terça-feira, 12 de abril de 2011
Crianças gravam vídeo eróticos em sala de aula em escola de Vila Velha no Espirito Santo
Do Portal Folha Vitória
Embalados por danças que simulam atos sexuais, alunos de uma escola municipal de Vila Velha gravaram vídeos de verdadeiros bailes funk organizados no local onde deveriam estudar. As imagens foram encontradas pelo padrasto de uma adolescente que gravou três vídeos com um celular.
"Pegamos o celular da minha enteada para ver algumas fotos e encontramos os vídeos. Isso não pode ficar impune. As crianças vão para a escola e procuram pornografia e atos sensuais. Não sabemos se existem outras filmagens. É desesperador", lamentou ele, que prefere não ser identificado.
As imagens mostram os alunos fazendo fila para participar da dança. Uma professora passou pela sala de aula onde tudo acontecia, mas os adolescentes não se intimidaram. "Eu nunca vi isso nem em baile funk, que dirá em uma escola. Crianças podem fazer o que quiserem e ninguém faz nada", acrescentou o padrasto.
A avó de uma das meninas ficou chocada com as imagens. "Fiquei indignada e preocupada. Não aceito isso. Se para alguns é normal, para mim não é. Há três anos, alguns alunos me contaram que um professor disse que era para eles fazerem sexo porque é muito bom", reclamou.
O padrasto da menina disse que denunciou a situação e que tem medo de que aconteçam casos ainda piores dentro da escola. "Se isso é o que está gravado, imagine o que eles não fazem longe das câmeras".
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que a direção da escola Nair Dias Barbosa não tem conhecimento do fato. Por meio das imagens, a secretaria disse que vai identificar a situação e tomar, se necessário, as providências cabíveis. Aqui
Visitas ao site do 'NYT' caem até 15% desde que passou a cobrar
Do Portal Terra
O site do jornal The New York Times (NYT) registrou baixa de 5% a 15% no número de visitas que recebe diariamente desde que passou a cobrar pelos acessos aos conteúdos online, no dia 28 de março passado, informa nesta segunda-feira o instituto de análise Experian Hitwise.
Esta empresa, que estuda os índices de navegação online dos internautas, comparou o número de leitores do NYTimes.com em um período de 12 dias antes de o diário nova-iorquino começar as cobranças e um intervalo de tempo similar depois da medida.
O resultado é que a versão digital do jornal registrou a baixa no número de acessos, com exceção do dia 9 de abril, quando houve alta de 7%, atribuída pelo instituto à preocupação dos leitores quanto à possível paralisação do Governo americano diante da falta de acordo parlamentar sobre o orçamento dos Estados Unidos.
O efeito das cobranças foi maior quando se leva em conta o número total de páginas visitadas dentro do NYTimes.com, que durante os mesmos dias analisados foi reduzida entre 11% e 30%, segundo os dados divulgados pelo Experian Hitwise.
O The New York Times implantou um sistema de pagamentos que oferece três opções de assinaturas: US$ 15 por mês para acesso ilimitado ao conteúdo do site do jornal a partir de computadores e celulares; US$ 20 por mês de computadores e iPads; e US$ 35 por mês de qualquer tipo de máquina. O acesso gratuito ainda existe, mas limitado a 20 artigos por mês.
O site do jornal The New York Times (NYT) registrou baixa de 5% a 15% no número de visitas que recebe diariamente desde que passou a cobrar pelos acessos aos conteúdos online, no dia 28 de março passado, informa nesta segunda-feira o instituto de análise Experian Hitwise.
Esta empresa, que estuda os índices de navegação online dos internautas, comparou o número de leitores do NYTimes.com em um período de 12 dias antes de o diário nova-iorquino começar as cobranças e um intervalo de tempo similar depois da medida.
O resultado é que a versão digital do jornal registrou a baixa no número de acessos, com exceção do dia 9 de abril, quando houve alta de 7%, atribuída pelo instituto à preocupação dos leitores quanto à possível paralisação do Governo americano diante da falta de acordo parlamentar sobre o orçamento dos Estados Unidos.
O efeito das cobranças foi maior quando se leva em conta o número total de páginas visitadas dentro do NYTimes.com, que durante os mesmos dias analisados foi reduzida entre 11% e 30%, segundo os dados divulgados pelo Experian Hitwise.
