Do Blog do ex-deputado Roberto Jefferson
O oposicionista que mais incomoda hoje o governo não é nem Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin ou ACM Neto. Chama-se Itamar Franco. O velho senador mineiro é quem mais consegue ganhar batalhas contra as lideranças governistas, usando como arma filigranas do Regimento do Senado, como na votação, nesta terça, da mudança no Tratado de Itaipu. Depois de deixar o projeto parado por 17 meses na Câmara (para não ter que votá-lo em ano eleitoral), o Palácio do Planalto vem tentando apressar ao máximo sua aprovação, que garantirá ao Paraguai mais US$ 240 milhões por ano como compensação pela construção da hidrelétrica.
Pois o senador Itamar, em cinco minutos, barrou o projeto no Plenário invocando o Regimento, para a fúria silenciosa dos líderes governistas.
José Sarney e Itamar Franco, dois ex-presidentes da República, travam hoje, no Senado, o duelo da terceira idade.
Comento
Nada contra a terceira idade, aliás é uma linda e bela fase das nossas vidas. Mas no senado tem uns ali que já deu o que tinha que dar.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Popularidade de Obama volta a subir após morte de Osama Bin Laden
Do estadão.com
O apoio popular ao presidente americano Barack Obama aumentou após o anúncio da morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. É o que comprova uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 4, pelo jornal New York Times.

Os resultados da pesquisa confirmam números anteriores. Em um levantamento feito pelo Pew Research Center a pedido do jornal Washington Post, o presidente recebia o maior índice de aprovação desde 2009.
Agora, segundo a nova pesquisa, a maioria da população aprova o desempenho de Obama em geral e também sua condução na política externa, na guerra do Afeganistão e na ameaça ao terrorismo. Mais
O apoio popular ao presidente americano Barack Obama aumentou após o anúncio da morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. É o que comprova uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 4, pelo jornal New York Times.
Jason Reed/AP Obama durante anúncio da morte de Bin Laden
Obama tem 57% de aprovação ao seu governo, contra 46% em uma pesquisa realizada no mês passado. De acordo com a nova pesquisa, o apoio ao presidente americano subiu entre eleitores democratas, republicanos e independentes.
Obama tem 57% de aprovação ao seu governo, contra 46% em uma pesquisa realizada no mês passado. De acordo com a nova pesquisa, o apoio ao presidente americano subiu entre eleitores democratas, republicanos e independentes.
Os resultados da pesquisa confirmam números anteriores. Em um levantamento feito pelo Pew Research Center a pedido do jornal Washington Post, o presidente recebia o maior índice de aprovação desde 2009.
Agora, segundo a nova pesquisa, a maioria da população aprova o desempenho de Obama em geral e também sua condução na política externa, na guerra do Afeganistão e na ameaça ao terrorismo. Mais
Filhos e netos de Lula não devolvem passaporte
Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo
O Ministério Público Federal deve recorrer à Justiça para obrigar parentes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a devolver passaportes diplomáticos concedidos nos últimos dias do governo do petista.
Em ofício encaminhado ao Ministério Público, o Itamaraty informou que os passaportes concedidos a 4 filhos e 3 netos de Lula não foram devolvidos nem recolhidos. Recentemente, procuradores tinham anunciado que se os documentos não fossem devolvidos uma ação poderia ser encaminhada à Justiça.
Há cerca de um mês, procuradores analisaram o caso e concluíram que a concessão dos passaportes foi irregular. Há vários benefícios para quem tem passaporte diplomático. Entre eles, tratamento menos rígido na imigração e dispensa de visto em alguns países. O Ministério Público concedeu um prazo até esta terça-feira, 3, para que os documentos fossem devolvidos.
Num primeiro momento, ao ser questionado sobre a concessão dos passaportes, o Itamaraty disse que a emissão dos documentos atendia a interesses do País. Com isso, foi criado um problema político porque o governo da presidente Dilma Rousseff, que é aliada de Lula, não tem como voltar atrás.
