congresso.

"O Dnit é um colegiado. O Hideraldo manda tanto quanto o Pagot", disse, em referência ao petista Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, e listando, em seguida, todo o colegiado do órgão.

Pagot e outros três nomes da cúpula do Ministério dos Transportes tiveram o afastamento determinado pela presidente Dilma Rousseff após reportagem da revista "Veja" sobre um suposto esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo servidores e órgãos ligados à pasta.

Dois --Mauro Barbosa da Silva, ex-chefe de gabinete do ex-ministro Alfredo Nascimento, e Luiz Titto Barbosa, assessor do gabinete-- tiveram a exoneração publicada no "Diário Oficial" na terça-feira (5).

Na quarta-feira (6), Alfredo Nascimento não resistiu às acusações e pediu demissão do cargo de ministro de Transportes.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

'O partido não vai sair sujo', diz Tiririca sobre crise nos Transportes

Na matéria do G1 que segue abaixo, o deputado Tiririca fala que seu partido, o PR, não vai sair sujo no escândalo de corrupção envolvendo o ministério dos transportes. O ministro do transportes Alfredo Nascimento, que acabara de pedir demissão é do partido do deputado Tiririca. Acontece que o partido realmente não vai sair sujo do episódio, a sujeira já está no DNA do partido.
Nos últimos anos, o PR sempre esteve envolvido nos maiores esquema de corrupção no Brasil.
Segue a matéria do G1 com Iara Lemos 
 
O deputado Tiririca participa de reunião da Comissão de Educação e Cultura da Câmara (Foto: Wilson Dias/AB) 
Deputado Tiririca (PR-SP), na Comissão de
Educação e Cultura da Câmara, em  março.
(Foto: Wilson Dias/AB)
Deputado federal mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, e garoto propaganda do PR em uma campanha pela ética na política, o deputado federal Tiririca (SP) disse nesta quarta-feira (6) que as denúncias de suposto superfaturamento em obras, que resultaram na queda do ministro Alfredo Nascimento, não devem afetar o partido.

"O partido não vai sair sujo. É uma coisa do ministro e da presidente Dilma. Eu acho que o partido não sai [sujo]"”, disse o deputado.

No começo da noite, Tiririca participou de uma reunião convocada pelo líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG), na qual os parlamentares começaram a traçar o perfil que o partido espera do novo ministro. A presidente Dilma Rousseff deve manter o Ministério dos Transportes sob a responsabilidade do PR.

Tiririca disse que conhece Alfredo Nascimento e o considera “um "cara bacana”". O deputado ainda disse que ficou “tranquilo” com a explicação do líder do partido para a saída de Nascimento do ministério e reforçou que o partido não deve sofrer prejuízos.

“"Ele [Portela] chamou todos nós e falou para a gente que não foi a presidente que demitiu, e sim ele [Nascimento] que pediu demissão.

Esclareceu e deixou a gente bem tranquilo. Da minha parte, eu sai bem tranquilo. Não tem nada a ver com o partido. Ele abriu vida dele, sigilo bancário essas coisas. E eu acho tranqüilo. Conheci ele, estive várias vezes com ele, é um cara bacana, uma pessoa boa. Não vai dar nada para o partido não”", afirmou.

Como garoto propaganda do PR em uma campanha pela ética na política, Tiririca diz que não se sente prejudicado com as denúncias que abalam o partido.

"“De maneira alguma [se sente prejudicado] como integrante do partido. Estou bem tranquilo. Sei do trabalho que estou fazendo, conheço o pessoal que estou trabalhando junto", disse o deputado.
Apesar de defender que o partido está tranquilo, o deputado diz que defende que haja investigação sobre as denúncias feitas. “

"Se tem [irregularidade] ainda não mostraram. Tem de punir mesmo. Se tiver tem de investigar, correr atrás. Nós estamos trabalhando, já mostrei projeto e estamos trabalhando para fazer alguma coisa pelo povo. Estou aqui pelo povo. Estamos usando o poder político para ajudar as pessoas", afirmou.”
Entenda o que levou à saída de Alfredo Nascimento do governo (Foto: Arte G1)

Comento:
A sujeira ao que parece já está no DNA do partido.

Para jornal argentino, Dilma enfrenta 'herança maldita' de Lula

Da BBC Brasil

A saída do segundo ministro de Dilma Rousseff por denúncias de corrupção em menos de um mês representa, segundo um artigo publicado nesta quinta-feira pelo jornal argentino La Nación, uma "herança maldita" deixada à presidente pelo seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma analogia à "herança maldita" que Lula dizia ter recebido na economia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o jornal aponta que os dois ministros derrubados por escândalos - Antonio Palocci, da Casa Civil, no mês passado, e Alfredo Nascimento, dos Transportes, na quarta-feira - eram ligados a Lula, de quem também haviam sido ministros.