O The New York Times implantou um sistema de pagamentos que oferece três opções de assinaturas: US$ 15 por mês para acesso ilimitado ao conteúdo do site do jornal a partir de computadores e celulares; US$ 20 por mês de computadores e iPads; e US$ 35 por mês de qualquer tipo de máquina. O acesso gratuito ainda existe, mas limitado a 20 artigos por mês.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Na Região Serrana, cem dias parecem mil
Do Blog Augusto Nunes
Em 27 de janeiro, a presidente em começo de mandato voltou de uma ligeiríssima incursão à Região Serrana do Rio pronta para mostrar, na entrevista coletiva concedida ao lado do governador Sérgio Cabral, como seria o Brasil Maravilha com uma Dilma Rousseff no poder. Já que mulher é mais sensível que qualquer homem, caprichou na cara de luto em homenagem aos mais de mil mortos. Já que uma gerente-geral do governo Lula é de matar de inveja qualquer superexecutivo de multinacional, foi logo tirando da bolsa o kit de primeiros socorros que concebera em homenagem à multidão de flagelados.
O milagre mais vistoso tinha o selo de qualidade do programa Minha Casa, Minha Vida. “Vamos construir 6 mil unidades para as famílias desabrigadas”, avisou. O sorriso abobalhado de Sérgio Cabral informou que o parceiro de entrevista dividia o microfone com uma gestora incomparável. A foto da dupla merecia ilustrar todos os balanços dos 100 primeiros dias de Dilma publicados pelos jornais neste domingo. Com a seguinte legenda: “O governador do Rio contempla as casas que ninguém mais viu”.
Nenhuma começou a ser construída, confirma o vídeo que registra um trecho do Programa do Faustão deste dia 10. Nenhuma família conseguiu sair dos abrigos improvisados. Mas nem se passaram três meses, vão certamente balbuciar os vigaristas, os devotos da seita e os iludidos vocacionais. Mirem-se no exemplo de países sérios, devem retrucar os brasileiros sensatos. Mirem-se, sobretudo, no exemplo recentíssimo do Japão, castigado em 14 de março por um terremoto seguido de um tsunami. Sem conversa fiada, o governo encomendou 4 mil casas pré-fabricadas. As primeiras 39 foram entregues em 9 de abril — menos de um mês depois da catástrofe.
Quando todos os japoneses surpreendidos pela tragédia estiverem sob um novo teto, milhares de sobreviventes da tragédia na Região Serrana ainda estarão aglomerados em abrigos provisórios. Os institutos de pesquisa deveriam averiguar o que acham do país e do governo. Podem acabar lucrando com a descoberta de que, ao contrário do que imaginam os eternos pessimistas, muitos flagelados estão confiantes no futuro no país, qualificam de “bom” (ou “ótimo”) o desempenho de Dilma e se sentem mais felizes nos acampamentos. Desde que sejam garantidas duas refeições a cada 24 horas, cem dias não parecem mil. Parecem cem minutos.
No Ano 9 da Era da Mediocridade, os ibopes e sensus repetem a cada pesquisa que milhões de brasileiros, sobretudo os alojados no miserável universo do Bolsa Família, aprenderam a renunciar ao sonho, a render-se sem lamentos ao assassinato da esperança e a contentar-se com o adiamento da morte. É suficiente a vida envilecida, sem horizontes, embrutecida. Uma vida não vivida.
Em 27 de janeiro, a presidente em começo de mandato voltou de uma ligeiríssima incursão à Região Serrana do Rio pronta para mostrar, na entrevista coletiva concedida ao lado do governador Sérgio Cabral, como seria o Brasil Maravilha com uma Dilma Rousseff no poder. Já que mulher é mais sensível que qualquer homem, caprichou na cara de luto em homenagem aos mais de mil mortos. Já que uma gerente-geral do governo Lula é de matar de inveja qualquer superexecutivo de multinacional, foi logo tirando da bolsa o kit de primeiros socorros que concebera em homenagem à multidão de flagelados.
O milagre mais vistoso tinha o selo de qualidade do programa Minha Casa, Minha Vida. “Vamos construir 6 mil unidades para as famílias desabrigadas”, avisou. O sorriso abobalhado de Sérgio Cabral informou que o parceiro de entrevista dividia o microfone com uma gestora incomparável. A foto da dupla merecia ilustrar todos os balanços dos 100 primeiros dias de Dilma publicados pelos jornais neste domingo. Com a seguinte legenda: “O governador do Rio contempla as casas que ninguém mais viu”.