Prefeitura de Joinville ainda não pagou a conta do carnaval 2011
Do Breakfast - Osny Martins
No momento em que é desacreditada publicamente pelos servidores municipais – que anunciaram ontem à noite, na assembleia do Ginástico, greve por tempo indeterminado -, a Prefeitura de Joinville mais uma vez sofre com evidências de sua desorganização, de sua falta de credibilidade e do não cumprimento de contratos. Até em questões leves, superficiais e, digamos, fáceis de serem devidamente atendidas e respeitadas. Falha atrás de falha. A administração municipal joinvilense se perde num emaranhado sem tamanho de erros, mentiras e falsas promessas. Um mundo conturbado e confuso onde impera, a princípio, a gestão capenga e desrespeitosa. Uma decepção!
A Prefeitura ainda não pagou o cachê do Rei Momo, que animou o último carnaval de rua em Joinville. No valor pouco superior a R$ 1.000,00, a conta ainda está aberta. Com ele, também a ver, a rainha do carnaval e as princesas. Os cachês de carnaval superariam em pouco os R$ 5 mil e o tradicional “passa depois” continua valendo. Atravessou toda a quaresma com desculpas burocráticas de repasses dos cofres municipais para a Fundação Cultural.
Suspeita-se que a cantora Karina K, que também se apresentou no carnaval daqui, também não tenha recebido sua parte. Nós tentamos contato com a cantora ontem e não conseguimos a confirmação. Já o Rei Momo não quis dar entrevista a respeito do assunto – talvez temendo que não receba nunca mais o que a Prefeitura lhe deve. Mais
No momento em que é desacreditada publicamente pelos servidores municipais – que anunciaram ontem à noite, na assembleia do Ginástico, greve por tempo indeterminado -, a Prefeitura de Joinville mais uma vez sofre com evidências de sua desorganização, de sua falta de credibilidade e do não cumprimento de contratos. Até em questões leves, superficiais e, digamos, fáceis de serem devidamente atendidas e respeitadas. Falha atrás de falha. A administração municipal joinvilense se perde num emaranhado sem tamanho de erros, mentiras e falsas promessas. Um mundo conturbado e confuso onde impera, a princípio, a gestão capenga e desrespeitosa. Uma decepção!
A Prefeitura ainda não pagou o cachê do Rei Momo, que animou o último carnaval de rua em Joinville. No valor pouco superior a R$ 1.000,00, a conta ainda está aberta. Com ele, também a ver, a rainha do carnaval e as princesas. Os cachês de carnaval superariam em pouco os R$ 5 mil e o tradicional “passa depois” continua valendo. Atravessou toda a quaresma com desculpas burocráticas de repasses dos cofres municipais para a Fundação Cultural.
Suspeita-se que a cantora Karina K, que também se apresentou no carnaval daqui, também não tenha recebido sua parte. Nós tentamos contato com a cantora ontem e não conseguimos a confirmação. Já o Rei Momo não quis dar entrevista a respeito do assunto – talvez temendo que não receba nunca mais o que a Prefeitura lhe deve. Mais
Desadministração explícita!!!
Se uma aberração dessas acontece numa cidadezinha minúscula do interior do interior , ainda seria compreensível.
Mas justamente na maior cidade do Estado, algum “gênio” propõe antecipar para o dia 3 de janeiro o vencimento do pagamento do IPTU em cota única.
É ou não é coisa para irritar a população. Aonde já se viu, um tributo importante como o IPTU vencer no primeiro dia útil do ano.
Todos estão de ressaca, inclusive os bancos. Mal se quitou as despesas de fim de ano - que são muitas - e dá-lhe imposto.
No fundo isso deve servir para fazer com que os que pagam em cota única(eu me incluo) paguem ainda dentro do exercício anterior.
Resumindo, esse será o grande presente de Natal do PT de Joinville e sua lastimável desadministração.
Enviado por: Paulo Curvello
Balneário Camboriú
curvell@terra.com.br
Mas justamente na maior cidade do Estado, algum “gênio” propõe antecipar para o dia 3 de janeiro o vencimento do pagamento do IPTU em cota única.
É ou não é coisa para irritar a população. Aonde já se viu, um tributo importante como o IPTU vencer no primeiro dia útil do ano.
