quinta-feira, 19 de maio de 2011

Barcelona usa sistema subterrâneo para descartar lixo



O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e com a coleta - um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Ao menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular

Eviado por: Paulo Curvello
Balneário Camboriú
curvell@terra.com.br

Mentira premiada



Enviado por: Paulo Curvello
Balneário Camboriú 
curvell@terra.com.br

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Enquanto a cidade está parada o prefeito Carlito, se orgulha de receber prêmio da Fundação Getúlio Vargas

Carlito Merss sobre reajuste: "Não há condições financeiras, não há dinheiro" - Pena Filho / Agencia RBS
Carlito Merss sobre reajuste: "Não há condições financeiras, não há dinheiro"
Foto:Pena Filho / Agencia RBS

Julimar Pivato no portal do jornal A Notícia

Em entrevista concedida ao jornal A Notícia, Carlito Merss, o prefeito de Joinville, fala sobre a atual greve dos servidores e garante que a administração municipal não tem dinheiro para cumprir o que pede o Sindicato dos Servidores.
Leia a entrevista completa abaixo:

A Notícia – O fato de o senhor não estar à frente das negociações com o sindicato pode desgastar a imagem do prefeito?
Carlito Merss – A greve só faz isso. Em uma greve você precisa ter reivindicações. Na resposta que enviamos ao sindicato, dizemos que todas as mudanças são inviáveis. Se quisessem todo o pacote que pediram, seria um custo a mais de R$ 75 milhões. Já avisamos que em maio (do ano que vem) poderemos dar uma possível perda no valor da inflação, porque hoje 8% (previsto para ser dado em janeiro de 2012) é mais do que a inflação. Tem uma situação que é clara e evidente: não temos dinheiro.

AN – Então a situação financeira da Prefeitura não permite uma negociação diferente?
Carlito – A situação financeira da Prefeitura é grave. Gente, eu fui relator-geral do orçamento do país. Eu fui autor da lei que prevê o orçamento regionalizado. Se tem alguma coisa que eu aprendi na política é conhecer os números. Esta é a situação real que nos obriga a cortar na própria carne. As 60 medidas (apresentadas em abril) são de corte pessoal. Só a extinção das 13 secretarias regionais significam uma economia de R$ 1,5 milhão por ano. Parte daqueles itens já está acontecendo, estamos gerenciando isso. Não é à toa, e eu bato no peito pra dizer que eu recebi no ano passado, com toda a dificuldade que temos na Prefeitura, um prêmio da Fundação Getúlio Vargas que é o “Municípios que fazem render mais”.

AN – A prefeitura chegou a pensar em ceder em algum ponto ao sindicato?
C
arlito – Não há condições financeiras, não há dinheiro. Você acha que eu, que sou professor da rede estadual, que fiz 11 greves, que defendo ideologicamente o serviço público, tenho algum interesse em manter esse embate? Ao contrário. Se eu pudesse, eu daria 10%, 15% de aumento amanhã. Acontece que os números são esses, não são inventados, não é uma manipulação. Com todas as medidas que estamos tomando, que são duras, esperamos ter mais R$ 10 milhões para investir nesse ano. Todos estes números são transparentes e têm acompanhamento do sindicato. Desde a greve de agosto do ano passado foi criada uma comissão de acompanhamento da folha, que o sindicato vê de perto. Não é o prefeito Carlito que está inventando estes número, não é o secretário, é uma realidade que está aí.

AN – E a Prefeitura pensa em descontar dos funcionários os dias que eles não trabalharam?
Carlito – Absolutamente. Seria uma injustiça. Uma das grandes cobranças que recebo da greve anterior, dos que trabalharam e tiveram que fazer dupla, tripla jornada, é que não é justo. Enquanto eles trabalharam, seguraram com muito sacrifício, outros faziam greve. Todas as medidas administrativas serão tomadas no rigor do nosso estatuto. Dias parados serão descontados, sim.

AN – A última greve durou quatro dias...
Carlito – Uma semana.