Nenhuma começou a ser construída, confirma o vídeo que registra um trecho do Programa do Faustão deste dia 10. Nenhuma família conseguiu sair dos abrigos improvisados. Mas nem se passaram três meses, vão certamente balbuciar os vigaristas, os devotos da seita e os iludidos vocacionais. Mirem-se no exemplo de países sérios, devem retrucar os brasileiros sensatos. Mirem-se, sobretudo, no exemplo recentíssimo do Japão, castigado em 14 de março por um terremoto seguido de um tsunami. Sem conversa fiada, o governo encomendou 4 mil casas pré-fabricadas. As primeiras 39 foram entregues em 9 de abril — menos de um mês depois da catástrofe.
Quando todos os japoneses surpreendidos pela tragédia estiverem sob um novo teto, milhares de sobreviventes da tragédia na Região Serrana ainda estarão aglomerados em abrigos provisórios. Os institutos de pesquisa deveriam averiguar o que acham do país e do governo. Podem acabar lucrando com a descoberta de que, ao contrário do que imaginam os eternos pessimistas, muitos flagelados estão confiantes no futuro no país, qualificam de “bom” (ou “ótimo”) o desempenho de Dilma e se sentem mais felizes nos acampamentos. Desde que sejam garantidas duas refeições a cada 24 horas, cem dias não parecem mil. Parecem cem minutos.
No Ano 9 da Era da Mediocridade, os ibopes e sensus repetem a cada pesquisa que milhões de brasileiros, sobretudo os alojados no miserável universo do Bolsa Família, aprenderam a renunciar ao sonho, a render-se sem lamentos ao assassinato da esperança e a contentar-se com o adiamento da morte. É suficiente a vida envilecida, sem horizontes, embrutecida. Uma vida não vivida.
domingo, 10 de abril de 2011
Palocci e Pimentel são os homens fortes do gevorno Dilma
Do estadão.com
Ao contrário do ex-presidente Lula, que tinha uma meia dúzia de ministros assessores, congregados no chamado "núcleo duro", com Dilma todo assunto de governo começa com ela e acaba nos dois ministros.
A Palocci a presidente delegou a função de ajudá-la a montar o ministério e o segundo e terceiro escalões, além de ficar de olho nos rumos da economia e do funcionamento do próprio governo. Pimentel, embora seja ministro de área técnica, tem uma agenda dilatada de conversas com Dilma, da vagarosa decisão sobre a compra de caças para a Aeronáutica ao noticiário do dia nos jornais, passando pela queda constante do dólar e a necessidade de tirar um pouco mais de proveito das relações comerciais com a China. Eles foram amigos de militância clandestina na esquerda durante a ditadura militar.
Num segundo círculo de proximidade com Dilma estão os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Alfredo Nascimento (Transportes), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Edison Lobão (Minas e Energia) e Helena Chagas (Comunicação Social).
No 'núcleo duro', só Palocci e Pimentel
O núcleo de confiança formado pela presidente Dilma Rousseff nos primeiros meses de governo é pequeno. Constitui-se de duas pessoas: os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Este, quando não está no Palácio do Planalto com a presidente, despacha a cerca de um quilômetro de distância, na ponta da Esplanada dos Ministérios. Palocci fica mais próximo fisicamente, um andar acima do de Dilma, no próprio palácio.Ao contrário do ex-presidente Lula, que tinha uma meia dúzia de ministros assessores, congregados no chamado "núcleo duro", com Dilma todo assunto de governo começa com ela e acaba nos dois ministros.
A Palocci a presidente delegou a função de ajudá-la a montar o ministério e o segundo e terceiro escalões, além de ficar de olho nos rumos da economia e do funcionamento do próprio governo. Pimentel, embora seja ministro de área técnica, tem uma agenda dilatada de conversas com Dilma, da vagarosa decisão sobre a compra de caças para a Aeronáutica ao noticiário do dia nos jornais, passando pela queda constante do dólar e a necessidade de tirar um pouco mais de proveito das relações comerciais com a China. Eles foram amigos de militância clandestina na esquerda durante a ditadura militar.
Num segundo círculo de proximidade com Dilma estão os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Alfredo Nascimento (Transportes), Antonio Patriota (Relações Exteriores), Edison Lobão (Minas e Energia) e Helena Chagas (Comunicação Social).
Os primeiros 100 dias do governo Dilma
Coluna do Celso Ming - estadão.com
O governo Dilma completa neste domingo 100 dias, prazo que habitualmente se confere às autoridades para que mostrem a cara da nova administração.