Todos estão de ressaca, inclusive os bancos. Mal se quitou as despesas de fim de ano - que são muitas - e dá-lhe imposto.
No fundo isso deve servir para fazer com que os que pagam em cota única(eu me incluo) paguem ainda dentro do exercício anterior.
Resumindo, esse será o grande presente de Natal do PT de Joinville e sua lastimável desadministração.
Enviado por: Paulo Curvello
Balneário Camboriú
curvell@terra.com.br
Servidores públicos de Joinville decidem entrar em greve a partir de segunda-feira
Do AN
Os servidores bateram o martelo contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Joinville e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.
A greve foi aprovada na noite desta terça-feira, em votação na assembleia geral do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Joinville. Por unanimidade, os servidores que compareceram à assembleia rejeitaram a oferta de 8% de reajuste apresentada pelo prefeito Carlito Merss (PT), que só passaria a valer a partir de 2012.
A proposta da Prefeitura havia sido apresentada na última quinta-feira pelo prefeito, incluída no "pacotão" de medidas para cortar despesas. Os trabalhadores foram convocados a participarem do primeiro dia de greve com uma manifestação em frente à Prefeitura, às 9 horas de segunda-feira.
Os servidores bateram o martelo contra a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura de Joinville e decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira.
A greve foi aprovada na noite desta terça-feira, em votação na assembleia geral do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Joinville. Por unanimidade, os servidores que compareceram à assembleia rejeitaram a oferta de 8% de reajuste apresentada pelo prefeito Carlito Merss (PT), que só passaria a valer a partir de 2012.
A proposta da Prefeitura havia sido apresentada na última quinta-feira pelo prefeito, incluída no "pacotão" de medidas para cortar despesas. Os trabalhadores foram convocados a participarem do primeiro dia de greve com uma manifestação em frente à Prefeitura, às 9 horas de segunda-feira.
Lula faz quinta palestra paga e acumula cerca de R$ 1 mi em cachês
Ana Carolina Moreno, na Folha Online
Em sua recém-inaugurada carreira como palestrante, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou dois meses para alcançar seu primeiro milhão de reais.
Ele deve bater a marca nesta quarta-feira (4), quando se apresentará a um grupo de banqueiros e investidores convidados do Bank of America Merril Lynch, em um jantar no restaurante Casa Fasano.
Nem o banco, que realiza o evento para comemorar o início de suas operações como banco múltiplo no Brasil, nem a assessoria de Lula confirmam o valor do cachê. Porém, estima-se no mercado que um palestrante do calibre e com o carisma do ex-presidente custe em média R$ 200 mil, chegando a US$ 200 mil (cerca de R$ 332 mil) para aparições no exterior.
Desde 2 de março, Lula já ministrou quatro palestras pagas, em São Paulo, Washington, Acapulco (México) e Londres. A desta quarta-feira será sua quinta apresentação.
Cada palestra tem um tema específico, embora relacionado aos seus oito anos de governo, e dura cerca de 40 minutos. Mais
Em sua recém-inaugurada carreira como palestrante, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou dois meses para alcançar seu primeiro milhão de reais.
Ele deve bater a marca nesta quarta-feira (4), quando se apresentará a um grupo de banqueiros e investidores convidados do Bank of America Merril Lynch, em um jantar no restaurante Casa Fasano.
Nem o banco, que realiza o evento para comemorar o início de suas operações como banco múltiplo no Brasil, nem a assessoria de Lula confirmam o valor do cachê. Porém, estima-se no mercado que um palestrante do calibre e com o carisma do ex-presidente custe em média R$ 200 mil, chegando a US$ 200 mil (cerca de R$ 332 mil) para aparições no exterior.
Desde 2 de março, Lula já ministrou quatro palestras pagas, em São Paulo, Washington, Acapulco (México) e Londres. A desta quarta-feira será sua quinta apresentação.