AN – E esta já dura mais...
Carlito – Sim, eu calculo que pelo grau de intransigência pode durar muito mais. Estamos pedindo, só, que não morra ninguém. O desespero é só isso, que não se utilizem uma greve focada e específica num local. Por que, quem sofre? O pobre. Quem depende do SUS, do CEI. A parte que mais sofre, que mais precisa, acaba pagando essa conta. E sou obrigado a dizer: os técnicos em enfermagem do município ganham o melhor salário do Estado. O valor inicial é de R$ 1.914. No regional, paga-se R$ 900; na Unimed R$ 1,2 mil. Esperamos que o bom senso prevaleça.

AN – Desde o começo da greve, o chefe de gabinete, Eduardo Dalbosco, vem falando sobre isso, dando a entender que o sindicato estaria predisposto a fazer a greve. O senhor acredita nesta predisposição?
Carlito – Imagino que sim. Fiz 11 greves na minha vida. O que a gente fazia? O que o Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) está fazendo hoje. Apresentávamos as propostas, avisávamos que estávamos em estado de greve, fazíamos audiências, brigávamos e tal. Nenhuma categoria diz que não aceita e que está de greve amanhã. A não ser que haja uma predisposição. Vou dar um exemplo. Aqui (agentes de saúde) temos cerca de 620 funcionários e 40 estão em greve. Este servidor teve aumento histórico de 32%, mais os 8% em cima de janeiro, e o tíquete-refeição vai de R$ 650 para R$ 1,1 mil até o fim do ano. O que justifica uma pessoa desta fazer uma greve que não seja uma questão política? Você viu nestes 11 dias de greve se tem alguma faixa na cidade pedindo: “Quero 11%, quero a inflação”? Nenhuma.

AN – Então o senhor acha que está faltando motivo para essa greve?
Carlito – Motivo existe. Motivo político. Desgaste da figura do prefeito e do governo que temos aqui. Ponto.

Comento
Servidores publicos municipais estão em greve.

Preço dos combustíveis em 99 postos em Joinville

Do Blog E eu com I$$o? do portal AN

O Procon/Joinville está divulgando a Pesquisa de Preços de Combustíveis,  realizada na segunda-feira em postos de combustíveis desta cidade, totalizando 99 estabelecimentos.
Comprando no posto mais barato, o motorista tem a possibilidade de economizar por tanque de 50 litros: R$ 29,95 no álcool comum, R$ 18,95 na gasolina aditivada, R$ 15,50 no diesel e R$ 14,30 na gasolina comum. O preço médio da gasolina comum está em R$ 2,792. Em comparação com a pesquisa realizada no dia30 de março, observamos que o álcool comum, obteve uma queda de 11,13%, no preço médio.

Veja aqui como estão os preços.

Prefeito de Joinville chama Sindicato para discutir paralisação na Saúde

Do portal AN

Reunião deve acontecer nesta quarta-feira às 14h

O prefeito de Joinville, Carlito Merss, notificou o Sindicato dos Servidores Públicos para uma reunião nesta quarta-feira, às 14 horas, na Secretaria de Saúde, com o objetivo de discutir o funcionamento do setor de Saúde na sua integralidade.

A decisão do prefeito Carlito atende recomendação da 15a. Promotoria de Justiça do Ministério Público (MP) de Santa Catarina, conforme documento entregue por Oficial de Diligência do MP no final da tarde desta terça-feira (17/05).

O documento é assinado pela Promotora de Justiça Rosemary Machado da Silva. De imediato, Carlito notificou para a reunião o presidente do Sindicato, Ulrich Beathalter, o secretário de Saúde, Tarciso Crocomo, e o diretor-presidente do Hospital Municipal São José, Tomio Tomita.

Na segunda-feira, o prefeito já havia notificado o Sindicato por meio de ofício a necessidade da manutenção integral dos serviços da área de saúde e informava não ter como estipular qualquer outro percentual de atuação de servidores nesta área que não seja 100% do contingente.