Alguém já afirmou que este é a continuação do governo Lula com mais gerenciamento e saudável toque feminino. Outros, que a exigência de mais resultados na política externa não é mudanças à toa. Mas essas são qualificações insuficientes.

Dilma. Surpresas e incertezas (FOTO: DIDA SAMPAIO/AE)
O governo Dilma assumiu uma economia aquecida demais pelas despesas correntes turbinadas nos dois últimos anos da gestão de Lula. O corte de R$ 50 bilhões nas previsões orçamentárias deste ano mais o compromisso de garantir superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) de R$ 117,9 bilhões foram um bom começo. Mas é pouco para conter o consumo, como o governo vem reconhecendo quando tenta segurar o crédito.
Independentemente do desbalanceamento fiscal, a gestão Dilma enfrentou uma mistura inédita (nos últimos 16 anos) de surpresas e novas incertezas. A primeira delas foi o resultado do afrouxamento monetário dos grandes bancos centrais do mundo, especialmente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que multiplicou o volume de recursos no planeta. Boa parte dessa dinheirama tomou o rumo do País e é um dos fatores que ajudam a explicar a enxurrada de dólares no câmbio interno.
Outra surpresa é a disparada dos preços das commodities agrícolas, em mais de 29% nos últimos seis meses, que ajudou a puxar os preços dos alimentos, maiores responsáveis pelas pressões inflacionárias. A terceira é a revolução da comunidade islâmica na África e na Ásia e seu impacto sobre os preços do petróleo.
A principal consequência desses três imprevistos é a mistura de uma forte valorização do real (queda do dólar no câmbio interno) com disparada inflacionária, que, em 12 meses terminados em março, ultrapassou os 6,3%. Veja o gráfico:

O mais importante não são as surpresas nem as incertezas que vêm junto, mas o modo como o governo lida com elas. O tom de lamentação e de “a culpa não é minha”, misturado com declarações do tipo “isso não é nada; logo passa”, foi e continua sendo a primeira atitude inadequada, ao passo que induz a respostas nem sempre objetivas.
Uma delas é a força exagerada dada aos chamados recursos prudenciais, com o objetivo de conter a inflação, o crédito e o câmbio, usados para não acionar os mecanismos mais eficazes e, assim, evitar efeitos colaterais indesejados, mas provocando outros mais, talvez maiores.
Outra resposta indevida é usar o caixa das empresas estatais e privadas – caso da Petrobrás e das usinas de açúcar e álcool – para fazer política de preços.
A atitude tolerante do Banco Central à inflação e o gradualismo da administração da política monetária, por sua vez, tiraram eficácia do sistema de metas de inflação, na medida em que são os principais responsáveis pelo descompasso entre as expectativas dos “fazedores de preço” e os objetivos da autoridade monetária.
Assim, se havia uma incerteza no ponto de partida, agora há outra no de chegada: não existe segurança de que a inflação seja contida dentro do horizonte sugerido pelo Banco Central, principalmente, se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 100 por barril, como é mais provável.
O modo gradualista e quase minimalista de enfrentar a excessiva valorização do real (baixa do dólar) parece esgotado – como esta coluna já levou em conta em outras oportunidades – e, mais do que isso, reforça a tendência de baixa do dólar, por atrair mais moeda estrangeira. Quanto mais altas as reservas tanto mais melhora a percepção sobre as boas condições da economia brasileira; e quanto mais atua para reduzir a volatilidade das cotações da moeda estrangeira, mais o Banco Central reduz a percepção de risco dos aplicadores.
Afora isso, este começo de Dilma se caracterizou por fortes intervenções no setor produtivo. As coisas ficaram algo mais artificiais e mais dependentes do governo. São práticas que a gente sabe como se implantam, mas não sabe quando e como serão erradicadas.
O governo Dilma completa neste domingo 100 dias, prazo que habitualmente se confere às autoridades para que mostrem a cara da nova administração.
Alguém já afirmou que este é a continuação do governo Lula com mais gerenciamento e saudável toque feminino. Outros, que a exigência de mais resultados na política externa não é mudanças à toa. Mas essas são qualificações insuficientes.
Dilma. Surpresas e incertezas (FOTO: DIDA SAMPAIO/AE)
O governo Dilma assumiu uma economia aquecida demais pelas despesas correntes turbinadas nos dois últimos anos da gestão de Lula. O corte de R$ 50 bilhões nas previsões orçamentárias deste ano mais o compromisso de garantir superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) de R$ 117,9 bilhões foram um bom começo. Mas é pouco para conter o consumo, como o governo vem reconhecendo quando tenta segurar o crédito.