Cada palestra tem um tema específico, embora relacionado aos seus oito anos de governo, e dura cerca de 40 minutos. Mais
terça-feira, 3 de maio de 2011
STF libera Cássio Cunha Lima para assumir mandato de senador
Do G1
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, liberou nesta terça-feira (3) o ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima para tomar posse como senador. Mesmo barrado pela Lei da Ficha Limpa, ele obteve mais de 1 milhão de votos. Agora, o ex-governador tem de esperar o julgamento do STF.
Cunha Lima foi liberado com base na decisão do STF que , em março, anulou a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010. A partir da liberação do Supremo, o ex-governador poderá ser diplomado senador pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Depois de diplomado, Cunha Lima vai ocupar a vaga do senador Wilson Santiago (PMDB-PB). Mais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, liberou nesta terça-feira (3) o ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima para tomar posse como senador. Mesmo barrado pela Lei da Ficha Limpa, ele obteve mais de 1 milhão de votos. Agora, o ex-governador tem de esperar o julgamento do STF.
Cunha Lima foi liberado com base na decisão do STF que , em março, anulou a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010. A partir da liberação do Supremo, o ex-governador poderá ser diplomado senador pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Depois de diplomado, Cunha Lima vai ocupar a vaga do senador Wilson Santiago (PMDB-PB). Mais
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Kennedy Nunes se desliga do PP mas não confirma ida para o PSD
Roelton Maciel no A Notícia
A relação de Kennedy Nunes com o PP acabou na noite de sexta-feira. O fim, depois de 14 anos de filiação, veio à tona quando o deputado estadual anunciou a saída via Twitter.
Alegou, ainda pela internet, não conseguir mais conviver no partido que integra o “desgoverno” de Carlito Merss (PT) em Joinville.
Em conversa com a reportagem de “A Notícia”, disse que o “pacotão” anunciado por Carlito Merss foi a “gota d’água”, mas não deu como certa a ida para o recém-criado PSD.
O deputado estadual alega ter caminho livre para se filiar a qualquer partido por conseguir provar que não contrariou a lei da fidelidade partidária.
— A infidelidade que a lei fala está sendo do partido comigo.
Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.
A Notícia – O que motivou a saída do senhor do PP?Kennedy Nunes – Eu venho maturando essa decisão desde o dia em que eu rompi com o prefeito Carlito Merss, em maio de 2009. Eu ainda acreditava que o PP observaria que estava sendo infiel com aquilo que pregou em 2008. Quando houve a renúncia de Abdala Faraj (ex-presidente do PP de Joinville), eu fiz um pedido ao diretório estadual para que aproveitassem o momento e saíssem do governo Carlito. Ninguém me atendeu. Eu decidi ir pela composição. Mas o resultado foi complicado porque a presidente do PP de Joinville (Carmelina Barjona) é chefe de gabinete do vice-prefeito (Ingo Butzke). O vice-presidente do PP (Ariel Pizzolatti) comanda a Secretaria de Infraestrutura. E o tesoureiro (Rodrigo Thomazzi) está na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Eu fui em uma reunião do PP e parecia que eu estava participando do colegiado do Carlito Merss. Agora, esse pacotão foi o tiro de misericórdia, a gota d’água.
AN – O senhor já formalizou a saída do PP?Kennedy – Eu liguei para a Carmelina Barjona (presidente do PP de Joinville) e para o Joares Ponticelli (presidente do PP de SC), que me pediu que eu não tomasse nenhuma decisão até terça-feira, quando haverá reunião da bancada. Mas a única condição para me manter no PP era o partido deixar o governo amanhã. Fazer igual ao PMDB. Eu não posso ir para uma eleição a prefeito e falar que vamos fazer diferente se, quando eu disser que as ruas estão abandonadas, o Carlito puder me jogar na cara que o vice-presidente do meu partido era o secretário. Eu não consigo mais justificar a permanência em um partido com um desgoverno como esse.
AN – O seu futuro é o PSD?Kennedy – Não sei para onde eu vou, não sei qual será o partido. Só sei de uma coisa: o partido para onde eu for não pode estar no governo Carlito. Aí podem me dizer que a única janela é o PSD. Não necessariamente. Eu estou saindo porque o meu partido local está sendo infiel comigo. A infidelidade que a lei fala está sendo do partido comigo. Tenho como provar na Justiça que o partido está sendo infiel com aquilo que pregamos em 2008. Então eu posso ir para qualquer partido. Se o diretório estadual pedir meu mandato de volta, vou provar que estou sendo traído pelo partido. Precisamos lembrar que a infidelidade partidária vale para os dois lados.