Governo escala parlamentares da base para defender Palocci

Gabriela Guerreiro na Folha

O Palácio do Planalto escalou parlamentares da base governista nesta terça-feira para sair em defesa do ministro Antônio Palocci (Casa Civil) no plenário do Senado.

Ao justificar a evolução patrimonial do ministro nos últimos quatro anos, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também aumentaram seu patrimônio rapidamente logo após deixarem o Executivo.

"Cabe à acusação dizer o ônus da prova. Não viu quanto o presidente Fernando Henrique e o presidente Lula aumentaram seu patrimônio fazendo palestras por um ano?", questionou a petista.
Marta disse que Palocci foi "injuriado, caluniado, difamado" e acabou absolvido --por isso se tornou o ministro "mais importante" do governo Dilma Rousseff.

"Parece-me completamente extrapolado, apesar de todos terem direito à informação, o exagero que nós estamos vivendo nesse momento", afirmou.

O líder do PT, Humberto Costa (PE), disse que não houve conflito de interesses no fato de Palocci ser dono de uma empresa de consultoria enquanto ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados.

"Desde o momento em que ele foi convocado para chefiar a Casa Civil, transformou a finalidade da empresa para se adequar à função que ocupa hoje."

O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), afirmou que a "prova da transparência" de Palocci foi ter declarado em seu Imposto de Renda sua evolução patrimonial. "Todo ex-ministro e presidente tem direito a prestar consultoria e ganhar dinheiro. O pior é se tivesse camuflado."

Apesar de ser governista, o senador Pedro Taques (PDT-MT) cobrou maiores explicações de Palocci. "Não podemos prejudicar os inimigos nem beneficiar os amigos. Nós precisamos de uma explicação."
OPOSIÇÃO

O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), fez um duro discurso cobrando explicações mais convincentes de Palocci. "Queremos saber o patrimônio do ministro, como ele ganhou esse dinheiro. Por que ele está se recusando a trazer esses dados?", questionou.

O presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), afirmou que Palocci "tem a obrigação de esclarecer" a evolução do seu patrimônio por ser um homem público. "Consultoria prestada a quem, em que circunstâncias, envolvendo quem? É isso que a sociedade quer, nada mais do que isso."

Carga com 90 toneladas de urânio está em batalhão da PM a céu aberto na Bahia

Pedro Leal Fonseca na Folha

O destino das 90 toneladas de urânio que foram bloqueadas na entrada de Caetité (BA) anteontem ainda está indefinido. As carretas com o material --que ambientalistas dizem ser lixo radioativo-- continuam em um batalhão da PM na cidade vizinha de Guanambi.
Divulgação/Greenpeace
Carga de urânio em que gerou impasse em Caitité (BA)
Carga de urânio em que gerou impasse em Caitité (BA)
Um representante do Greenpeance, enviado à cidade, se disse preocupado com a segurança da carga, que está armazenada, a céu aberto, em local inadequado.

O presidente da INB (Indústrias Nucleares do Brasil), Alfredo Tranjan, deve chegar a Caetité nesta quarta-feira.

Nesta terça-feira, formou-se uma comissão com representantes da empresa e da sociedade civil para decidir o que fazer com a carga. Durante uma reunião entre o prefeito, ambientalistas e a estatal, cerca de 300 pessoas protestaram em frente à prefeitura.

"Temos hoje um grande problema de opinião pública. Não adianta eu estar convencido que o material é urânio. A população também precisa estar convencida e tranquila. Se não estiver, o material não vai entrar na cidade", afirmou à Folha o prefeito José Barreira (PSB).

Segundo a assessoria da INB, o sindicato local questiona a capacidade da empresa de manusear o urânio. Especialistas em radioproteção e transporte estão se dirigindo ao local.