Independentemente do desbalanceamento fiscal, a gestão Dilma enfrentou uma mistura inédita (nos últimos 16 anos) de surpresas e novas incertezas. A primeira delas foi o resultado do afrouxamento monetário dos grandes bancos centrais do mundo, especialmente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que multiplicou o volume de recursos no planeta. Boa parte dessa dinheirama tomou o rumo do País e é um dos fatores que ajudam a explicar a enxurrada de dólares no câmbio interno.
Outra surpresa é a disparada dos preços das commodities agrícolas, em mais de 29% nos últimos seis meses, que ajudou a puxar os preços dos alimentos, maiores responsáveis pelas pressões inflacionárias. A terceira é a revolução da comunidade islâmica na África e na Ásia e seu impacto sobre os preços do petróleo.
A principal consequência desses três imprevistos é a mistura de uma forte valorização do real (queda do dólar no câmbio interno) com disparada inflacionária, que, em 12 meses terminados em março, ultrapassou os 6,3%. Veja o gráfico:
O mais importante não são as surpresas nem as incertezas que vêm junto, mas o modo como o governo lida com elas. O tom de lamentação e de “a culpa não é minha”, misturado com declarações do tipo “isso não é nada; logo passa”, foi e continua sendo a primeira atitude inadequada, ao passo que induz a respostas nem sempre objetivas.
Uma delas é a força exagerada dada aos chamados recursos prudenciais, com o objetivo de conter a inflação, o crédito e o câmbio, usados para não acionar os mecanismos mais eficazes e, assim, evitar efeitos colaterais indesejados, mas provocando outros mais, talvez maiores.
Outra resposta indevida é usar o caixa das empresas estatais e privadas – caso da Petrobrás e das usinas de açúcar e álcool – para fazer política de preços.
A atitude tolerante do Banco Central à inflação e o gradualismo da administração da política monetária, por sua vez, tiraram eficácia do sistema de metas de inflação, na medida em que são os principais responsáveis pelo descompasso entre as expectativas dos “fazedores de preço” e os objetivos da autoridade monetária.
Assim, se havia uma incerteza no ponto de partida, agora há outra no de chegada: não existe segurança de que a inflação seja contida dentro do horizonte sugerido pelo Banco Central, principalmente, se os preços do petróleo permanecerem acima de US$ 100 por barril, como é mais provável.
O modo gradualista e quase minimalista de enfrentar a excessiva valorização do real (baixa do dólar) parece esgotado – como esta coluna já levou em conta em outras oportunidades – e, mais do que isso, reforça a tendência de baixa do dólar, por atrair mais moeda estrangeira. Quanto mais altas as reservas tanto mais melhora a percepção sobre as boas condições da economia brasileira; e quanto mais atua para reduzir a volatilidade das cotações da moeda estrangeira, mais o Banco Central reduz a percepção de risco dos aplicadores.
Afora isso, este começo de Dilma se caracterizou por fortes intervenções no setor produtivo. As coisas ficaram algo mais artificiais e mais dependentes do governo. São práticas que a gente sabe como se implantam, mas não sabe quando e como serão erradicadas.
Novo governo: os contrastes
Os primeiros 100 dias de governo do governador Raimundo Colombo
Do Blog Moacir Pereira - ClicRBS
Os primeiros 100 dias, que se completam neste domingo, revelaram o estilo Raimundo Colombo(DEM) de governar Santa Catarina, bem diferente aos antecessores Leonel Pavan(PSDB) e Luiz Henrique da Silveira(PMDB). Antes mesmo de assumir, o novo governador deu o primeiro sinal. Luiz Henrique usava o helicóptero até para se deslocar da Casa da Agronômica ao Centro Administrativo. Colombo cancelou o contrato e dispensou o equipamento.
A calma do lageano só não surpreende os assessores que com ele trabalham há anos. Não esquenta e não perde a tranqüilidade. O oposto de Leonel Pavan, que esbravejava e não poupava secretários com palavrões impublicáveis.
O governo anterior proclamava êxito no controle da folha. O novo mostrou a insanidade de aumentos que, segundo informa, elevarão os salários este ano em 900 milhões de reais.
O Pró-Emprego foi exaltado como um dos mais engenhosos na área de incentivos fiscais, responsável pela elevação constante da arrecadação. Tão logo assumiu, Colombo suspendeu a lei do Pró-Emprego e revogou o artigo 148-A. E o secretário Ubiratan Rezende justificou que pretendia acabar com “escritório de intermediários”, fato que dentro e fora do governo produz alguns relatos escabrosos.