AN – O senhor já tem conversas com outros partidos?Kennedy – Eu só tomei uma decisão, que é sair do partido. A próxima decisão eu tenho que ver. Vou pegar muita gente de surpresa com minha decisão. Eu posso até, com essa decisão, não conseguir ser candidato a prefeito. Mas, pelo menos, as pessoas vão dizer que o Kennedy manteve a palavra.
AN – Sua irmã, vereadora Zilnety Nunes, foi avisada da saída?Kennedy – Não conversei ainda, mas vou comunicá-la. E vou pedir para que faça o mesmo. Não adianta ela ficar em um partido que está sendo infiel.
AN – A decisão de sair do PP tem ligação com a possível saída de Raimundo Colombo do DEM?Kennedy – Eu não tenho a ida acertada para nenhum partido. Não conversei com o governador e não tem nada a ver com o episódio PSD. Eu posso até ir para o PSD e o Raimundo Colombo não, porque minha decisão não está sendo baseada no que pode acontecer com o governador.
AN – Sua candidatura a prefeito está ameaçada?Kennedy – A partir de agora, estou sem partido e, sem partido, não dá para ser candidato. Mas vamos ver. Eu tenho, no mínimo, até setembro para definir alguma coisa. Vou sentar com a equipe para ver que rumos vamos tomar.
A relação de Kennedy Nunes com o PP acabou na noite de sexta-feira. O fim, depois de 14 anos de filiação, veio à tona quando o deputado estadual anunciou a saída via Twitter.
Alegou, ainda pela internet, não conseguir mais conviver no partido que integra o “desgoverno” de Carlito Merss (PT) em Joinville.
Em conversa com a reportagem de “A Notícia”, disse que o “pacotão” anunciado por Carlito Merss foi a “gota d’água”, mas não deu como certa a ida para o recém-criado PSD.
O deputado estadual alega ter caminho livre para se filiar a qualquer partido por conseguir provar que não contrariou a lei da fidelidade partidária.
— A infidelidade que a lei fala está sendo do partido comigo.
Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.
A Notícia – O que motivou a saída do senhor do PP?Kennedy Nunes – Eu venho maturando essa decisão desde o dia em que eu rompi com o prefeito Carlito Merss, em maio de 2009. Eu ainda acreditava que o PP observaria que estava sendo infiel com aquilo que pregou em 2008. Quando houve a renúncia de Abdala Faraj (ex-presidente do PP de Joinville), eu fiz um pedido ao diretório estadual para que aproveitassem o momento e saíssem do governo Carlito. Ninguém me atendeu. Eu decidi ir pela composição. Mas o resultado foi complicado porque a presidente do PP de Joinville (Carmelina Barjona) é chefe de gabinete do vice-prefeito (Ingo Butzke). O vice-presidente do PP (Ariel Pizzolatti) comanda a Secretaria de Infraestrutura. E o tesoureiro (Rodrigo Thomazzi) está na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Eu fui em uma reunião do PP e parecia que eu estava participando do colegiado do Carlito Merss. Agora, esse pacotão foi o tiro de misericórdia, a gota d’água.
AN – O senhor já formalizou a saída do PP?Kennedy – Eu liguei para a Carmelina Barjona (presidente do PP de Joinville) e para o Joares Ponticelli (presidente do PP de SC), que me pediu que eu não tomasse nenhuma decisão até terça-feira, quando haverá reunião da bancada. Mas a única condição para me manter no PP era o partido deixar o governo amanhã. Fazer igual ao PMDB. Eu não posso ir para uma eleição a prefeito e falar que vamos fazer diferente se, quando eu disser que as ruas estão abandonadas, o Carlito puder me jogar na cara que o vice-presidente do meu partido era o secretário. Eu não consigo mais justificar a permanência em um partido com um desgoverno como esse.