"Já ao final de seu bem-sucedido governo, quando se preparava para deixar o poder nas mãos de sua afilhada política, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alardeava ter superado a 'herança maldita' que, em termos econômicos - com dívida e recessão - tinha lhe deixado seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso", diz o jornal.

"Agora, sua sucessora, Dilma Rousseff, enfrenta o desafio de se sobrepor à 'herança maldita' que, na política, parece ter lhe deixado seu padrinho", complementa o texto.

Defesa
O jornal comenta que, ao contrário da defesa que fez de Palocci, que havia sido seu coordenador de campanha e é membro do seu Partido dos Trabalhadores, com o ministro dos Transportes Dilma viu a tarefa de se livrar dele "pessoalmente mais fácil".

O artigo observa que Nascimento não está ligado aos dois partidos majoritários da coalizão governista, o PT e o PMDB, e afirma que sua agremiação, o Partido da República, "tem um peso menor e não poderá fazer balançar o governo com suas exigências, apesar de gozar de bastante influência entre os evangélicos".

Em outro texto, o jornal observa que o PR tem "uma mancha de nascimento", por ter sido criado a partir do antigo Partido Liberal, que teve vários dirigentes acusados de envolvimento no então escândalo do "mensalão", em 2005.

O diário comenta que a situação do ministro se tornou insustentável com a avalanche de denúncias de corrupção publicadas pela imprensa brasileira desde o fim de semana.

"Já bastante debilitado com a renúncia de Palocci no mês passado, o governo tentou ontem se mostrar forte e decidido, ao enfatizar que Dilma já havia retirado o apoio político a Nascimento no fim de semana", diz o texto.

Para o jornal, o grande problema agora para a presidente é que "a imagem da jovem administração de Dilma fica agora muito manchada, sobretudo se for levado em conta que em plena campanha também estourou um escândalo de tráfico de influências que envolveu quem era sua mão direita quando ela era ministra da Casa Civil e foi sua sucessora no cargo, Erenice Guerra".
Veja aqui no Jornal Argentino La Nación

Filho prodígio de ministro ficou rico aos 21 anos

Filho do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), Gustavo de Morais Pereira é um assombro ou seu pai é do tipo que faz milagres. O garoto se tornou empresário aos 18 anos de idade e aos 21 já era sócio de uma das mais importantes empreiteiras do Amazonas, a Forma Construções Ltda. Dois anos depois, os ativos da Forma, cujo capital social não passa de R$ 60 mil, já somavam amazônicos R$ 52 milhões.

Palocci perto desse é “bagrinho”. Imaginem um pacto de 1 mês sem roubar nesse país...

E ainda aparece sem vergonha , caco, jaguára, querendo voltar com CPMF.

Uma lástima em todos os sentidos.

Enviado por: Paulo Curvello
Balneário Camboriú

Ministro Tiririca

Radar Online, Lauro Jardim

A substituição de Alfredo Nascimento virou até piada na Câmara. Silvio Costa saiu aos berros do plenário com a seguinte pérola: “Pior do que está não fica, o ministro é o Tiririca”. O chiste teria mais graça não fosse um detalhe: a enorme votação de Tiririca ajudou a eleger Valdemar Costa Neto, um dos protagonistas do escândalo flagrado no Ministério dos Transportes.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Portal Transparência?

O portal transparência “joinville.sc.gov.br”  certamente é um avanço.

Apesar de a prefeitura tentar fazer crer, que é uma iniciativa própria. Não é.

O portal transparência, é uma determinação federal, ou seja, tem que fazer.

Na prática, para acompanhar esse portal e entendê-lo terá que ser técnico na área e olhe lá.

Jamais será transparente. Se fosse , começaria informando os nomes de quem detém,  cargo comissionado , horário de trabalho e salário.

Podem notar que jamais isso será visto. Serão gráficos e mais gráficos. Mas mesmo assim, é uma ferramenta que servirá para fiscalização dos gastos públicos.

Enviado por: Paulo Curvello

Motociclista cruza sinal e passa por baixo de caminhão em movimento


Do G1 PR, com informações da RPC TV de Maringá

As câmeras de segurança da Secretaria de Transportes de Maringá, no Norte do Paraná, registraram uma cena surpreendente na Avenida Prefeito Sincler Sambatti.

Um motociclista que fugia de um carro da polícia passa o sinal vermelho. No mesmo momento, um caminhão atravessa e o motociclista consegue escapar por baixo do veículo em movimento.

O rapaz de 16 anos foi lançado da moto e passou exatamente no espaço entre as rodas do caminhão bi-trem.

O adolescente ficou dois dias no hospital e foi encaminhado para a delegacia do menor.