Luiz Henrique e Pavan defenderam com unhas e dentes a mudança do Plano Diretor de Florianópolis para venda da Penitenciária Estadual. Colombo é contra a comercialização da área, e decidiu que ela vai continuar um espaço público.
O ex-governador valeu-se da liderança para alterar na Câmara a lei para construir duas novas torres no Centro Administrativo. Ali não será edificado mais nada e já há até estudos para transferir os órgãos do governo.
Obras
A segurança pública foi comandada durante no governo passado por um deputado do PMDB, que montou a equipe e o esquema administrativo para viabilizar a conquista de cadeira na Câmara Federal. A nova gestão quer distância do esquema partidário e eleitoral, optando por um promotor de Justiça na segurança pública.
A Secretaria da Saúde foi dirigida por um correligionário de Pavan, deputado Dado Cherem,que relatava conquistas e avanços. O novo governo tem revelado realidades chocantes nos hospitais públicos da Grande Florianópolis. Leitos fechados, obras que nunca terminam, falta de pessoa, alimentos deteriorados, etc, etc.
A Casan foi presidida durante duas gestões pelo ex-deputado Walmor de Lucca, um dos poucos correligionários de Luiz Henrique que entrava na Casa da Agronômica sem pedir licença. Gabava-se de ação competente e de lucros. Inovou sim, distribuindo os dividendos entre os diretores e conselheiros. O novo governo acusa: as estações de tratamento da Casan na Ilha de Santa Catarina não estão operando. As redes construídas com dotações milionárias jogam o esgoto no mar.
O novo aeroporto Hercilio Luz estava travado há dez anos. Por falta de cessão de área de Ufsc para execução de obras, alegava a Infraero. Colombo chegou e em três meses mandou projeto à Assembléia autorizando a liberação do terreno. Já é lei.
A Arena Multiuso de Canasvieiras teve a pedra fundamental lançada com foguetório e muito discurso. O novo governo chega e aponta o desperdício. O projeto tem rejeição unânime da comunidade e do setor empresarial. Enterraram 5 milhões de reais. Até agora, para nada.
O Centro Integrado de Cultura está há dois anos em reformas. A construtora levou 70% do contrato, mas a obra nem chegou na metade. Era para reformar em módulos. Desmontaram o prédio, desativaram o cinema, o museu de arte e o teatro do CIC, e anularam a programação cultural. Colombo ordenou que a reforma se executasse por módulos.
Finalmente, as polêmicas secretarias regionais. Raimundo Colombo chega aos 100 dias e não nomeou ainda todos os 36 secretários. E já anunciou que as regionais não terão função executiva. Parece disposto a mudar. Deve ter encontrado cabides demais no armário.
Passaportes dos filhos de Lula, que eram imorais, agora também são ilegais
Quando mandei nota , indignado pelos filhos de Lula terem "conseguido" passaportes diplomáticos, recebí as mais veementes críticas dos simpatizantes de Lula, dos petistas , e principalmente dos xiitas.
Agora o Ministério Público do Distrito Federal considerou irregulares os passaportes diplomáticos concedidos a quatro filhos e três netos do ex-presidente Lula, segundo matéria da Folha de São Paulo. Em ofício encaminhado ao Itamaraty, assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o órgão disse que pedirá à Justiça a anulação dos documentos se eles não forem devolvidos em 30 dias. O Ministério Público analisou a concessão de 328 passaportes diplomáticos em caráter excepcional e por "interesse do país" de 2006 a 2010.
Apenas os documentos dos familiares de Lula foram considerados ilegais, porque não apresentam justificativas pertinentes, segundo o Ministério Público. Entres os parentes que receberam os superpassaportes estão os filhos de Lula: Marcos Cláudio, Luís Cláudio, Fábio Luís e Sandro Luís. A assessoria de Lula disse que ele está em viagem e que não foi comunicado do pedido do Ministério Público. A reportagem não localizou os filhos do ex-presidente. O Itamaraty afirmou que não vai comentar a solicitação do procurador e que irá responder no prazo estipulado as informações.
Enviado por: Paulo Curvello
curvell@terra.com.br
Agora o Ministério Público do Distrito Federal considerou irregulares os passaportes diplomáticos concedidos a quatro filhos e três netos do ex-presidente Lula, segundo matéria da Folha de São Paulo. Em ofício encaminhado ao Itamaraty, assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o órgão disse que pedirá à Justiça a anulação dos documentos se eles não forem devolvidos em 30 dias. O Ministério Público analisou a concessão de 328 passaportes diplomáticos em caráter excepcional e por "interesse do país" de 2006 a 2010.