AN – O seu futuro é o PSD?Kennedy – Não sei para onde eu vou, não sei qual será o partido. Só sei de uma coisa: o partido para onde eu for não pode estar no governo Carlito. Aí podem me dizer que a única janela é o PSD. Não necessariamente. Eu estou saindo porque o meu partido local está sendo infiel comigo. A infidelidade que a lei fala está sendo do partido comigo. Tenho como provar na Justiça que o partido está sendo infiel com aquilo que pregamos em 2008. Então eu posso ir para qualquer partido. Se o diretório estadual pedir meu mandato de volta, vou provar que estou sendo traído pelo partido. Precisamos lembrar que a infidelidade partidária vale para os dois lados.
AN – O senhor já tem conversas com outros partidos?Kennedy – Eu só tomei uma decisão, que é sair do partido. A próxima decisão eu tenho que ver. Vou pegar muita gente de surpresa com minha decisão. Eu posso até, com essa decisão, não conseguir ser candidato a prefeito. Mas, pelo menos, as pessoas vão dizer que o Kennedy manteve a palavra.
AN – Sua irmã, vereadora Zilnety Nunes, foi avisada da saída?Kennedy – Não conversei ainda, mas vou comunicá-la. E vou pedir para que faça o mesmo. Não adianta ela ficar em um partido que está sendo infiel.
AN – A decisão de sair do PP tem ligação com a possível saída de Raimundo Colombo do DEM?Kennedy – Eu não tenho a ida acertada para nenhum partido. Não conversei com o governador e não tem nada a ver com o episódio PSD. Eu posso até ir para o PSD e o Raimundo Colombo não, porque minha decisão não está sendo baseada no que pode acontecer com o governador.
AN – Sua candidatura a prefeito está ameaçada?Kennedy – A partir de agora, estou sem partido e, sem partido, não dá para ser candidato. Mas vamos ver. Eu tenho, no mínimo, até setembro para definir alguma coisa. Vou sentar com a equipe para ver que rumos vamos tomar.
Governador de Santa Catarina anuncia saída do DEM e ida para o PSD
Juraci Perboni, no Globo
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, anunciou por volta das 23h30min deste domingo, por meio de uma nota “à sociedade catarinense”, que deixará o DEM para seguir para o Partido Social Democrático (PSD). Ele esteve reunido por cerca de quatro horas com deputados estaduais e federais do DEM e o presidente do partido em exercício no estado, prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing. Mais tarde, chegou o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que está criando o PSD.
Colombo defendia uma fusão do DEM com o PSDB como maneira de renovar e fortalecer a oposição. Segundo ele, de várias maneiras tentou, junto aos mais importantes líderes nacionais, encontrar um novo caminho.
“As dificuldades que encontramos nesse percurso nos levaram a formar forte convicção da necessidade de se construir um novo partido político no Brasil. Por isso, iniciamos agora a mais extensa e abrangente consulta às nossas bases para, juntos, edificarmos os pilares desse novo momento em direção ao Partido Social Democrático (PSD). O que nos une, a partir de hoje, é o desafio de construir um projeto em sintonia com a sociedade de Santa Catarina e do Brasil”, afirmou o governador na nota.
Colombo afirmou ainda que o DEM catarinense vive um momento bom e vitorioso, mas que as ruas querem uma nova postura de seus dirigentes.
“Um comportamento que traduza as mudanças positivas que aconteceram em nossa sociedade nos últimos 20 anos. Esse amadurecimento da sociedade brasileira pede, também, uma renovação nas atitudes dos partidos e demais instituições políticas. Poderíamos, facilmente, nos acomodar sobre essa auspiciosa situação. Mas, quando a sociedade nos mostra a necessidade de um novo caminho de forma tão clara, homem público nenhum pode ignorar esse chamamento”, declarou na nota.
Ao deixar o DEM, deverão seguir com eles os deputados estaduais e federais, além de políticos de outros partidos. Além de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores com os quais o governador disse que vai conversar sobre essa mudança.
domingo, 1 de maio de 2011
Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula
Reportagem de Luiza Bandeira e Rodrigo Vizeu na Folha de hoje, relata que livros aprovados pelo MEC favorece a história de Lula na presidência e rebaixa a história de FHC
Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.