O Ministério Público Federal pediu ontem esclarecimentos à INB sobre o conteúdo da carga --a empresa tem 48 horas para responder.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Frota gigante

Analisando os números, fica fácil entender o porquê, de nossas estradas estarem sempre lotadas.
Com a venda de 21.450 veículos novos em abril, acumulando 77.931 no primeiro quadrimestre, a frota circulante de SC, que era de 3.472.669 em março, ultrapassou a barreira dos 3,5 milhões de unidades.
Isso sem contar - com os nossos vizinhos desprovidos de beleza natural em suas terras (paranaenses e gaúchos) - que invadem literalmente, as nossas cidades e praias.
Falar nisso , o que não falta em Joinville é gente VIP (vindo do interior do Paraná). Snif !!!!

Enviado por: Paulo Curvello
Balneário Camboriú
curvell@terra.com.br

Ministro foge de debate sobre livros que deseducam

Do blog do senador Alvaro Dias

Lamentável a decisão tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, de não comparecer à audiência da Comissão de Educação do Senado em que serão debatidos os diversos problemas com livros didáticos no País. Em seu lugar, Haddad enviará representantes. Um ministro de Estado tem o direito de fugir ao seu dever de dar explicações sobre problemas relativos à sua pasta? As denúncias sobre a deformação da língua portuguesa exposta em livros chancelados pelo MEC não merecem esclarecimentos do ministro? Fugindo ao debate com os parlamentares o ministro Haddad imagina que serão esquecidas as trapalhadas cometidas por sua equipe? Infelizmente, com sua atitude, o ministro da Educação fecha a porta ao debate e para que sejam expostos os argumentos de quem, como eu, está indignado com a distribuição, entre nossas crianças, de livros que deseducam e ensinam os estudantes a falar errado. O que o ministério de Haddad oferece às escolas do País, com seus livros, não é ortografia e sim pornografia gramatical. Este livro, que afronta a inteligência dos brasileiros e que foi condenado inclusive pela Academia Brasileira de Letras, foi enviado a 4.236 escolas. O ministro, entretanto, acha que não precisa dar explicações sobre o assunto. Veja o vídeo:

Ministro da Educação foge de Audiência em Comissão from Alvaro Dias - Vídeos on Vimeo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

OAB se diz 'perplexa' com crescimento do patrimônio de Palocci

Do portal Terra

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), através do seu presidente, Ophir Cavalcanti, manifestou perplexidade com o crescimento patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. A empresa Projeto, que pertence ao ministro, comprou no final de 2010 um apartamento nos Jardins, em São Paulo, avaliado em R$ 6,6 milhões. A OAB cobrou explicações de Palocci.

"A Ordem dos Advogados do Brasil, bem como toda a sociedade brasileira, está perplexa em relação a esta evolução tão rápida de patrimônio. Não é nada de ilegal, mas é algo que assusta a todos porque o cidadão comum brasileiro leva 30, 40 ou 50 anos para um dia talvez alcançar esta patrimônio", afirmou a nota.

Ophir Cavalcanti disse também que "não é razoável que um servidor público tenha um vertiginoso crescimento do seu patrimônio da noite para o dia. Isso exige explicações e esclarecimentos para que a sociedade possa saber quem é quem e se essa pessoa tem culpa no cartório. Só há duas formas de se ficar rico rapidamente: recebendo uma herança ou ganhando na loteria. Todas as demais formas merecem e precisam de uma explicação, sobretudo para quem exerce cargo público".

Palocci procurou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, para prestar esclarecimentos sobre o crescimento de seu patrimônio."Ele me procurou para dizer que tinha cumprido todas as exigências legais, ou seja, tinha comunicado à Comissão de Ética Pública (seu patrimônio) e apresentado as declarações (de sua empresa), que eram as obrigações que deveria cumprir", disse nesta segunda-feira Jorge Hage.

Comissão da Presidência decide não investigar patrimônio de Palocci

Nathalia Passarinho no G1

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, disse nesta segunda-feira (16) que decidiu não investigar a notícia de que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, teve o patrimônio aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010, quando era deputado federal. "Não nos cabe indagar da história das fortunas dos pobres e dos ricos que chegam a ministro de Estado", afirmou após debater o tema na reunião mensal da comissão.