Apenas os documentos dos familiares de Lula foram considerados ilegais, porque não apresentam justificativas pertinentes, segundo o Ministério Público. Entres os parentes que receberam os superpassaportes estão os filhos de Lula: Marcos Cláudio, Luís Cláudio, Fábio Luís e Sandro Luís. A assessoria de Lula disse que ele está em viagem e que não foi comunicado do pedido do Ministério Público. A reportagem não localizou os filhos do ex-presidente. O Itamaraty afirmou que não vai comentar a solicitação do procurador e que irá responder no prazo estipulado as informações.
Enviado por: Paulo Curvello
curvell@terra.com.br
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Blog de Paulo Henrique Amorim associa ataque à escola no RJ à "imprensa golpista"
Do Portal Imprensa
O blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou uma análise sobre o massacre da escola em Realengo (RJ) em que sugere que a tragédia é noticiada conforme a relação entre a embaixada dos EUA e os veículos que compõem o grupo classificado por ele como "PIG" (Partido da Imprensa Golpista).
Reproduzindo documentos vazados pelo site Wikileaks, o post - intitulado "Escândalo em Realengo: embaixada americana pauta o PIG" - apresenta evidências de que os EUA teriam interesse em "engajar o Brasil na difamação de religiões", sobretudo o Islamismo, e que a imprensa teria papel crucial.
Suspeita-se que Wellington Menezes de Oliveira, que matou 11 crianças e feriu outras 13, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (07), tenha vínculos com o Islamismo, segundo depoimento de sua irmã. O atirador se matou após se atingido por um policial que invadiu a escola a pedido de um dos sobreviventes.
"Ele estava muito focado em coisas relacionadas ao islamismo e tinha deixado a barba crescer muito. Ele era estranho, ficava na internet o dia inteiro lendo temas relacionados e era muito estranho, muito reservado", disse Rosilane Menezes em entrevista à Rádio Bandnews.
Junto ao documento da embaixada dos EUA, o site lista uma série de reportagens de veículos considerados partidários da "imprensa golpista" e ilustra o post com uma charge em que aparecem os nomes de Veja, O Globo e Folha de S.Paulo. Mais aqui
E aqui para ir direto ao blog de Paulo Henrique Amorin.
Comento:
Que absurdo!! Como pode um "jornalista" desse gabarito sair falando umas asneiras dessas.
E aqui para ir direto ao blog de Paulo Henrique Amorin.
Comento:
Que absurdo!! Como pode um "jornalista" desse gabarito sair falando umas asneiras dessas.
Tragédia no Rio: Jovem invade escola, matar 11 e deixa vários feridos
Ex-aluno, Oliveira entrou na Escola municipal Tasso da Silveira na manhã de hoje e teria dito que faria uma palestra. Em seguida, passou a atirar contra os alunos, dentro das salas de aula. Depois, ele trocou tiros com policiais militares, foi ferido e cometeu suicídio.
Ao menos 11 alunos morreram --dez meninas e um menino. Ao menos 18 pessoas ficaram feridas.
O crime é investigado. Segundo a polícia, o atirador carregava duas armas, muita munição e deixou uma carta.
Clique aqui para ler na íntegra a carta deixada pelo assassino
Ao menos 11 alunos morreram --dez meninas e um menino. Ao menos 18 pessoas ficaram feridas.
O crime é investigado. Segundo a polícia, o atirador carregava duas armas, muita munição e deixou uma carta.
Clique aqui para ler na íntegra a carta deixada pelo assassino
quarta-feira, 6 de abril de 2011
ES: Câmara de Vila Velha aprova meia passagem para quem viaja em pé no ônibus
Do Jornal do Brasil
Um projeto de lei que dá direito ao pagamento de meia passagem para quem viaja em pé no ônibus foi aprovado por unanimidade na noite de terça-feira na Câmara do município de Vila Velha, na Grande Vitória. O projeto é assinado pelo vereador Ozias Zizi. A passagem em Vila Velha custa R$ 2,30.
"Queremos diferenciar os passageiros que viajam sentados dos que fazem o trajeto em pé nos ônibus. Não é justo todos pagarem a mesma tarifa", disse o autor do projeto.