O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.
Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência.
O fim da gestão FHC aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
O escândalo do mensalão é citado ao lado de uma série de dados positivos.
Ao explicar a eleição de FHC, o livro "História em Documentos" afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: "Mas decorreu também da aliança do presidente com políticos conservadores das elites". Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustentação da ditadura militar.
Quando o assunto é o governo Lula, a autora -que à Folha disse ter sido imparcial- inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez "concessões" ao fazer "alianças com partidos adversários".
Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo.
MENSALÃO
Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.
Em "História", uma frase resume o caso, sem nomeá-lo: "Em 2005, há que se destacar, por outro lado, a onda de denúncias de corrupção que atingiu altos dirigentes do PT, inúmeros parlamentares da base do governo no Congresso e alguns ministros do governo federal".
A Folha não conseguiu falar com os autores da obra.ofessores. Íntegra aqui
Livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Uma das exigências do MEC para aprovar os livros é que não haja doutrinação política nas obras utilizadas.
O livro "História e Vida Integrada", por exemplo, enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações.
Já o item "Tudo pela reeleição" cita denúncias de compra de votos no Congresso para a aprovação da emenda que permitiu a recondução do tucano à Presidência.
O fim da gestão FHC aparece no tópico "Um projeto não concluído", que lista dados negativos do governo tucano. Por fim, diz que "um aspecto pode ser levantado como positivo", citando melhorias na educação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Já em relação ao governo Lula (2003-2010), o livro cita a "festa popular" da posse e diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.
O escândalo do mensalão é citado ao lado de uma série de dados positivos.
Ao explicar a eleição de FHC, o livro "História em Documentos" afirma que foi resultado do sucesso do Plano Real e acrescenta: "Mas decorreu também da aliança do presidente com políticos conservadores das elites". Um quadro explica o papel dos aliados do tucano na sustentação da ditadura militar.
Quando o assunto é o governo Lula, a autora -que à Folha disse ter sido imparcial- inicia com a luta do PT contra a ditadura e apenas cita que o partido fez "concessões" ao fazer "alianças com partidos adversários".
Em dois livros aprovados pelo MEC, só há espaço para as críticas à política de privatizações promovida por FHC, sem contrabalançar com os argumentos do governo.
MENSALÃO
Já na apresentação da gestão Lula, há dois livros que não citam o mensalão.
Em "História", uma frase resume o caso, sem nomeá-lo: "Em 2005, há que se destacar, por outro lado, a onda de denúncias de corrupção que atingiu altos dirigentes do PT, inúmeros parlamentares da base do governo no Congresso e alguns ministros do governo federal".
A Folha não conseguiu falar com os autores da obra.ofessores. Íntegra aqui
PSDB-DEM estuda fazer uma aliança ‘compulsória’
Julia Duailibi e Daniel Bramatti, de O Estado de S. Paulo
O DEM e o PSDB estudam a formalização de uma "união compulsória" entre os dois partidos já na eleição de 2012. Os planos de fusão entre as duas legendas, que encontram resistência em ambos os lados, serão discutidos apenas depois das disputas municipais no ano que vem.
A ideia é "dogmatizar" as alianças municipais entre os dois partidos: nas cidades em que o PSDB for mais forte, o DEM apoiará o candidato a prefeito, assim como os tucanos defenderão as candidaturas dos democratas nos locais onde estes tiverem mais chances de vitória.
"A fusão remete a uma discussão de médio prazo. Neste momento, vamos debater a compulsoriedade (das alianças)", afirmou o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM. Para ele, a tese da aliança obrigatória deve ser colocada num documento a ser ratificado pelos partidos. "A solução adequada agora é fazer alianças para a disputa pelas prefeituras", disse o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, para quem a fusão permitirá aos partidos atuarem mais "nacionalmente".
Na semana passada, líderes tucanos trouxeram a público a discussão sobre uma eventual fusão, que já se arrasta nos bastidores desde a eleição de 2010, quando os dois partidos perderam cadeiras no Congresso e viram seu poder de fogo diminuir.
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