De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, Palocci comprou um apartamento de luxo nos Jardins, em São Paulo, por R$ 6,6 milhões, que foi registrado da empresa dele em novembro de 2010. Ainda segundo o jornal, um ano antes, Palocci comprou um escritório na cidade por R$ 882 mil. O imóvel, segundo a reportagem, também foi registrado em nome de uma empresa na qual o ministro possui 99,9% do capital.

Segundo Pertence, antes de tomar posse como ministro, Palocci indagou se haveria conflito de interesse em manter a empresa de consultoria. O presidente da Comissão de Ética disse ter aconselhado que Palocci se afastasse das decisões administrativas e reduzisse a área de atuação da empresa. Ele explicou que atualmente a empresa do ministro da Casa Civil serve apenas para administrar dois imóveis e que a gestão dela é feita por uma instituição bancária.

"A fórmula que se chegou foi mudar o objeto da sociedade, criar esse contrato de administração de bens com uma instituição bancária, deixando explícito que ele, ministro, não terá nenhuma participação profissional de consultoria e sequer será consultado sobre as decisões de investimento ou de administração desse patrimônio", afirmou.

De acordo com Pertence, a "fórmula" encontrada por Palocci para evitar conflitos de interesse já foi utilizada pelo ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Sepúlveda Pertence disse que ainda que a Comissão de Ética só poderá analisar o aumento de patrimônio de Palocci se houver comprovação de falsidade nas informações prestadas pelo ministro quando tomou posse.
 Todas as autoridades do Executivo devem declarar à comissão informações que possam eventualmente gerar conflitos de interesse, como participação em empresas privadas e parentes em cargos públicos.

"Não temos como [investigar], a partir apenas deste patrimônio declarado por ele e tendo tomado as medidas cautelares necessárias a evitar conflitos de interesse no exercício do ministério. Salvo denúncias concretas de falsidade nas informações que prestou ao tomar posse não é matéria de competência da comissão a examinar", disse.

De acordo com Pertence, só caberia à Comissão de Ética analisar a evolução patrimonial de Palocci enquanto ministro da Casa Civil.
"Ninguém perguntou a muitos milionários que chegaram a ministro como se tornaram milionários. A declaração patrimonial é para que se controle suas variações patrimoniais como ministro."

domingo, 15 de maio de 2011

Ministro Palocci compra apartamento de guase R$ 7 milhões praticamente à vista

Eliane Cantanhêde  na Folha

Antonio Palocci é realmente um cara muito especial. Além de principal ministro do governo Dilma, é amado pela esquerda, pelo centro, pela direita e vê-se agora que é também um gênio das finanças. Comprar um apartamento de quase R$ 7 milhões à vista, ou praticamente à vista, não é para qualquer um, não...

Em 2006, apenas cinco anos atrás, Palocci declarou à Justiça Eleitoral que tinha uma casa de R$ 56 mil em Ribeirão Preto, onde fora prefeito junto com aquela turma da pesada que ele e o amigo, depois ex-amigo e agora amigo novamente Rogério Buratti lideravam.

Além disso, tinha um terreno e três carros, entre outros bens, num total de R$ 375 mil. Convenhamos que, nesse tempo, o patrimônio se multiplicou que foi uma beleza. De classe média, o homem pulou para a categoria dos ricaços --aquela que, aliás, tanto o apoia. Ele, enfim, está em casa. Ou melhor, no seu apartamento...

Palocci também aprende rápido. Como viu a dor de cabeça que dá ter uma casa esquisitona em Brasília, desta vez preferiu comprar um apartamentão em São Paulo, cidade muitas vezes maior, mais diluída, mais anônima, sem nenhum caseiro abelhudo para dar com a língua nos dentes.

O azar do é que esses repórteres da Folha são mesmo de amargar. Os craques Andreza Matais e José Ernesto Credendio estavam de olho, puxaram o fio da meada e entregaram o novelo na edição da Folha deste domingo. Imperdível.