Vereador e presidente da Casa, Ivan Carlini apresentou uma emenda ao projeto que determina que os passageiros não poderão mais viajar em pé nos ônibus do município.
As medidas têm causado polêmica na cidade. Agora, o prefeito Neucimar Fraga tem 15 dias para acatar ou vetar o projeto.
Comento:
Isso em Joinville seria fantástico
Um projeto de lei que dá direito ao pagamento de meia passagem para quem viaja em pé no ônibus foi aprovado por unanimidade na noite de terça-feira na Câmara do município de Vila Velha, na Grande Vitória. O projeto é assinado pelo vereador Ozias Zizi. A passagem em Vila Velha custa R$ 2,30.
"Queremos diferenciar os passageiros que viajam sentados dos que fazem o trajeto em pé nos ônibus. Não é justo todos pagarem a mesma tarifa", disse o autor do projeto.
Vereador e presidente da Casa, Ivan Carlini apresentou uma emenda ao projeto que determina que os passageiros não poderão mais viajar em pé nos ônibus do município.
As medidas têm causado polêmica na cidade. Agora, o prefeito Neucimar Fraga tem 15 dias para acatar ou vetar o projeto.
Comento:
Isso em Joinville seria fantástico
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O palhaço não decepciona - Tiririca emprega os amigos humoristas, que ficam em SP, com salário de R$ 8 mil
Leandro Colon, no Estadão:
Deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, o palhaço Tiririca (PR-SP) usa dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa A Praça é Nossa. Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado. Ambos recebem o maior salário do gabinete, de até R$ 8 mil, somadas as gratificações. Niccolini é presença semanal na TV com o personagem Dapena, uma sátira do apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena. No ano passado, durante as eleições, o humorista foi protagonista de um quadro cômico que interpretava os então candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
Deputado mais votado do Brasil, com 1,3 milhão de votos, o palhaço Tiririca (PR-SP) usa dinheiro da Câmara para empregar humoristas do programa A Praça é Nossa. Em 23 de fevereiro, foram nomeados como secretários parlamentares os humoristas José Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, que criaram os slogans da campanha eleitoral do deputado. Ambos recebem o maior salário do gabinete, de até R$ 8 mil, somadas as gratificações. Niccolini é presença semanal na TV com o personagem Dapena, uma sátira do apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena. No ano passado, durante as eleições, o humorista foi protagonista de um quadro cômico que interpretava os então candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).
Os humoristas nomeados por Tiririca moram em São Paulo e não cumprem expediente diário como servidores da Câmara - até porque Tiririca não tem escritório político na capital paulista. Niccolini e Oliveira ajudaram a fazer dois dos slogans principais da campanha: “Vote no Tiririca, pior do que está não fica” e “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, não sei. Mas vote em mim que eu te conto”.
Ideias
Procurado pelo Estado, Niccolini justificou a sua contratação na Câmara com a seguinte frase: “A gente é bom para dar ideias”. “Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Porque acredita que podemos dar boas ideias.”
Procurado pelo Estado, Niccolini justificou a sua contratação na Câmara com a seguinte frase: “A gente é bom para dar ideias”. “Ele (Tiririca) escolheu a gente porque ajudamos na campanha, só por isso. Porque acredita que podemos dar boas ideias.”
Os dois secretários parlamentares de Tiririca fazem parte do grupo de humor Café com Bobagem, que, entre outras coisas, tem parceria com o A Praça é Nossa, programa da emissora SBT, onde conheceram o palhaço há dez anos. Por sinal, é no escritório do Café com Bobagem, em São Paulo, e não num lugar ligado ao mandato de Tiririca na Câmara, que os humoristas contratados trabalham diariamente. Questionado pela reportagem sobre o valor pago na campanha eleitoral por terem criado os slogans, Niccolini foi irônico: “Uns 100 milhões de dólares para cada um; pouquinho”.
Segundo a prestação de contas de Tiririca à Justiça Eleitoral, a empresa do grupo, T.R.E. Entretenimento Ltda., recebeu R$ 10 mil pelo serviço. Comunicação. Procurado pelo Estado, Tiririca informou, por intermédio da assessoria de imprensa, que contratou os dois humoristas para ajudá-lo no mandato parlamentar. “O deputado Tiririca nomeou os assessores levando em conta o critério de conhecê-los pessoalmente e também o fato de serem dois comunicadores que vão colaborar e desenvolver trabalhos dentro da temática que o deputado atua.” Aqui
Assinar:
Postagens (Atom)
